João Bernardo é, ainda, um pensador e teórico marxista dos mais sagazes na reflexão sobre os nossos tempos de complexidade à Morin. Talvez haja outros, mas não os tenho visto. Sou um leitor atento e atualizado dos seus escritos, em especial das inovações teóricas que trouxe na análise dos fenómenos do ‘fascismo’, da ‘luta anticapitalista’, ou das novas tendências da ‘ecologia’ e dos ‘identitarismos’ – matérias sobre as quais é do mais politicamente incorreto, como deve ser! Por ora, queria apenas indicar-vos um ensaio que escreveu e publicou no Coletivo Passa Palavra, entre finais de setembro e princípios de outubro, com o título O Futuro Fugiu (clicar aqui).
sábado, outubro 16, 2021
segunda-feira, março 29, 2021
Quem porra foi Karl Marx?!
Pois, percebo a preocupação do Rui Bebiano. Saído da universidade há cerca de dois anos e picos, ainda não sentira tal desconhecimento, mas entendo que, por estes dias, se agrave cada vez mais uma ausência de leitura e conhecimento (seja por que via for) dos clássicos da sabedoria universal:
Para o que eu não estava preparado foi, muito mais recentemente, para, durante uma das minhas aulas de inoculação do «ABC do marxismo», enfrentar um grande número de alunos e alunas – do ensino superior, insisto – que nunca tinham ouvido falar «daquele senhor de barbas parecido com Deus» que respondera em tempos pelo nome de Karl Marx.
quinta-feira, março 04, 2021
A luta de classes versus a política identitária
Tem interesse verificar que é um colunista da direita (Henrique Raposo, no podcast do «Expresso») que vem defender, que a análise da política tem que ser pautada pelo regresso à visão marxista da luta de classes, abandonando a novel metodologia das identidades. Hoje, a visão identitária (género, costume, etnia, etc) permeia toda a esquerda mais radical, deixando-a ou nos braços conservadores do PCP ou nos arrobos inorgânicos da multidão. Aliás, lembro de ter lido Immanuel Walerstein a propósito deste tema, pugnando pela linha da velha análise da luta de classes, na apreciação dos fenómenos atuais, no livro coletivo «A Política dos Muitos-Povo, Classes e Multidão», com organização de José Neves e Bruno Peixe Dias. A reler…
sexta-feira, novembro 27, 2020
PCP-Um partido marxista-leninista?
O discurso de Jerónimo de Sousa, na abertura do congresso do PC, foi a revelação do pior do dogmatismo invertido. Explico! Se por um lado o secretário geral enunciou e renovou os princípios leninistas de organização do partido, grande parte deles subvertidos na hegemonia stalinista, a prática do partido mostrou o pragmatismo tático mais revelador da história do mesmo ao aprovar, por omissão, o OE do governo de Costa. Para onde vai o PC? Talvez para o caminho dos outros partidos ‘comunistas’ na Europa…
