domingo, outubro 02, 2022
sexta-feira, março 12, 2021
LULA LIVRE
terça-feira, abril 28, 2020
Brasil, quase, quase...
quinta-feira, novembro 01, 2018
A prosa de Rosa contra as balas
Li, por estes dias, entre muita prosa sobre a eleição do fascista Bolsonaro para presidente do Brasil, um extrato de Grande Sertão:Veredas, a obra prima de João Guimarães Rosa, um dos 100 livros mais importantes de sempre. O excerto era este:
-Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram da briga de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvore, no quintal, no baixo do córrego. Por meu acêrto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí vieram me chamar.O excerto é do início do romance. Fui ver ao meu livro e confirmei, como a ficção prevê a realidade; e por arrasto fui ao fim do livro, após as suas belas 594 páginas:
Nonada. O diabo não há! É o que eu digo se fôr... Existe é homem humano. Travessia.O livro, um testemunho da invenção literária e do arrojo de criação linguística do sertão brasileiro, é um testemunho do poder da palavra e do ser humano. Uma prosa que liberta, uma Rosa que se une, contra o regresso da maldade.
quinta-feira, outubro 11, 2018
Paulo Freire e Bolsonaro
domingo, maio 29, 2016
Miniconto publicado no Brasil
Quando o pai dele morreu, levei-o silencioso. Andamos sem destino, mas a estranheza da morte levou-me a caminhar para a mata, uma pequena floresta de eucaliptos, onde lembro de ter disposto alguns sacos pretos com sementes.
Ali, sentia-me protegido das desgraças inapercebidas do mundo. Parando junto a um eucalipto, já muito alto e magro, o meu amigo chorou. Teríamos nove, dez anos? Não me lembro bem.
Mas sei que depois de termos olhado o rio, ali mesmo à nossa frente, ele voltou a lembrar-se de como era a vida. Só muito mais tarde compreenderia o seu regresso. A noite passada tinha dormido debaixo do mesmo teto, perto de um pai morto. A mãe mantivera-se acordada ao lado do pai morto, sem apelar aos vizinhos a dor da alma; e ele cumprira o prometido: só chorar no dia seguinte.
sábado, janeiro 25, 2014
sábado, março 31, 2012
Olha o Millôr!
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Lula
No blogue de Reinaldo Azevedo, a impossibilidade de Portugal:Brian McCan, chefe do Brazil Institute da Georgetown, historiador competentíssimo, colocou como um das obras obrigatórias para a aula que ele dá de história contemporânea do Brasil o livro Lula É Minha Anta.Ler mais -->
sexta-feira, dezembro 28, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Acuerdo
O acordo ortográfico entre Portugal e Brasil volta a atacar. E bem. Depois das palhaçadas com a língua que muitos dos nossos escritores fizeram (lembro textos de Baptista Bastos) agora, Graça Moura mantém a defesa da honra, explicando que quem ganha com isso é a indústria do livro brasileiro. And so what? Não estamos todos fartos de desperdiçar letrinhas que bem poderiam ir parar a uma bela sopa? Ação pois, na direção de um acordo moderno.
Entretanto, enquanto alguns portugueses defenderem Eça como o maior escritor da língua portuguesa e “Os Maias” como a melhor obra da língua, estaremos mal. Peguem lá n’ “As Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis e vejam se aprendem.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Este burro sempre aprende
sábado, novembro 10, 2007
sexta-feira, julho 13, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Prenúncios
(…) No entanto, não há nada que intrigue mais os sociólogos que se dão ao trabalho de estudar esta charada que é o Brasil: por mais que cariocas, paulistas, mineiros, gaúchos, baianos ou nordestinos sejam diferentes uns dos outros, há qualquer coisa que os identifica em qualquer parte do mundo como brasileiros: a sua alegre rebeldia, o seu espírito de independência, o seu apego à liberdade, que um dia acabarão fazendo realmente do Brasil um grande país. E talvez de maneira inédita, capaz de deixar perplexos os futuros estudiosos da História.
Só não lhe falei na mulher brasileira. Não me arrisco a tanto. Prefiro dar por encerrada esta carta, vestir um calção e ir vê-la na praia. Indescritível. Sugiro a você que tome imediatamente um avião, venha para cá e faça o mesmo.
*
Fernando Sabino, O Brasileiro, se eu fosse Inglês, finais dos anos 50.
Conversa de Burros, Banhos de Mar, Cotovia, 2006.







