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quarta-feira, junho 22, 2022

Modelo/Continente sem consciência ambiental (não é publicidade!)

Há mais de 25 anos que faço recolha separativa de lixo em casa. Houve mesmo tempos em que, não havendo ecopontos em Faro, chegava a transportar os resíduos para reciclar a vários Kms de distância. Quando posso, tento fazer alguma pedagogia ou didatismo com o tema. Por isso, habitualmente recuso embalagens de papel para transportar embalagens de farmácia ou de supermercado. Na compra de peixe, por exemplo, os hipermercados Modelo e Continente continuam a insistir em colocar o pescado comprado dentro de um saco plástico, que depois é introduzido em sacos produzidos numa mistura de plástico e papel. Ainda hoje, recusei a segunda embalagem, com o cuidado de perguntar à funcionária se a mesma teria problemas em não o usar. Percebi que o Modelo/Continente continua a abusar do ambiente e não se interessa pela consciencialização ambiental dos seus empregados. O mesmo poderia ser dito dos sacos que embalam o pão: mais uma vez papel, e plástico transparente para contar os objetos inseridos. Mau, muito mau!

Nota: A Proteste de junho22 reprova esta campanha

sábado, maio 21, 2022

As plantas silvestres dunares

Nas areias dunares das praias, as plantas silvestres são a barragem necessária ao avanço das águas do mar e constituem um tampão ecológico fundamental ao progresso das cidades e do seu séquito de poluição, destruição e desprezo pela natureza. Os projetos, de há muitos anos, quase impostos à incúria dos desinteressados do ambiente, levados a cabo por técnicos da natureza e ambientalistas, mostraram a certeza dessa antecipação. Tendo contribuído para isso, com a participação de alunos meus de Ambiente, nas praias da linha de Quarteira/Vale do Lobo, fico satisfeito com a beleza destas plantas, emergidas das areias claras e finas.


 

domingo, outubro 31, 2021

Alte e a fonte das danças do mundo

Vista do serro, quase no cume, aquele vale abre-se em tons de verde e amarelo, numa altura em que o outono dá os primeiros passos a afirmar-se, entre as águas de uma fonte que nunca secou: plátanos – a árvore preferida de Vieira -, a dar sombra ao palco das danças etnográficas do mundo.


 

segunda-feira, setembro 13, 2021

Sobreiros, azinheiras e oliveiras

No Alentejo, ele tem sido o rei dos solos; com a azinheira, constitui o mapa da cultura e da economia do sul do país, desde há alguns séculos. Por agora, como em tudo, a sua presença e o seu papel na natureza e no ambiente está a mudar, dando lugar ao plantio de oliveiras em regime intensivo. À volta deste sobreiro centenário, preservado pela visão e economia ambientalista de uns amigos, quase já não é possível circular a pé, de bicicleta e de cavalo, pelo meio de sobreiros e azinheiras, tal a dimensão verde dos olivais, criadas em regime intensivo e ocupando elevadas extensões de terra.


 

segunda-feira, agosto 16, 2021

Medusas no IPMA

 (Medusa-tambor na praia da Falésia/Albufeira)

Todos os anos, entre junho e setembro, as medusas visitam as costas atlânticas, arrostando-se até às areias das praias, surpreendendo os banhistas que circulam curiosos ou ignorantes. Conheço estas ‘alforrecas’ desde criança na Praia da Rocha, e por estes dias ou anos de maior consciência estas gelatinosas podem passar a ‘medusas’, alvo de estudo do Projeto GelAvista do IPMA. A nossa preocupação é só uma: fotografar, alertar alguns curiosos mais destemidos para a preocupação com as urticárias provindas dos seus tentáculos, e sobretudo mostrar que não é nenhuma caravela portuguesa, a mais temida e venenosa das que nos visitam esporadicamente. Depois, é enviar para o projeto as imagens das belas medusa-tambor (Rhizostoma luteum).