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terça-feira, fevereiro 12, 2008

Novas de Timor

Pois, pois, começamos a perceber os contornos da tentativa de assassinatos em Timor-Leste. Os atrasos da intervenção das tropas da ONU, ou dos milhares de homens da Austrália, deixam-nos perante muitas interrogações. O comandante do exército timorense, Matan Ruak, vem dizer isso mesmo, que as forças australianas são mais problema que solução (link). Estranho, muito estranho: como é que os bandoleiros se acercam da área presidencial na cidade de Dili, com vista a decapitar o estado timorense, e entram num tiroteio de mais de uma hora sem qualquer impedimento?
Quanto à informação em Portugal, é de bradar aos céus. Atrasada, com informações erradas e sem qualquer leitura política. Salva-se a Sic, que tem lá a qualidade do jornalista Pedro Rosa Mendes (link).

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Ai Timor...

Uma tentativa de golpe, (ou vingança) em Timor Leste, colocou o presidente Ramos Horta em coma e assustou o primeiro ministro Xanana Gusmão. O major Reinado, foragido há muito, comandou o ataque e foi morto no mesmo. Entretanto Alkatiri, ex-primeiro-ministro, afirma que a força da ONU reagiu apenas 30 minutos depois e só após a GNR ter tomado a iniciativa. Ler -->

quinta-feira, maio 10, 2007

Tempo de Timor VII

Apesar de muitas vozes discordantes, parece que eu tinha razão, quando vaticinava a vitória de Ramos Horta nas eleições para a presidência timorense.

quinta-feira, abril 19, 2007

Tempo de Timor VI

Tenho vindo a falar-vos da iniciativa de apoio a Timor, que se realizou em Loulé, em 1992. Uma das actividades desse dia foi um concerto de solidariedade, no qual esteve presente o grupo pop algarvio Entre Aspas, com uma formação extremamente ecléctica, com o Henrique nas teclas e o Tiago Bartilloti no baixo, para além da Viviane, do Tó Mané na guitarra e do Janaca na bateria.

terça-feira, abril 10, 2007

Tempo de Timor V

O médico e artista plástico Vicente de Brito foi um dos pintores convidados para a iniciativa que estou a recordar há uns dias [ver este post]. No fim da manhã, depois de pintores, escultores e performers terem desenvolvido os seus trabalhos - de que se dará conta em próximas entradas - fomos todos almoçar ao restaurante Flor da Praça, local habitual de comida e tertúlias do pessoal da Câmara. Aliás, julgo que foi a autarquia que custeou as refeições, pois claro. Durante o almoço o Vicente de Brito desenhou-me de perfil, ainda com o boné vermelho da CIN, a empresa que nos ofereceu todas as tintas e pincéis, necessários ao evento.

segunda-feira, abril 09, 2007

Tempo de Timor IV



Foi esta a canção que serviu de base à performance do artista Afonso Rocha, na iniciativa de apoio a Timor, que fizémos em Loulé, em 1992, uma história que vos estou a contar há alguns dias. Tive que repetir a mesma música, na cassete (Ah, velhos tempos), imensas vezes. Só assim o Afonso poderia acompanhar, com música, as pinceladas doidas que esbatia na prancha de aglomerado de madeira, colocada no passeio da avenida José da Costa Mealha nessa manhã de sábado, 8 de Fevereiro. Depois das pinceladas a vermelho e negro, o Tó Zé, um amigo nosso, simulava uns disparos contra uns estudantes que tinham vindo da Escola Secundária (gente boa, esta), os quais caíam para dentro de um caixão. O caixão foi o tour de force do Afonso, que nos obrigou a arranjá-lo. Foi o Albano que o conseguiu, em Loulé, pedido estranho a que a funerária depressa aludiu. Sem tal peça, ele (artista sempre exigente) nada faria. Mas a malta lá providenciou o caixão e a música "Timor", dos Trovante, que aqui se dá a ouvir para acompanhar esta memorialística.
*
[nota às 9.49h de 3ª: parece que Ramos Horta lidera a contagem de votos nas eleições para a presidência de Timor]

domingo, abril 08, 2007

Tempo de Timor III

(clicar na imagem para ver em tamanho maior)

A iniciativa de solidariedade com Timor, de que tenho vindo a falar, mobilizou um vasto conjunto de artistas plásticos (pintores e escultores), de poetas, músicos e performers, que fizeram do sábado, dia 8 de Fevereiro de 1992, um dia realmente excepcional em Loulé. No grupo da instalação escultórica, participou ainda Afonso Rocha, que nos obrigou a arranjar um caixão para uma performance na avenida José da Costa Mealha, e a tocar vezes sem conta o tema "Ai Timor", dos Trovante. Mas isso é uma história que contarei mais tarde.
Lembro-me de ter reunido com o Vitor Picanço, o Adão Contreiras e o Hermínio Pinto da Silva, na Galeria Margem, já um prestigiado espaço cultural de Faro, dirigido pelo meu amigo Adão. A conversa girou mais à volta dos materiais a utilizar, porque eu queria materiais diferentes (madeira, pedra, ferro), mas eles foram mais do que solidários comigo. Quanto ao Afonso Matos, fui encontrar-me com ele no bar de um amigo meu, o Morbidus, ali na rua do crime, em Faro, ainda nessa noite e com umas cervejas a ajudar. A história das instalações, muito activas, destes meus amigos será contada em breve. Sei que o Adão pode começar por dar o pontapé de saída.
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[Adenda: o Adão deu início à sua história]

sábado, abril 07, 2007

Tempo de Timor II

Ali abaixo, falava do cartaz da iniciativa de solidariedade com Timor-Leste, realizada em Loulé, em Fevereiro de 1992. Que me lembre, foi das primeiras manifestações de solidariedade que aconteceram no país. E a sua origem foi tão prosaica quanto uma conversa a uma esquina pode ser. A ideia foi fabricada ali perto da rotunda da Praça da República, em Loulé, mesmo debaixo da entrada da CGD, por mim, pelo Joaquim Mealha, meu colega do Gabinete de Desenvolvimento Rural da Câmara de Loulé e pelo José Teiga, à época julgo que presidente da Casa da Cultura de Loulé e encenador do seu Teatro Análise de Loulé. O cartaz, de que vos queria falar, foi desenhado pela Erundina, por sugestão julgo que do Daniel Vieira, também professor e artista plástico, que me acompanhou a casa da artista ali para os fins da avenida José da Costa Mealha. As recusas foram quase inexcedíveis. Aquilo que os artistas dizem sempre: não têm tempo, julgam-se incompetentes, o desafio é muito exigente. Acho que a convenci quando disse que Timor é que não tinha tempo e que por isso muitos artistas iriam colaborar, o que foi mesmo verdade. E a Erundina cumpriu o prometido: fez o cartaz a tempo e horas que o Guanito, da Gráfica Comercial, imprimiu (bem como o programa). Ainda por cima um excelente cartaz.

sexta-feira, abril 06, 2007

Tempo de Timor

Em tempo de eleições democráticas em Timor, ocorre-me a memória deste cartaz e do trabalho que me deu, convencer a artista plástica, Erundina, a desenhá-lo. Amanhã conto-vos a história.