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sábado, fevereiro 06, 2021

José Carlos Fernandes despede-se da BD?


Há tempo que se estranha a ausência de José Carlos Fernandes (JCF) dos escaparates da banda desenhada. Autor multipremiado, gosto de o definir como um ilustrador de textos. O seu desenho a sépia é lesto e rigoroso, mas os textos que o explicam são de uma suprema sabedoria, resultado de muita leitura e pesquisa organizada, sobretudo nos campos da literatura e da música. Depois de uma prolífica obra, donde se destaca o conjunto de volumes intitulado «A Pior Banda do Mundo», JCF publicou, com desenhos de Roberto Gomes, «Mar de Aral» (G. Floy Studios, 2019), antologia de contos escritos durante vários anos, e que provavelmente significa a despedida de JCF da BD como ilustrador. Desde há algum tempo, podemos ler as suas crónicas (algumas como ensaios) no jornal online Observador, sobre livros, música (jazz e clássica - JCF é um melómano inveterado) e os temas da universalidade. Sobre a pandemia, escreveu um dos melhores textos que li, baseado nos conceitos económicos e literários de ‘cisne branco’ e ‘cisne negro’.

sábado, dezembro 15, 2012

Desenhar à volta do mundo

Os desenhos são de uma beleza pura, rotring e aguarela esmaecida no moleskine. Vale a pena vê-los, um a um ao longo da Europa, no projeto mestiço de saberes de Luís Simões. Belo, é dizer pouco.

domingo, janeiro 04, 2009

Mutts

Depois de lido o «Mutts 2», de Patrick McDonnell, está agora, na cabeceira, o 4º e último volume editado em Portugal deste importante autor de BD, que escreve sobre animais para não dizer bem das pessoas. Desta feita, «Shim!» dá a primazia ao gato Moochie, depois das peripécias do cãozinho Earlie. Um mimo, pois!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Nova obra do Zé Carlos Fernandes

Há dias encontrei o Zé Carlos Fernandes, ali na Cantina dos Sabores do nosso amigo comum Juba, onde me abasteço diariamente. [Cozinha, só mesmo ao fim de semana]. Durante pouco tempo conversamos sobre as minhas crónicas na Voz de Loulé, dos tempos do suplemento "a cultura" no mesmo jornal e, claro, de bd. Tinha acabado de comprar a última edição da Devir, do trabalho de Patrick McDonnell, o célebre Mutts (falar-vos-ei dele mais tarde) e vinha a propósito apresentar o último do Zé Carlos. "A Terra Incógnita" é o 1º volume de «A Metrópole Feérica», argumento do Zé com desenhos do Luís Henriques, com quem já tinha colaborado em «O Tratado de Umbrografia». Agora é só lê-lo e satisfazermo-nos com as elucubrações do nosso autor.

terça-feira, abril 15, 2008

Imperdível

Depois de ter deixado a editora Devir, onde publicou várias obras, José Carlos Fernandes, nosso conterrâneo e um dos maiores argumentistas e ilustradores de BD em Portugal, publica algum material antigo na sua nova editora, a Tinta da China:

Entretanto, as suas traduções da obra maior, A Pior Banda do Mundo, saem agora em polaco e euskara:

Com a sua verve humorística, e sempre inteligente, o Zé Carlos, apresenta-nos as duas traduções:
Diz-se correntemente que a música é uma linguagem universal - já é menos frequente admitir-se que a má música também é uma linguagem universal, como se vê pelo exemplo em anexo.
A título de curiosidade envio-vos a pg.3 do 1º vol. de A Pior Banda do Mundo, em euskara (em publicação na revista Nabarra, de Pamplona) e polaco (publicada em livro pela Taurus Media)

segunda-feira, dezembro 24, 2007

José Carlos Fernandes no Expresso

O Expresso tem, desde há umas semanas, dois desenhadores de peso. Filipe Abranches ilustra a página de opinião do caderno principal. José Carlos Fernandes ilustra o destaque do caderno de economia. É bom ter o Zé Carlos, de novo, na imprensa escrita. Depois de a nova direcção do Diário de Notícias (com o inigualável Marcelino, vindo do Record, à cabeça) o ter ignorado, após muitos anos de colaboração na página da “Geração de 70” (Pedro Lomba e João Miguel Tavares), olhar os seus desenhos de sépia, ali naquelas páginas tamanho broadsheet, é muito agradável.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Máquina de desenhar a lápis

No último Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), a Fábrica de Lápis Viarco apresentou uma magnífica exposição sobre a história, o processo de fabrico e o uso do lápis produzido em Portugal. Pascal Nordmann, a convite da empresa, concebeu uma instalação curiosa, "Uma máquina de desenhar a lápis". Veja o clip:


[vídeo de Deanna Raimundo]

quarta-feira, novembro 07, 2007

José Carlos Fernandes

José Carlos Fernandes - nosso conterrâneo e amigo -, voltou a ganhar prémios no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA, 18ª edição).
O álbum Tratado de Umbrografia (que aqui já tínhamos referido), com argumento seu e desenho de Luís Henriques, arrecadou quatro prémios: melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho português e ainda o Prémio Juventude.
O livro é o primeiro de seis volumes da colecção Black box stories, com argumentos de José Carlos Fernandes e desenho de vários autores.