A ex- ministra da educação, cada vez sabe menos de educação e mostra-o com grande facilidade. Maria de Lurdes Rodrigues, que defendeu e aplicou uma política educativa de centralização de poder, de controlo e manipulação da atividade docente, veio à televisão pública defender contratação autónoma de professores pelas escolas. Perante a crise de trabalho docente, uma teia de problemas apresentados pelos professores presentes no debate da RTP, a ex- ministra pensa que está na reitoria do seu ISCTE, acompanhada do seu vice- reitor, ele também um ex-ministro, das finanças. Um desastre anunciado, primeiro como ministra, agora como reitora.
quarta-feira, abril 20, 2022
domingo, outubro 10, 2021
Paulo Freire e o Brasil de Bolsonaro
Paulo Freire foi o pedagogo que me entusiasmou no PREC, nas ações de dinamização política e associativa, na qual a educação participativa era o cerne da filosofia. Refiro isto na introdução da minha tese de mestrado, sobre a educação no desenvolvimento, onde Freire é o 'apóstolo', citado por diversas vezes. E uso este termo em homenagem ao educador comunitário mais famoso do mundo. Ele mesmo se referia a si, como tendo uma face marxista e outra cristã. Paulo Freire dá nome ao auditório onde lecionei muitas aulas e seminários ou organizei diversas conferências. Nestes dias, na proto-ditadura brasileira de Bolsonaro, ele é mais uma vez perseguido - mesmo depois de morto - tal como nos tempos da ditadura militar, bem como grande parte dos educadores e professores de esquerda e humanistas brasileiros. Por isso, é tão importante destacar o seu legado e defendê-lo. O dossiê organizado por Mariana Carneiro, nos 100 anos de Paulo Freire, é um passo nesse sentido. É preciso ler!
sexta-feira, maio 21, 2021
A aldrabice dos rankings das escolas
O ideal seria ignorar a diarreia dos media, sobre o ritual anual dos rankings das escolas secundárias. Passados tantos anos, e após as desmontagens feitas por docentes, investigadores e até alguns governantes de esquerda (pela razão ideológica da igualdade de análise), a lengalenga continua a mesma. Mas o que fazer, senão continuar a responder com uma razão simples: é a escola pública que continua a educar contra a desigualdade e pela inclusão; as escolas privadas continuam a esconder os dados da sua elite privilegiada.
quinta-feira, abril 08, 2021
Banco Alimentar ou cartão de compras com capacitação?
Li, no «Expresso», sobre a concretização de uma ideia piloto, já posta em prática em Lisboa como forma de experimentação, pela Cruz Vermelha Portuguesa, de um sistema diferente de ajuda alimentar. A ideia será a de fornecer um cartão de compra alimentar, em parceiros que se vão juntando ao projeto, com o qual os beneficiários poderão adquirir produtos necessários à sua sobrevivência. Este processo será supervisionado, e apoiado de forma educativa, por técnicos sociais que deverão promover a autonomia e a capacitação das pessoas em risco de subsistência. Parece que o governo estuda uma medida semelhante. Talvez seja tempo de acabar com a caridadezinha do Banco Alimentar, projeto de estímulo da dependência alimentar e social de muitas famílias e do protagonismo de muita gente sequiosa de medalhas de mérito.
terça-feira, abril 06, 2021
Costa cria grupo de trabalho para explorar ainda mais os professores
Como se não bastasse o trabalho extremo dos professores – de todos os níveis de ensino – com a parafernália de tecnologia, metodologias e tempo de trabalho – o governo quer agora impor aos docentes novas cargas de exploração do trabalho. Só podemos qualificar assim, à marxista pois claro, as sugestões adiantadas pelo grupo de trabalho que o governo de Costa criou, para apresentar relatório sobre a recuperação das aprendizagens perdidas. Dessas sugestões, que virão ou não no tal relatório a apresentar até ao fim do mês, constam propostas de alargamento de horário semanal, tutorias a Português e a Matemática e cursos de verão, entre outros. Mas nada se diz sobre quem assumiria mais essas tarefas. A carga de trabalho cairia sobre os professores, isso é certo. Mas, ao invés, há que reivindicar o que é preciso: mais docentes, mais funcionários para as escolas, emprego de educadores e de outros técnicos superiores nas escolas. Mas isso é abrir os cofres do ministério das Finanças, coisa que o governo do PS já mostrou que não quer, preferindo poupar os milhões do orçamento que deveria usar, e protestar contra a oposição que quer atribuir os apoios a que os trabalhadores têm direito.
Mas há quem fale sobre isto, e outras estratégias, melhor do que eu!
terça-feira, fevereiro 23, 2021
Abrir as escolas em pandemia-Carta Aberta
Sobre a reabertura das escolas, em plena recessão da pandemia, um conjunto de profissionais da saúde, da educação e dos media, fizeram sair uma carta aberta ao governo e ao presidente da república. Não sendo tão evidentes as interpretações sobre o impacto negativo da abertura das escolas, o certo é que as propostas da Carta parecem moderadas e conscientes da importância de uma planificação sucessiva do regresso ao ensino presencial. Para quem defende que é o mesmo ensinar à distância ou, ao invés, em interação física e no face a face do processo de ensino-aprendizagem, ou nunca foi professor (não é relevante), ou não sabe ler as consequências profundas do alargamento das desigualdades sociais e políticas, que provêm do afastamento dos locais de socialização e de coesão que são os espaços escolares ou de aprendizagem.
quarta-feira, janeiro 20, 2021
Ginásios e escolas, escolhas diferentes na pandemia
Os donos de ginásios esforçam-se para ganhar exceção no presente confinamento sanitário contra a explosão da pandemia. Fazem-no, comparando a importância da atividade física em ginásio com a aprendizagem global nas escolas. É patetice! Como praticante de atividade física e desporto sei-o bem. Um tapete no chão da sala ou da garagem, ou uma caminhada nos arredores rurais da minha casa é suficiente para a minha destreza mental. As escolas, essas, são indispensáveis à educação e à proteção social das famílias mais desfavorecidas; e são muitos milhares.
quinta-feira, janeiro 14, 2021
Ciganos na Escola!
A propósito do meu post aqui abaixo, escreve-me o Adão Contreiras:
Essa tua aluna cigana a que te referes foi também minha aluna na Escola Poeta Bernardo Passos em S. Brás; fez o nono ano a pedido da Madrinha que na altura era também professora aos pais dela, por ser uma excelente aluna. Foi minha aluna em Educação Visual e foi uma das melhores alunas da turma, com capacidade de intervir; normalmente era ela que fazia o sumário da aula anterior, prática que utilizei alguns anos lectivos. Vi-a algumas vezes a trabalhar num mini-mercado em S. Brás, depois vi essa reportagem no FB postada por alguém.
quarta-feira, setembro 30, 2020
Ensino superior: as causas de tanta euforia
Anda muita gente a chamar a si os louros dos recordes de entrada no ensino superior universitário e politécnico. Docentes e instituições perfilam-se em explicações sobre tanto interesse. Mas convém ver, en passant, outras razões:
i) A crise económica e social, agravada pela pandemia, que não deixa grande expetativa aos jovens que terminaram o secundário, empurra-os inevitavelmente para os bancos do ensino superior, a adiar a sua entrada nalgum emprego precário;
ii) A abertura, pela primeira vez - depois de muitas batalhas e tempos perdidos - de acesso a exames regionais especiais para os estudantes do ensino secundário profissional, resolveu um problema de grande injustiça e discriminação e alargou o universo de vagas;
iii) Finalmente, a luta dos estudantes e a pressão da esquerda para o alargamento das bolsas de apoio a propinas e ao alojamento, bem como a descida daquelas, permitiu uma maior mobilização do interesse pelo superior.
quinta-feira, julho 23, 2020
Uma visão diferente
quarta-feira, julho 08, 2020
Portais tecnológicos pagos a peso de ouro, pois claro!
terça-feira, julho 07, 2020
Roubo de dados na plataforma do Ministério da Educação
sexta-feira, maio 29, 2020
Governo mente sobre apoio às escolas
quarta-feira, maio 06, 2020
A aula como teatro de mudança do mundo
Por isso, a aula é um exercício performativo da transformação do mundo e dela saímos diferentes, de cada vez, vitoriosos ou derrotados. Por isso, teatro mundo e do mundo, a aula é uma outra forma de aprendermos papéis e reportórios, sem que um Deus ex machina nos salve em situação de impasse ou embaraço.
segunda-feira, abril 20, 2020
Ensinar Português, lendo power-points
sexta-feira, abril 10, 2020
Uma imagem por dia 8
terça-feira, abril 07, 2020
Uma imagem por dia 5
E hoje há debate sobre a cultura! (ver aqui).


