Hoje, o ministro da Economia e do Emprego de Portugal estará reunido em Madrid com a ministra do Fomento de Espanha, para discutir assuntos preparatórios da próxima Cimeira Ibérica que se irá realizar no Porto a 9 de maio. O que se espera é que os governos, sensíveis às problemáticas de crise sistémica dos dois países, agravada por um conjunto de impostos injustos e desadequados, decidam fazer marcha atrás na cobrança de taxas de portagem nas rodovias ex-scut em Portugal. A pressão da cidadania ibérica, em particular a das Comissões de Utentes com a solidariedade de trabalhadores, empresários, associações e sindicatos de Espanha, deveria obrigar o governo português a reconhecer a sua teimosia sem qualquer argumentação económica e a suspender de imediato - ou a partir de 1 de Julho - a cobrança de portagens nas estradas ex-scut, incluindo claro a A22/Via Infante de Sagres.
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quinta-feira, maio 03, 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
Interoperabilidade, a aldrabice sobre a Via do Infante
O secretário de estado dos transportes anunciou hoje, no parlamento, que em junho o governo resolverá o problema da compatibilidade do sistema de cobrança de portagens entre Portugal e Espanha. Esta é a resposta aos problemas de desastre económico e social que o Algarve vive, estimulado pelas taxas cobradas na Via do Infante desde dezembro passado. O termo é "interoperabilidade" e esconde uma malfeitoria simples: colocar mais um pórtico à saída da ponte internacional do Guadiana, para que a partir de junho de 2012 se volte aos tempo periféricos de 1985 e aos ferrys de Vila Real de Santo António quando se quiser atravessar o rio ibérico. Pode ouvir o que referi, em nome da Comissão de Utentes da Via do Infante, à Antena 1 no noticiário das 16h. em edição de Luís Soares (link).
segunda-feira, abril 02, 2012
Resistência à esquerda
Como sabem, a Andalucía resistiu à onda populista de Rajoy nas últimas eleições regionais/autonómicas. No parlamento andaluz, em Sevilla, a esquerda ganhou 59 dos escãnos, contra os 50 do PP. Soa bem; mas melhor ainda, a eventual negociação e assinatura de um pacto de esquerda entre PSOE e IU (Izquierda Unida) em termos de investidura, coligação e legislatura parlamentar. Bons sinais para os nossos vizinhos andaluces. Tão diferente dos chuchialistas que temos em Portugal. Seguro que tiengo razón! Ler +.
segunda-feira, março 19, 2012
Um Dylan desassossegado
Há uns anos comprei um pacote de livros do Enrique Vila Matas, editados pela Assírio e Alvim (editora agora comprada pela Porto Editora). O pacote foi baratucho, já a anunciar a crise de receitas da AA, mas lá dentro tinha o melhor daquele autor, na altura ainda pouco lido em Portugal: «Bartleby e Companhia», «História Abreviada da Literatura Portátil», «Longe de Vera Cruz», entre outros. Regalo para as noites, desconstruídas pelo humor corrosivo e distorcido do catalão. Agora, depois de muitas obras de prestígio, vem aí o melhor dos desgraçados, um Ar de Dylan desastrado, sem linha e sem sentido. O "El País" publica e oferece o 1º capítulo (ler aqui), mas a Teodolito está já quase a libertar o prazer.
domingo, dezembro 30, 2007
Best of: media de 2007

O jornal Público nasceu no 2º semestre de 2007, em Espanha (Madrid). Começou na rede, a partir de colaborações espalhadas pelo país, sobretudo na Andaluzia e na Catalunha. Rápido ganhou o carinho e a participação dos leitores, principais pilares do jornal. Hoje, está disponível também em papel, ao preço de 50 cêntimos na sua edição diária, já que em linha não se pode falar de uma regularidade clássica, como se sabe: as notícias não se compadecem com intermitências de 24h e o Público soube entender a diferença. Engraçado, que um dos leitores do jornal do dia 21/12 tenha dito: “No me gustó que sea en papel y de pago”.
O jornal conta com excelentes colunistas e comentadores, para além de se preocupar com áreas sociais que, em geral, os periódicos não ligam. Mesmo falando de Espanha, que conta com um dos melhores diários do mundo, o El País, como todos sabem.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Pagurta
Trinta concessões de produção aquícola, na área piloto da Ilha da Armona frente a Olhão, vão produzir, por ano, 15 000 a 18 000 toneladas de peixe e bivalves. Tudo em sistema de engorda industrial, claro, nos viveiros abertos ao mar. Sargos, robalos, douradas, linguados, conquilhas, ameijoas, ostras, etc, criados em cativeiro, serão o nosso alimento marítimo a partir deste século.
Entretanto, aqui perto de nós, ali mesmoem El Puerto de Santa Maria (Cádiz), a pagurta é que dá cartas. Pagurta, que raio de bicho é esse, perguntam vocês. Imaginem dois tanques de piscicultura, lado a lado, tendo o pargo num deles e no outro a hurta. Fácil, não? Dizem os investigadores que a pagurta se apropriou do melhor que ambas as espécies-padrão tinham de forma individual. E sobretudo, cresce mais depressa.
Entretanto, aqui perto de nós, ali mesmo
sábado, dezembro 08, 2007
Safei-me de boa
Relação do abastecimento que transportei de Ayamonte, no passado dia 1 de Dezembro:
Peixe: camarão, biqueirão, conservas, patés, lulas;
Carne: vaca, porco;
Bebidas: sumo, águas, refrigerantes, leite, iogurtes, vinho, cervejas muitas;
Pequeno-almoço: flocos, pão, queijo, fiambre, capuccino;
Diversos: chocolates, papel higiénico, etc.
Não me lembro de muito mais e não me apetece ir buscar a factura.
Bom, atestei o depósito de gasolina e comprei umas roupas baratas, nas lojas.
Tive pena de não precisar, ainda, de botijas de gás.
Não me cruzei com a ASAE, a governadora civil de Faro ou a polícia. Talvez um dia.
Peixe: camarão, biqueirão, conservas, patés, lulas;
Carne: vaca, porco;
Bebidas: sumo, águas, refrigerantes, leite, iogurtes, vinho, cervejas muitas;
Pequeno-almoço: flocos, pão, queijo, fiambre, capuccino;
Diversos: chocolates, papel higiénico, etc.
Não me lembro de muito mais e não me apetece ir buscar a factura.
Bom, atestei o depósito de gasolina e comprei umas roupas baratas, nas lojas.
Tive pena de não precisar, ainda, de botijas de gás.
Não me cruzei com a ASAE, a governadora civil de Faro ou a polícia. Talvez um dia.
sexta-feira, setembro 28, 2007
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