As televisões estão a passar recorrentemente o problema da falta de água no Algarve. Os dados mostram que a agricultura anda a beber a maior percentagem, e esta sabemos tem a ver com a exploração canibal das culturas de abacate. Sobre isso o presidente da AMAL nada disse. Quanto aos milhões para executar a dessalinizacao da água do mar - de que se fala há anos - quando temos experiências internacionais de décadas e mesmo experiência-piloto nas Berlengas, continuam a marinar nas contas bancárias. [postado no telemóvel]
quinta-feira, fevereiro 03, 2022
quarta-feira, janeiro 12, 2022
O promontório de Sagres visto da praia da Mareta
Ao fundo a falésia, dito promontório, na linha do horizonte entre o céu e o mar oceano, no lugar de onde se diz terem partido caravelas e marinheiros, que sabemos ser apenas um mito da história pátria do estado novo, já desmontado por muitos dos historiadores que aprenderam a interpretar os factos à luz da Nova História, quando a cultura científica ainda vinha de França. Nestes dias, entre os blocos fragmentados dos calcários que o tempo ainda não fragmentou mais, e as águas frias e nuas, as areias esperam-nos ainda frias e finas, meses antes do verão.
segunda-feira, dezembro 06, 2021
O Algarve rendido ao turismo contagiante
O Algarve está nas ruas da amargura quanto a número de infeções por Covid19. A delegada regional de saúde, não querendo melindrar o monopólio do turismo, afirma com cuidado que o grande número de mobilidade relacionada com o fenómeno, que traz à região o dobro da população residente (de 500 mil habitantes para 1 milhão e 500 mil, na época alta) pode ser a grande causa do problema. Sei que muita gente depende da dita indústria, mas que é esta intensa entrada de turismo nacional e não nacional que promove e potencia os contactos e as infeções, isso é mais do que certo.
quarta-feira, julho 15, 2020
Silly Season no Algarve
domingo, julho 05, 2020
Praias desertas de ingleses no Algarve, mas com muitos lusos
quarta-feira, maio 06, 2020
Uma imagem por dia 34
domingo, abril 26, 2020
Uma imagem por dia 24
sábado, janeiro 04, 2020
segunda-feira, outubro 21, 2019
AMAL: para que serve?
terça-feira, outubro 30, 2018
Algarve, livre de petróleo?
domingo, setembro 30, 2018
Tangas e sungas
domingo, agosto 30, 2015
Cidade lacustre de Vilamoura: milhões de destruição
quarta-feira, julho 29, 2015
O IKEA a criar empregos em Loulé
domingo, julho 26, 2015
Olha, golfinhos!
quarta-feira, abril 01, 2015
Metoposaurus algarvensis
quinta-feira, março 19, 2015
Zé Francisco, músico do mar do Algarve
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Homenagem a José Cavaco Vieira
Nasceu na aldeia de Alte, no concelho de Loulé, no ano de 1903.No palco da sua juventude, representou as peças do Grupo Dramático Altense e nos concertos e serenatas ilustrou-se no violino e na guitarra portuguesa, no Grupo Musical Altense.Quando rumou a Lisboa, decidiu tirar o curso de guarda-livros e aprendeu as línguas da correspondência internacional, o francês e o inglês, os saberes que permitiram o seu excecional trabalho profissional de mais de 30 anos, na Caixa de Crédito Agrícola de Alte.De regresso à sua aldeia natal foi eleito para secretário da Junta de Freguesia e mais tarde para seu presidente, durante vários mandatos.Quando em 1938, António Ferro e o Secretariado de Propaganda Nacional lançaram o Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, ele viu muito mais longe, do que um simples programa de recuperação dos valores etnográficos nacionais.A sua capacidade organizativa levou a aldeia de Alte até à fase final do concurso, destacando a cultura tradicional como trampolim para a defesa da identidade cultural local e como uma forma educativa de participação social e empenhamento coletivo do povo da sua terra.Nos anos 30 e 40 do século vinte, lançou as bases de uma etnografia popular, baseada em princípios científicos sérios de recolha e de divulgação e dotou o Grupo Folclórico de Alte de uma visão educativa que facilitou a transmissão da aprendizagem da memória local.Entre os anos quarenta e noventa do século passado escreveu mais de uma centena de crónicas, primeiro no Boletim Paroquial de Alte e depois no seu célebre Conversando, no jornal Ecos da Serra.Nos seus momentos mais íntimos colocou em telas improvisadas, a pintura que lhe complementava a alma: a natureza agreste, mas benfazeja, as noites de reflexão à luz da lua, as casas brancas e o seu povo, que muito respeitava.Da sua visão artística e ecológica nasceram também algumas obras, que amava muito pessoalmente: a escultura de pedra camoniana da Fonte Grande, e o Cristo de madeira que expõe em sua casa.Até nas coisas mais simples da vida, ele foi sabedor. Respeitava a natureza, as árvores do seu quintal e as coloridas plantas da sua aldeia.Todos os dias passeava junto à ribeira para ver se ela se mantinha livre e vívica como ele gostaria.Cozia a sua fruta e tocava sempre o seu violino antes de dormir, lembrando a sua esposa.Alguém lhe chamou o patriarca de Alte. Ele foi patriarca e matriarca, símbolo vivo e emblema, como lhe chamaram diversos amigos e concidadãos.Ele foi alma e coração de Alte. Todos o ouviam com prazer e escutavam as suas palavras sabedoras e profundas sobre a vida.Recordamo-lo à porta soalheira da sua casa das Valinhas, sentado a comer, deliciado, um cacho de uvas das suas parreiras.Tinha acabado de tocar, no seu violino, “Tens a parreirinha à porta”, cansado do trabalho de gravação de um disco sobre a tradição musical de Loulé.Era fim de tarde de setembro quando percorria, pausadamente, as sombras inclinadas das figueiras e alfarrobeiras, olhando o horizonte prenhe de luz e calor.Acariciou as palhas secas, as uvas brancas e os figos carnudos da figueira onde se deixou fotografar, ao fim do dia, com o seu colete de linho alvo e o seu negro chapeirão.Depois, disse, com a sua sabedoria: “Vamos para casa!”.Morreu num dia de fevereiro de 2002, quando contava 98 anos de idade.No centenário do seu nascimento, em 2003, uma comissão alargada de instituições e personalidades homenageou devidamente a pessoa que hoje aqui também lembramos com amizade: José Cavaco Vieira.










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