Mostrar mensagens com a etiqueta guerra colonial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra colonial. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

A guerra só banaliza o mal!

Como o tema está aí todos os dias, na vulgaridade das ditas ‘redes sociais’, eu, que me recusei a recensear como mancebo, pensando na fuga à guerra criminosa das colónias do capitalismo proto-imperialista (a história da democracia foi-me favorável e contá-la-ei outro dia), só posso indignar-me com a defesa da honra e da coragem de um tal Marcelino da Mata, condecorado como tal pelo governo fascista e agora reconhecido pelo governo socialista. Por isso, entre tantas contribuições que tentam uma posição honesta e documentada, socorro-me da crónica de Francisco Louçã no Expresso, mas aberta à leitura de toda a gente na Estátua de Sal.

terça-feira, fevereiro 23, 2021

Contra o colonialismo, em qualquer momento

Em artigo no Esquerda.Net Luís Farinha recorda o livro «Portugal e o Futuro», do general António Spínola. Publicado em 22 de fevereiro de 1974, o livro anunciava a tese da derrota do colonialismo português. Mesmo disfarçado de ‘solução negociada’ o livro surgia meses depois da declaração unilateral de independência, da Guiné-Bissau, proclamada por Amílcar Cabral em novembro do ano anterior. Recordo que por esses dias de fevereiro ou março de 1974, o Zé Luís (carpinteiro com biblioteca) ter levado livro e falado sobre a sua importância, num encontro clandestino que tivemos num primeiro andar da rua do Café Nacional Ultramarino, em Portimão. O local penso que era da oposição da CDE (Comissão Democrática Eleitoral), que tinha concorrido às eleições falseadas de 1973. O Zé despontava ilusões, como aliás todos nós, sabendo que poderia ser o princípio do fim. E foi! Mais tarde, na mesma cidade de Portimão, estivemos todos numa grande manifestação contra a chamada ‘maioria silenciosa do Spínola e a correr com ele para o Brasil.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

A Costa dos Murmúrios

Este livro, o 4º de Lídia Jorge, andou anos na minha mesa de cabeceira, entre muitos outros que fui lendo. Na verdade a história nunca me agarrou muito. Tratar uma guerra colonial, na viragem dos anos 60, mas escrita nos anos 80, ainda com tanta opacidade e simbolismos, enfraqueceu a história que volteia ciclicamente entre o tempo dos gafanhotos e a costa dos murmúrios. Mesmo depois de ter visto o filme homónimo da Margarida Cardoso, os ânimos não aqueceram muito. Uma obra muito longe dos dois primeiros romances, O célebre O Dia dos Prodígios e O Cais das Merendas.
Entretanto, a autora já escreveu muito mais obras que aguardam leituras.