É designado de ‘jornalinho’, pelas carinhosas pessoas que o fazem, na aldeia de Alte/Loulé. O Ecos da Serra existe desde 1967 e tem publicado as pequenas notícias da terra, pequenas crónicas e curiosidades. Teve em José Cavaco Vieira o seu maior cronista, conhecido de todos como Zé d’Alte, como assinava as suas crónicas intituladas ‘Conversando’. Com estas mesmas crónicas, foram editadas duas publicações do autor, a primeira, «Conversando» (uma narrativa de crónicas familiares) e, mais tarde, no centenário do autor, todas as crónicas no livro «Conversando a Vida Toda». No último número do jornal (maio-junho22) publiquei uma resenha analítica sobre o 1º de Maio em Alte, símbolo da arena social e cultural da aldeia, durante todo o século XX. Em breve, deixarei no blog um pequeno sumário do artigo.
quarta-feira, julho 13, 2022
terça-feira, julho 12, 2022
Uma fisga bem esticada
A revista do jornal Expresso tem uma secção sobre a qual não se consegue passar por ela sem ler o máximo possível. 'A Fisga-Planetário das Estrelas', é escrita por João Pacheco, afiado na pena, com a cultura necessária para escrever desafogado e escorreito. Os vários textos, que podem versar sobre fotografia, escultura, teatro ou outra coisa qualquer, são bons nacos de prosa gostosa. E não exageram nas profundezas do desnecessário.
sexta-feira, abril 01, 2022
A ignorância dos media
A história da guerra na Ucrânia, está só contada de um dos lados: o lado ocidental. Presos à hegemonia americana, ao peso pluma da União Europeia ou a uma ignorância histórica desmedida, o que se conta é a espuma dos dias. Os media televisivos, que disputam audiências sejam a que preço for, alardeiam falta de conhecimento, imaturidade e uma grande falta de vergonha na política internacional. Por isso, vale a pena ler o texto de John Mearsheimer na revista «The Economist» (19março22). Leiam, sublinhem e coloquem debaixo do travesseiro. Ler, clicando nas palavras sublinhadas.
terça-feira, março 15, 2022
Guerra na Ucrânia: media, manipulação e ignorância
Nos últimos dias, não é o massacre da invasão da Ucrânia que me encanita. Os media (ditos mídia, à brasileira) elegeram o tema para as 24 horas do dia e deram-lhe um nome pomposo e aldrabão: «Guerra na Europa». Talvez se tivessem vivido noutro tempo, ou pelo menos estudado um pouco de história da dita Europa, fossem mais sérios e menos manipuladores. Tristeza é ver ainda jornalistas e comentadores, que nada leram de história ou política internacional, conduzindo emissões a fio, debitando asneiras, denunciando lacunas, alimentando dogmas. Felizmente há futebol, ciclismo, a RTP2 e as músicas do Mezzo na televisão. E a literatura, que está disponível em casa, nas bibliotecas e onde quisermos. Menos na comunicação social!
sábado, fevereiro 05, 2022
O menino de Marrocos
O voyeurismo dos media é tão filha da puta, que leva à exaustão qualquer ideia justa de um jornalismo que contextualize a pobreza e a exploração da miséria. Hoje, morreram com certeza muitas outras crianças, mas o direto tipo "CMTV agora", que todas as televisões copiam, não é comunicação decente. E a parafernalia de comentadores saídos debaixo de uma pedra - inaugurada com a pandemia - continua agora com o corrupio de pediatras, resgatadores e muitos outros idiotas que enxameiam as telas. Ainda bem que amanhã temos a final do euro em futsal. [posta por telemóvel]
sexta-feira, fevereiro 04, 2022
Lítio em Portugal
Enquanto a RTP3 está a passar a conferência de imprensa do ministro do ambiente, os editores da Sic e da Tvi-CNN preferem o voyeurismo da criança de Marrocos. Enquanto posto, a RTP não resistiu aos outros ecrãs e edita a mesma notícia. Mau serviço público!
terça-feira, novembro 02, 2021
O Poço da Morte
A publicidade ao programa Sem Moderação, da Sic Notícias (inicia hoje às 23h), recupera o célebre jogo e atração da minha infância, visto nas feiras francas em todo o país: O Poço da Morte, é uma excelente ideia para retratar o combate sem rede do debate às terças.
quinta-feira, outubro 28, 2021
'SEM MODERAÇÃO' PASSA DO Q PARA A SIC
Vejo o programa há anos, e ontem foi o último. Debutou no canal Q, na posição 70, ideia original provavelmente de Nuno Artur Silva, criador das «Produções Fictícias», que deram tantos sucessos, hoje cooptados pelas majors dos media. O Sem Moderação, é isso mesmo: um moderador informal em cada programa, com os comentários de membros mais ou menos ativos dos principais partidos (o PCP está quase sempre excluído deste tipo de programas de debate; neste caso Daniel Oliveira, ex-PC e ex-Bloco ‘faz um duplo papel’). Para além dele, por ora estão José Eduardo Martins, Pedro Delgado Alves (que substituiu João Galamba) e Francisco Mendes da Silva. O decisivo aqui, é que a SIC acaba de comprar o formato para o seu canal de Notícias, roubando o primeiro e o último às concorrentes RTP e TVI. O Grupo SIC, depois de ter recentemente aberto mais um espaço de debate curto, às segundas e quartas (Linhas Vermelhas), mostra ao que vai, hegemonizando o debate político nas televisões. Espero, e parece que é o que vai acontecer, que após a emissão na SIC o Q possa passar também os programas. Mas quem quererá ver o serôdio, se tem o temporão?
segunda-feira, outubro 25, 2021
Revista Seara Nova com 100 anos
Nunca fui grande leitor da revista «Seara Nova». Apesar de lhe reconhecer um passado de oposição ao regime do estado novo e à ditadura salazarista, e de conhecer ou ser leitor avulso de alguns dos seus autores e textos, as minhas leituras eram mais radicais, e nesse campo, as que ultrapassavam a censura, estavam o «Comércio do Funchal» - o célebre ‘CF’ - e o «Notícias da Amadora». Entre as revistas do pós-abril de 74, tive tempo de passar os olhos por muitos artigos de «O Tempo e O Modo». Ambas as revistas, a SN e o TM passaram, nos anos de 1974-1975, para as mãos do PC e do MRPP respetivamente e, por isso, naturalmente não eram leituras minhas. Mas acontece que nem todas as revistas saem a público ininterruptamente, durante 100 anos, o tempo que a «Seara Nova» está comemorando por ora. Daí a importância de olharmos para a sua história, os seus fundadores, e o seu espólio extraordinário. Sobre isto, o esquerda.net publica um dossiê muito interessante, com contributos diversos, que vale a pena conhecer. Entre os documentos destaco o documentário (em 2 episódios) de Diana Andringa, que pode ver na RTP Play, na internet, ou para quem tem plataformas distribuidoras, agora também nas aplicações das operadores de televisão.
sábado, março 13, 2021
Chega pra lá!
Em
pesquisa nos jornais online do Algarve, encontro notícias sobre as
candidaturas autárquicas do Chega. Mas não só! Por cada uma notícia lida, caem
mais duas ou três, em cascata. A questão não é apenas técnica, mas revela como
os media estão a levar ao colo o novel partido neo-fascista, apenas por
razões de clics, ou seja, por ganância financeira.

