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terça-feira, outubro 20, 2020

Terras de Alter



Há muitos anos que não me acercava daquela terra de cavalos e dressage. De qualquer modo reconhecemos o centro histórico, o seu castelo e a sua igreja matriz. Para além disso, o crescimento das vilas e cidades faz-se, ou fez-se nestes últimos anos, de equipamentos culturais e desportivos. Lá estão eles: o pavilhão desportivo e a piscina, o centro cultural aberto às artes várias, as escavações arqueológicas. Mas também os bairros a custos controlados e os alojamentos locais, que nos permitem pernoitar em tempo ameno de meados de outono; clima que nos convida a que, pelo menos o almoço seja repastado na varanda/pátio da velha casa restaurada com primor.

terça-feira, dezembro 04, 2018

Agustina, os comboios e eu



A propósito de uma viagem de comboio, Pedro Mexia (Expresso de 24 de novembro) fala do livro de Agustina «As Estações da Vida», que sendo sobre os painéis de azulejos das estações, é sobretudo sobre a viagem. Das recordações de viagens de comboio lembro os dois anos em que estudei em Silves, quando os assentos de pau não fazim mossa nos corpos juvenis, habituados ao tempo das descobertas da sexualidade, da boémia e da vadiagem. Por isso foram dois anos e não um, como deveria ser até ao acesso ao liceu de Portimão, onde vivia. Também foi numa dessas automotoras que a Pide, nos vigiou e seguiu, após alguns discursos intrusivos e críticos do regime. Falo disto no conto ‘Trinta Anos Depois’, escrito aquando das comemorações dos 30 anos do 25 de Abril e publicado na revista Bestiário (agora apenas editora; mas o conto pode ser lido em breve nos meus arquivos).
Há uns anos, a pedido dos meus filhos que só conheciam as viagens de automóvel, viajamos de comboio entre Loulé e Faro, olhando com tempo as paisagens ainda rurais da passagem do trem. Nessa viagem, o revisor deixou um bilhete autografado como recordação aos miúdos, deixando também parte da sua alma de viajante.

segunda-feira, abril 13, 2015

Fotomaton & Vox



De dentro para fora, veem-se as tílias com a lagoa ao fundo. Talvez seja de tarde, pois o sol reflete sobre a copa das árvores e deixa brilhar a sombra no contorno da luz. Há uma mesa e quatro cadeiras, ou talvez três, pois o meu assento é um banco que se leva ao ombro. Sobre a mesa não deve estar já Fotomaton & Vox, a obra antiga e atual de Herberto Helder, que levei naqueles dias de sol, capa dura e sombria, lembrando terra castanha com sulcos de raiva. Provavelmente o livro está comigo, junto da câmara que fotografou o momento de abril.
[em atualização]

terça-feira, junho 05, 2012

Arte popular religiosa

A arte popular é rainha em muitos dos interiores das igrejas e ermidas espalhadas por esse país fora. No Alentejo, particularmente, as imagens icónicas da resistência do povo às agruras da vida e dos males sociais, são bem expressivas da iconografia religiosa. Na imagem, a ermida de Santa Águeda/São Neutel, nos arredores de Vila Nova da Baronia, é uma sedução irresistível.

domingo, janeiro 11, 2009

Mais cores do novo ano

Barragem de Montargil, 1º dia de 2009

Pato Colhereiro, na Quinta do Lago, Dezembro de 2008
[Fotos de DR, direitos reservados]

sábado, janeiro 10, 2009

Cores da transição do ano

Peneplanície de Castro Verde, 2 de Janeiro de 2009

Cactos marítimos de Quinta do Lago, 26 de Dezembro de 2008
[fotos de DR, direitos reservados]

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Peixinhos da Horta

Em viagem de final de ano pelo Alentejo (quase sempre eleito como o desassossego do Algarve), a tarde do 1º dia do ano foi passada, com a família, pelo Fluviário de Mora - assim uma espécie, ou mesmo um oceanário com peixes de rio. Uma ideia fantástica e um projecto mais do que sustentável para um concelho de interior como Mora (fotos em breve).

terça-feira, junho 26, 2007

sábado, junho 23, 2007

Markádia

Borragens, na barragem de Odivelas, entre Ferreira e Alvito, Alentejo.
[foto de Deanna Raimundo]

sexta-feira, junho 22, 2007

De España

Longe daqui, por causa do sol de Espanha. Não foi a cabeça não, mas viagem com alunos a seminário freiriano. Pouco calor nas ruas de Sevilla, mesmo assim, calamares e cerveza San Miguel, fresco nas salas aristocráticas e populares. Ay Carmela e Juan Carlos, quase de seguida. Mas sim: 1400 associaciones de mujeres en Andalucia. Vocês acreditam?
Por aqui, haverá novidades.

segunda-feira, junho 11, 2007

Colecções

Para os que pensavam que eu não tinha qualquer colecção particular: >

segunda-feira, junho 04, 2007

Calma de Junho

Um pouco longe do fresquinho deste teclado: nestes últimos dias, conversas, praias, desporto dos filhos, trabalho académico de fim de ano, à espera do júri da tese de mestrado, manhãs cedo e fins de tarde na varanda, com cheiro a restolho pisado das últimas cabras e ovelhas da mãe soberana. Sem vontade de comentar os critérios de correcção das provas de português do 4º (o meu filho também a fez) e 9º anos.
Calor, muito calor, só o gin gelado refresca. Encomendo os "Contos do Gin-Tónico", do Mário-Henrique Leiria, à Fnac, que cedo responde e mos envia. Leio, refrescado, como se estivesse à sombra do Peter a beber gin sem álcool.
À noite, só a beleza estonteante do vermelho-sangue de Roma me satisfaz.

segunda-feira, maio 07, 2007

Desenhos de viagem (C)

[Auto-retrato de Daniel Vieira]
Exposição "Fados e outras músicas", a inaugurar na Fabula Urbis, em Lisboa

sexta-feira, abril 13, 2007