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terça-feira, outubro 10, 2023

Património Cultural Imaterial a não perder: filmes de arquivos familiares

Depois do êxito da «Mostra de Cinema Documental e de Ensaio: Memórias e Etnografia do Algarve», realizada no ano passado, a Associação Casa-Museu José Pinto Contreiras (ACMJPC) vai desenvolver, durante o mês de outubro deste ano, o Projeto Cinema no Barrocal do Algarve: pelos trilhos do património cultural imaterial.

A 2ª edição pretende divulgar filmografia de caráter etnográfico e documental, de autores amadores ou semiprofissionais que documentam o Algarve nas suas diversas facetas sociais e culturais, através das suas propostas de cinema doméstico, familiar, de ensaio ou experimental.

Esta iniciativa da ACMJPC é parte integrante do seu programa estruturante de constituir um arquivo de cinema documental, com vista à criação de um Centro de Documentação Fílmico do Algarve, em formato digital, disponível para mostras, concursos e exposições nas áreas da multimédia e dos cruzamentos disciplinares.

Cinema no Barrocal do Algarve é apoiado pela Direção Regional de Cultura do Algarve e desenvolvido em parceria com a Casa da Cultura de Loulé e a Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.

No presente contexto, a 2ª edição percorre quatro locais de interesse para os autores ou elementos documentados, nos concelhos de Faro, Loulé e São Brás de Alportel: Gorjões (dia 7, no Espaço Sociedade); Loulé (dia 13, na Casa da Cultura); Santa Bárbara de Nexe (dia 15, na Junta de Freguesia) e São Brás de Alportel (dia 21, no Museu do Traje). As sessões, com a duração de cerca de 60 minutos, contam com a presença de alguns autores para conversa no final.

 

Coordenação e produção: Adão Contreiras e Helder Raimundo.

Informações:  www.gorjoes.com | associacaocmjpcontreiras@gmail.com | 967903433 | 965705909

quinta-feira, outubro 13, 2022

Mostra de Cinema Documental e de Ensaio

                      Amanhã vamos estar por aqui! Ler+                                    

 

 

domingo, outubro 02, 2022

Mostra de Cinema começa em força na sede da Associação nos Gorjões

A primeira sessão da Mostra de Cinema, ocorrida ontem nos Gorjões, sagrou-se por um excelente êxito. Cerca de 70 pessoas assistiram a 6 filmes de 6 autores, realizados entre 1954 e 2015, que constituem um espólio documental e etnográfico de grande valor.

No final decorreu uma conversa com os autores presentes, sobre a importância destes filmes na constituição de um futuro centro de documentação fílmico de teor etnográfico.
A próxima sessão é já no próximo sábado, às 18h00, na Casa da Cultura de Loulé, parceira neste projeto.

segunda-feira, fevereiro 08, 2021

Raridades fílmicas na Medeia Filmes

Tal como no confinamento anterior, a Medeia Filmes já está a disponibilizar, em streaming, uma nova vaga de filmes a não perder. Desta vez sob o tema ‘Raridades’, apresenta um conjunto de filmes para ver, cada um deles disponível durante três dias. Saliento, de entre eles, Eu e Tu, de Bernardo Bertolucci, sobre um jovem à procura do seu espaço normal, isolado numa cave. (Aceder clicando nas palavras sublinhadas).

sexta-feira, novembro 27, 2020

Pipocas, cinema e etnocentrismo


Farto de acompanhar os filmes, nos cinemas atuais, com a banda sonora da mastigação canibal de pipocas e batatas fritas, e de cheirar o ácido doce de colas e refrigerantes, é agora – quando o governo proíbe o consumo destas distrações nas salas – que regresso ao cinema, talvez para ver o último filme de Fellipe Barbosa, «Gabriel e a Montanha».

quinta-feira, outubro 15, 2020

Visconti, pescadores e a construção da memória

Ontem vi, na RTP Memória, o grande filme semi-documental de Luchino Visconti, «A Terra Treme», de 1948. Partia com uma das ideias-chave da primeira vez que o vi, ainda em monitor de TV a preto e branco nos idos anos 1970. Na altura Ramiro Valadão tinha o poder de censurar os filmes, mas deveria estar a dormir (fixei este nome do responsável do marcelismo pela televisão portuguesa para não esquecer que o censor o deixou passar no velho canal1). Como o filme retrata a exploração dos pescadores de uma aldeia da Sicília, ficou-me o registo da luta daqueles para criar uma cooperativa de pesca, que destruísse as relações sociais de exploração com os armadores. Mas não! Afinal, no remate final, Ntoni e os seus irmãos regressam à humilhação do trabalho explorado pelos capitalistas da pesca. Daqui a muitos anos, que memória construída me ficará?

terça-feira, maio 12, 2020

Filmes gratuitos na Medeia

Mais uma semana de excelentes filmes no site da Medeia. Esta semana, a partir de hoje Melancholia, de Lars Von Trier, a partir de quinta Segredos e Mentiras de Mike Leigh, e a partir de sábado Minha Mãe de Nanni Moretti. E na próxima semana, algo nunca visto: três filmes do maior realizador japonês e um dos maiores do mundo - Yasujiro Ozu.
O filme de Von Trier vi-o há pouco, e na verdade é uma bela homenagem a Stanley Kubrick e à obra prima 2001, Odisseia no Espaço, com uma beleza estética dirigida pelo chileno-dinamarquês Manuel Alberto Claro, música de Richard Wagner e a enigmática Kirsten Dunst.

quarta-feira, maio 06, 2020

Filmes a não perder na Medeia Filmes

Na passada semana falei aqui de Max von Sydow, a propósito do filme O Lobo das Estepes, baseado na obra de Hermann Hesse. Ora, o mesmo ator é o principal personagem de O Sétimo Selo, obra prima de Ingmar Bergman, que podemos ver entre os dias 5 e 7 de maio. É mais um filme da quarentena cinéfila da Medeia Filmes, que esta semana arrasa com mais dois filmes célebres: Rua da Vergonha, de Kenzi Mizoguchi (entre 7 e 9 de maio) e Há Festa na Aldeia, de Jacques Tati (entre  9 e 12 de maio). E na próxima semana a beleza cinematográfica continua!
[Clicar sobre a palavra sublinhada para aceder aos filmes]

terça-feira, abril 21, 2020

CanCan francês de Renoir e outros

Começa hoje mais uma semana de cinema online da quarentena da Medeia Filmes, dedicada ao cinema francês. Hoje, quinta e sábado, podemos ver French Cancan de Jean Renoir (um dos maiores cineastas do século XX), Aquela Loura, de Jacques Becker e Veneno, de Sacha Guitry. A não perder!

terça-feira, abril 14, 2020

Les Chansons d'Amour


A Medeia Filmes, como já referido em posts abaixo, tem-nos premiado com filmes gratuitos na quarentena, enquanto não reabre o Nimas e outros cinemas. Da série francesa da semana passada, o filme de Honoré é recheado de belas canções do cantautor francês Alex Beaupain, de que Les Yeux au Ciel é um belo exemplo, para ouvir acima.
Atenção que hoje, e até quinta às 12h, está disponível no site da Medeia o grande clássico de Roberto Rosselini, «Roma, Cidade Aberta», com a grande Anna Magnani (Itália, 1945).

sábado, abril 04, 2020

Filmes de autores portugueses

Autores portugueses de curtas, longas e documentários, puseram à disposição os seus filmes, alguns quase desconhecidos da maioria. Lá estão excelentes curtas de animação ou de narrativa histórica (alguns que já conhecia) e o excelente documentário sobre Sophia de Mello Breyner Andresen, realizado por Manuel Mozos no ano do seu 100º aniversário (2019). O EsquerdaNet disponibiliza os links para o seu visionamento (clicar aqui).
Aconselho também os programas do «Cinemax Curtas» na RTP2, que acompanho há muito, e que é uma tela do que melhor se faz na cinematografia portuguesa. Pode ser visto também a qualquer hora na RTP Play.

terça-feira, março 31, 2020

Trilogia das cores de Kieslowski

Esta semana a Medeia Filmes oferece gratuitamente a chamada Trilogia das Cores, do realizador polaco Krzysztof Kieslowski. Por estes dias temos disponível Azul, com a magnífica Juliette Binoche. Depois Branco (2 abril) e Vermelho (4 abril). Fiquem atentos a esta beleza cinematográfica!

sábado, março 28, 2020

Filmes para a quarentena na Medeia

Nestes tempos de Quaranta, nada como ver, ou rever, alguns dos melhores filmes da filmografia sul-coreana. É isso que a Medeia Filmes nos oferece. Proprietária do Espaço Nimas em Lisboa, foi lá, naquelas salas de cinema que, sozinho ou acompanhado, vi muitos e grandes filmes nos finais dos anos 1970 e inícios dos 80, quando vadiava, sem rebanho, pela cidade de Lisboa. Tempos em que apetecia olhar o Rio e andar a pé pelo Castelo, pela Bica, ou usar o autocarro 21, esse que não digo para onde viajava.
Por estes dias está disponível o filme «Embriagado de Mulheres e de Pintura» (clicar aqui)!

segunda-feira, novembro 26, 2018

Bernardo Bertolucci e 1900


Bernardo Bertolucci morreu hoje, aos 77 anos, em Roma. Dele, vi vários filmes, entre outros: o afamado erótico O último tango em Paris (quem não viu a descoberta da sexualidade ali?), com o debutante tardio Marlon Brando; Um chá no deserto, baseado no livro de Paul Bowles; e mais recentemente O último imperador. Mas, pela influência que teve em mim, num contexto de grande impacto político e social, não posso esquecer o monumento que foi 1900, um périplo sobre a ascensão do fascismo em Itália. Inesquecível, o momento simbólico e clássico em que o fascista interpretado por um jovem Donald Sutherland, esmaga um gato negro contra a parede. Estávamos em 1977 ou 1978 (o filme é de 1976) e julgo que o vi em Portimão ainda, ou talvez em Faro, mas isso pouco interessa.

segunda-feira, novembro 18, 2013

Cinema documental em Loulé

Não há propriamente cineastas de Loulé, como também não é possível delimitar uma literatura louletana. De qualquer modo é possível considerar uma mostra de cinema documental feito por gente de Loulé ou cuja temática aborde assuntos do concelho. Foi isso que a Câmara fez, convidando realizadores mais ou menos profissionais (quase sempre amadores) a mostrar as suas obras em duas sessões realizadas na Biblioteca. Depois da 1ª sessão há umas semanas, decorreu a 2ª na passada sexta, onde se mostrou um videoclip da New Light Pictures - os jovens que realizaram o já célebre Comando (linque) e dois filmes de Adão Contreiras - uma promo dos Velhos da Torre (cujo projeto é meu) e outro sobre Os anos de Rajú (linque). Uma iniciativa que pode abrir caminho a empreendimentos profissionais e culturais sérios no campo do cinema em Loulé.

sábado, março 23, 2013

1900

1900 é um dos filmes mais emblemáticos de Rossellini. Filmado em 1976, reproduz a primeira centúria do século XX, contrabalançando a ascensão do fascismo mussoliniano com a organização sistemática das ligas camponesas e operárias da Itália e da Europa. Vi-o em Portimão, no Cine Teatro, em 1977, provavelmente, pois no ano seguinte já estava a viver em Faro. Recordava-me de muitas das cenas marcantes do romantismo (mais do que do neorealismo) do realizador, sobretudo das paixões, dos conflitos e das festas camponesas, entre o bucolismo dos campos e a paleta multicromática dos cenários reais. Mas, ao tempo, uma das marcas identitárias da luta antifascista, a morte do gato preto e branco - perpetrado pelo camisa azul representado pelo ainda jovem ator Donald Sutherland - foi uma das representações simbólicas mais evidentes.
No passado sábado a RTP apresenta a primeira parte do filme (que tem cerca de seis horas) a altas horas da noite. Dou por ele por acaso, no zapping à espera do Eixo do Mal, e vejo-o a partir do momento em que o descobri, anunciando-se a segunda parte para hoje. Uma busca incessante encontra a 2ª parte do filme prevista a partir das 01:30 da madrugada, a desoras portanto. Um mau serviço público é o que cabe dizer.

domingo, novembro 18, 2012

A dança universal em Angola

Luso Doc, um nome arrojado para divulgar uma mostra de cinema documental dos países lusófonos, que decorreu nos últimos dias em Loulé. Ontem dispus-me a ver "Oxalá Cresçam Pitangas", de Kilunaje Liberdade e Ondajki (este um jovem autor do novo romance africano, bastante lido em Portugal). Uma troca técnica de filmes mostrou-nos o da noite, "A Minha Banda e Eu", do mesmo Kiluanje e de Inês Gonçalves. Um documento sobre as danças urbanas angolanas Kizomba e Semba, muito bem tratadas pelas imagens coreográficas e dinâmicas do autor. O que se prova é a criação artística de jovens angolanos, a partir de uma universalidade da expressão corporal, lembrando valsas e tangos, mas que é outra coisa qualquer. Ritmo e harmonia da tradição africana e mestiçagem europeia do pós-colonialismo. O filme também não enjeita uma abordagem do racismo negro, ao dar a palavra a um jovem coreógrafo branco e luso, que se apropria da dança crioula, mas que se manifesta no desejo de aprender e de ensinar afetos e abraços universais. O remate é justo: 'a dança é de todos' diz o dançarino/soldado angolano ao lado do seu par, uma jovem soldado que rejeita os traumas da guerra civil e prefere o amor da dança. Excelente trabalho.
Pode ver aqui o trailler do documentário:

sexta-feira, outubro 15, 2010

Um filme indispensável

Já se falou aqui dos Velhos da Torre, sobre a sua vida e sobre a sua música. Deste casal da aldeia da Torre/Alte, são conhecidas as suas participações na cultura popular rural, sobretudo por via dos seus muitos espetáculos, pelo disco de que são os principais protagonistas («Velhos da Torre e Amigos»), editado pela Câmara de Loulé e coordenado por mim, e por terem influenciado o 1º disco das Moçoilas. Entretanto, eu e o meu amigo Adão Contreiras, metemos mãos (e pés) a um projecto de urgência, de modo a registar em suporte vídeo a sua música tradicional, enquadrada no seu contexto social e económico. De Janeiro a Agosto deste ano, convivemos entre canções, hortas e culturas, com vista a produzir o filme de que agora damos a público os primeiros 'frames'. Na Sociedade dos Gorjões, perto de Santa Bárbara de Nexe, iremos fazer a 1ª apresentação pública do filme "Tudo Vai dar em Cantigas", a que se seguirão outras passagens em circuitos alternativos, a anunciar em breve. Para já, pode contentar-se com o trailer do filme aqui.

terça-feira, maio 27, 2008

Pollack

Habituei-me a gostar dos filmes de Sidney Pollack, não tanto pela realização (e de muitos recordo África Minha ou Tootsie, que quase toda a gente viu), mas sobretudo pela capacidade de ele se colocar dentro do filme, para lá do interior da câmara de filmar. Essa competência em se expor, fez dele um outro Hitchcock, não tanto pelo humor do personagem, mas mais pela afectividade com os outros personagens.