Primeiro conheci-o como nome de blog. Depois, comprei-o em Sevilha há uns anos. Só por estes dias, manchados de economês, soltei-lhe as amarras da estante e dei-lhe um poiso na cabeceira. Faltava-me esta ilha fantástica e fantasmática criada por Casares e que o velho Borges prefaciou magistralmente e gostou. Eu bebo-lhe as palavras, lentamente em castelhano.quarta-feira, maio 11, 2011
Tal como Borges
Primeiro conheci-o como nome de blog. Depois, comprei-o em Sevilha há uns anos. Só por estes dias, manchados de economês, soltei-lhe as amarras da estante e dei-lhe um poiso na cabeceira. Faltava-me esta ilha fantástica e fantasmática criada por Casares e que o velho Borges prefaciou magistralmente e gostou. Eu bebo-lhe as palavras, lentamente em castelhano.sexta-feira, fevereiro 25, 2011
A Costa dos Murmúrios

sábado, novembro 20, 2010
sábado, dezembro 05, 2009
Dimissioni
[Meu contributo para No Berlusconi Day]
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Ai Timor...
terça-feira, janeiro 22, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
As religiões assassinas
Élie Barnavi é historiador. Nasceu na Roménia, estudou em Israel, foi embaixador deste país em França e director do Centro de Estudos Internacionais da Universidade de Telavive. Hoje, é director científico do Museu da Europa em Bruxelas e escreveu um manifesto em oito teses. O panfleto, como lhe chama Andrés Rojo, chama-se “As religiões assassinas” e está editado em Espanha, pela Turner e em França pela Flammarion. A tese principal é a de que todas as religiões têm vocação de poder e que os fundamentalismos religiosos que se convertem em ideologias políticas têm tendência totalitária e são inimigos profundos das liberdades. Por isso, defende, a única forma de evitar perigos totalitários é dar ao Ocidente (para o autor o único corpus de pensamento que coloca a dúvida e a reflexão no centro da sua filosofia) a primazia da ideia sobre a civilização. Uma civilização baseada no laicismo e na herança do Iluminismo. A ler, sem dúvida.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
Ah, ah, a Finlândia, enfim!
terça-feira, outubro 23, 2007
Poesia de Casimiro de Brito
363
Ascendo à falésia interior do meu corpo
tal uma canção perdida, um ritmo cantando na manhã
que na fonte amada irrompe
mas sou eu quem arde e crepita. O amor
é um lugar cintilante onde, por vezes,
a dor cai; um insecto, sob a luz,
basta; e pedras que foram diamante
desmoronam-se diante dos teus ossos
embaciados. E pesa como chumbo
o que foi água; e resvala como a água
a pedra que em repouso parecia. Ó escola de enredos
e de jogos que precedem a febre do amor,
ó saudade nocturna de quem bebeu o vinho e perdeu
a boca. Nas andanças do corpo a canção
ora vai na onda, ora apodrece
na praia deserta. E esse que foi lume e se funde
com os fungos da terra
já não se deita para o amor mas apenas
no júbilo da morte silenciosa
se deita.


