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terça-feira, dezembro 15, 2020

Eduardo Cabrita e Ricardo Araújo Pereira: humor e política

 

A teoria costuma dizer que do humor não resulta influência decisiva na vida política. Também os humoristas partilham dessa visão. Por exemplo, Ricardo Araújo Pereira (RAP) tem escrito e defendido este ponto de vista, dando o exemplo da posição dos humoristas nas eleições para a presidência dos EUA em 2015, a tal que elegeu Tramp. No entanto, bastou ter visto a grande rábula que RAP fez no passado domingo, na SIC, para perceber que a mossa que abriu no ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foi maior do que aquela que a vox politik clássica tem feito (mesmo a que neste momento decorre no Parlamento, onde o ministro está a ser ouvido). Resta saber por que porta é que ele sai, pois já ninguém o aguenta…

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Aqui há gato

O título do primeiro (?) programa de reposição da série de humor "Diz que é uma espécie de magazine", dos Gato Fedorento, que a RTP1 ontem emitiu, chamou-se "Aqui há gato". Fez-me lembrar, logo, o que o meu professor de alemão colocou num dos meus pontos, quando descobriu o copianço entre mim e outro colega (fizémo-lo a meias, percebem?). Aqui há gato, disse eu, quando comecei a ver o programa. Aquilo era só crítica social, da mais pura e dura, à igreja, melhor, a conventos, freiras e doces conventuais. E o Marcelo ainda diz que os Gato só não se meteram ainda foi com a igreja? Não sei se a RTP não vai desgastar os Gato, ou seja, repor até Setembro tudo o que lá tem gravado. Quando o grupo começar a emitir na SIC, que os foi buscar a peso de ouro à estação pública, vamos ver como se aguentam. Eu, por mim, confio neles. E espero que os primeiros sketches ponham a RTP ainda mais a nú.

domingo, dezembro 16, 2007

E viva a série B

Bee Movie (pode traduzir-se como uma homenagem a filmes da série B) nasce de uma ideia de Jerry Seinfeld. Pois é, o cómico da televisão que transformou uma série sobre coisas banais da vida, numa série de culto. Agora, por ter escrito o argumento do filme da abelha, é levado muito pouco em conta pela crítica, o que é estúpido (ver o “Actual” do Expresso de hoje, ou a Time Out).
O filme assenta na ideia de uma abelha reformadora que coloca os humanos em tribunal, para contestar a roubalheira do mel que produzem há milénios. Apesar de pequenos momentos mais lamechas, o filme é inteligente e vive muito mais do humor verbal do que dos gags da própria animação. A comissão de espectáculos não sabe como classificá-lo e com razão. Os diálogos são muito adultos, apesar de serem perceptíveis por crianças a partir dos 6 anos, se acompanhados como deve ser pelos pais, claro. E a animação ajuda. As vozes de Barry B. Benson (a abelha protagonista), quer na versão original, com Seinfeld, quer na versão portuguesa, com Nuno Markl, dão um toque maduro q.b. e retiram a infantilidade que se espera, sempre, das vozinhas dos desenhos animados destas histórias.
No fim, podemos confirmar o génio de Seinfeld, na fala do mosquito Black, que aparece de pasta na mão, como advogado substituto de Barry e que responde à vaca malhada que protestava contra a roubalheira do seu leite pelos humanos: “Bom, eu sempre fui um parasita, só me faltava mesmo uma pasta para também ser um advogado”. Genial, não vos parece?

segunda-feira, outubro 01, 2007

sexta-feira, setembro 28, 2007

Semana de humor

Muito boa a semana dos "incorrigíveis", com a excepção de Nogueira, sem dinâmica e a arrastar uma falta de talento que não se lhe conhecia. Herman esteve bem ontem, em pequenos sketchs, e os convidados das 6ªs feiras não estão nada mal. A acompanhar.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Rir da credibilidade

“O PSD voltou a ser um partido com credibilidade institucional e política. O descrédito do Governo e do PS tornou-se óbvio. O eleitorado já começou a compreender que Marques Mendes tinha razão e porquê. E vai haver mais ranger de dentes socialistas com a moção de estratégia que ele acaba de apresentar.”. Vasco Graça Moura no DN.
Pois é, mesmo vindo do intelectual mais sorumbático, dá vontade de rir não acham?

segunda-feira, setembro 24, 2007

O "special one" dos pudins

já aqui vos falei dos "Incorrigíveis", programa de pequenos vídeos de humor que o Sapo organiza, em conjunto com as PFtv. O sketch das segundas é sempre da autoria de Ricardo Araújo Pereira, e o de hoje desconstrói a ideia dos génios, particularmente daqueles que se julgam special one. A ideia é que cada um de nós pode ser o melhor do mundo em qualquer coisa. RAP é o melhor do mundo a comer pudins. E vejam como é verdade:

segunda-feira, setembro 17, 2007

Rábulas nas PFtv

As Produções Fictícias TV (PFtv) têm, agora, no Sapo, uma rubrica chamada "Os Incorrigíveis". Herman, Bruno Nogueira e dois Gatos (RAP e Zé Diogo) farão rábulas semanais a não perder. Já vi a nº0 de RAP, sobre literatura brasileira, que aqui vos deixo:


Ainda não está disponível o embed da rábula nº1 de RAP, mas ela pode ser vista aqui. É sobre a novela da TVI "Deixa-me amar" (ler "Deixa mamar").