Mostrar mensagens com a etiqueta natureza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta natureza. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, julho 31, 2023

As medusas e o projeto GelAvista do IPMA


Há alguns anos que eu e a minha mulher contribuímos na monitorização do projeto ‘GelAvista’, do IPMA, que pretende assinalar e identificar os diversos organismos gelatinosos que arrostam nas praias e costas do continente e das ilhas. De manhã cedo, quando a praia verdadeiramente apetece e tem sentido respirar o iodo matinal, quer a maré esteja na vazante ou na enchente, as medusas livres navegam nas águas tépidas para encontrar o seu fim de vida, depois do seu desenvolvimento habitual.

Já identificamos, sobretudo na Praia da Falésia, entre a Ribeira de Quarteira e a Praia das Abelharucas, mais de duas centenas, de diversas espécies e tipos, sobretudo a mais comum nas nossas águas, a ‘medusa-tambor’ (Rhizostoma luteum), assim chamada pela cápsula arredondada em forma do instrumento de percussão. Na foto, mostramos uma das maiores medusas já observadas, ainda ontem, na Praia da Rocha Baixinha/Falésia, pelas 9h15, com 70 cm de diâmetro.

 

segunda-feira, abril 11, 2022

Águas do Algarve

Aí está a água. Muita chuva caída do céu, nuvens prenhes de oxigénio e de hidrogénio que se derramam sobre os solos, que esperam a humidade que trará alimento. Mas, ao contrário de tempos de inteligência, em que as casas do Algarve guardavam a água  nas suas cisternas, lavadas de branco de cal, hoje a qualificação humana superior deixa a água escorrer desperdiçada para o mar. Eu recolho a que posso e uso-a com rigor.


terça-feira, dezembro 07, 2021

O Algarve grego de Teixeira-Gomes

Em dia de sol, ainda tímido e tristonho deste final de outono, olhar as escarpas baixas de argila, destacadas do fundo azul grego a norte do mar, ainda calmo, retempera o gosto por este Algarve, melancólico e grego romântico, de Teixeira-Gomes, talvez.

segunda-feira, setembro 20, 2021

O Paraíso, não o de Dante Alighieri

É este plano de  água, rodeado de azinheiras, sobreiros e matagal aquático, com areão desprendido das rochas marmóreas, calcárias e argilosas, pelo roçar contínuo da água doce da ribeira de Odivelas, submetido às massas de ar ténues e frescas do noroeste, que nos abriga em tempo de descanso, quente nos dias da calma alentejana, queimando como um braseiro, mas fresco, muito fresco, nas noites mesmo de agosto, quando o céu, imune às agressões da iluminação artificial, deixa ver, muito claro, as estrelas, os planetas e as galáxias, entre as poeiras cósmicas. Talvez este seja o paraíso, ou pelo menos o mais próximo dele…


 

sexta-feira, setembro 17, 2021

As praias do meu contentamento descontente


São poucas as praias, nas costas sul e ocidental, que desconheço. Sei que há muita gente que também o diz. Em tempos, fui divulgando aos amigos ocasionais os locais mais recônditos, em que as areias quase desertas e o mar limpo nos esperavam, acolhedores. Um dos exemplos é a praia da Amália, junto da casa que comprou no Brejão, na freguesia de São Teotónio/Odemira. Em agosto de 2017 ainda se contavam numa mão, os presentes nas suas areias; três anos depois, no mesmo mês, mesmo cedo, era quase impossível encontrar uma nesga de areia disponível. Claro que a moda e os media tratam do assunto, e permitem a liberdade de conhecer recantos da natureza ainda quase intocáveis, mas o seu efeito é naturalmente a pressão que degrada e polui areias, caminhos, aldeias e o mar, já farto de plástico e de petróleo. Conheço as duas praias menos acessíveis na costa ocidental, onde nem todos se aventuram e, por isso, poderão ser por enquanto o meu refúgio de egoísmo. Uma delas é esta!

domingo, setembro 12, 2021

A estética da natureza

A natureza imita a arte, dizia um amigo meu, aquando da publicação de uma fotografia sobre a planície de Monsaraz, há alguns anos. Na verdade, sabemos como os naturalistas ou os impressionistas, copiaram a natureza e a sua estética humanizada. Muitos pintores, mais do que os fotógrafos, podem colocar na tela apenas o que lhes interessa, deixando de lado o que acham parasitário e opressor. Aqui, nesta imagem, antes de os meus pés alterarem a massa e o desenho da areia da duna, criada pelo vento de sueste, é possível ver a linha longitudinal a 45º da linha de mar. Uma beleza da natureza, que alterei de imediato.


 

sábado, agosto 21, 2021

Fugir ao vendaval em Sagres

Os ventos predominantes de sudoeste, em Sagres, obrigam a um jogo de cintura, literalmente, em busca da melhor posição para o enfrentar de costas. Como as caravelas do século XV que partiram de Lagos e por aqui navegaram. Por estes dias, com o acrescento de uma nortada de mais de 30 km, é necessário fugir ao vento agreste e a areia voando pelo ar, procurando as praias a oeste, bem no fundo da arriba protetora.

sexta-feira, agosto 13, 2021

O canto das cigarras e o verão

O fenómeno é conhecido, sobretudo ao entardecer ou nos períodos de maior calor. Hoje, porém, acordei muito cedo, com o canto das cigarras macho em sinfonia de metais em busca do acasalamento. As caixas de ressonância dos estômagos destes insetos, ao receberem os vibratos das suas membranas, emitem os conhecidos sons contínuos e significativos de calor e afeto de verão.