
segunda-feira, abril 30, 2007
Reler em intriga

domingo, abril 29, 2007
sábado, abril 28, 2007
Fragmentos de Babel
Os fragmentos da minha vida são tijolos invisíveis - pó ambicioso -
para a casa que vou escrevendo, outro pó.
(Casimiro de Brito, Fragmentos de Babel seguido de Arte Poética,
lançado hoje na Biblioteca Municipal de Loulé)
sexta-feira, abril 27, 2007
Do mar é um pouco vago...
[Descoberto aqui]
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
domingo, abril 22, 2007
Ouvido no café
-Não, hoje parece que não quer saír da igreja!
Não há nada mais prosaico, do que a religião.
[a propósito da romaria da Mãe Soberana, em Loulé, manhã de domingo, 22 de Abril]
sábado, abril 21, 2007
Um país aos nossos pés
sexta-feira, abril 20, 2007
Desenhos de viagem (C)

quinta-feira, abril 19, 2007
Tempo de Timor VI

quarta-feira, abril 18, 2007
Ler os outros
Da promulgação e do veto
O modus operandi deste Presidente da República é o oposto do modus operandi das mulheres por quem me apaixono. Ele promulga, embora discorde. Elas concordam, mas vetam. [aqui]terça-feira, abril 17, 2007
Tempo dos outros
entre salvar a alma
ou ter numa noite fria de inverno
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Ancient Stones
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sábado, abril 14, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
Desenhos de viagem (C)
quinta-feira, abril 12, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
Medeiros Ferreira fora do DN
O abate de árvores em Loulé

*
(clicar nas fotos para expandir)
Antecipar a entrevista
terça-feira, abril 10, 2007
Tempo de Timor V

Um possível retrato de Portugal
Hoje, no terceiro episódio, o problema colocou-se de novo. A certa altura diz o autor, em voz off: "Será difícil para nós pensarmos o tempo dos nossos avós, de candeeiro a petróleo...". Para muitos de nós, para mim também, apenas preciso de retornar à geração dos meus pais, à minha infância, para lembrar a luz que me alumiava quando lia. Para o autor, esse tempo foi há muito mais tempo. Um ponto de vista de classe, portanto, a fazer de estudo sociológico.
segunda-feira, abril 09, 2007
Tempo de Timor IV
*
[nota às 9.49h de 3ª: parece que Ramos Horta lidera a contagem de votos nas eleições para a presidência de Timor]
domingo, abril 08, 2007
Tempo de Timor III
Lembro-me de ter reunido com o Vitor Picanço, o Adão Contreiras e o Hermínio Pinto da Silva, na Galeria Margem, já um prestigiado espaço cultural de Faro, dirigido pelo meu amigo Adão. A conversa girou mais à volta dos materiais a utilizar, porque eu queria materiais diferentes (madeira, pedra, ferro), mas eles foram mais do que solidários comigo. Quanto ao Afonso Matos, fui encontrar-me com ele no bar de um amigo meu, o Morbidus, ali na rua do crime, em Faro, ainda nessa noite e com umas cervejas a ajudar. A história das instalações, muito activas, destes meus amigos será contada em breve. Sei que o Adão pode começar por dar o pontapé de saída.
*
[Adenda: o Adão deu início à sua história]
sábado, abril 07, 2007
Tempo de Timor II
Onde vou, muitas vezes

Esta história lembra-me o que aconteceu na Ria de Alvor, no concelho de Portimão, o ano passado. A mesma devastação feita por patos bravos do turismo, a ausência de controlo das autarquias, o silêncio demorado dos responsáveis do ambiente. No caso da imagem acima, o Público, de hoje, referia a contra-ordenação que o ICN (Instituto de Conservação da Natureza) já tinha accionado. Mas multas é o que menos custa a esta gentinha. As plantas e os arbustos endémicos da região é que se foram, provavelmente, de vez.
sexta-feira, abril 06, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
Ramos Rosa premiado

Poema dum Funcionário Cansado
A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só