domingo, novembro 10, 2013

100 anos de Cunhal

Devo dizer que Cunhal e o PCP nunca me atraíram por aí além. Aliás, a maior parte das vezes encontrei o PCP na barricada contrária. O facto de ter nascido numa cidade operária, onde o peso histórico dos anarquistas era tão ou mais forte do que o do PCP, levou-me para caminhos juvenis de militância mais radical. De Cunhal li com interesse o Rumo à Vitória, para conhecer as suas ideias sobre a 'revolução democrático-nacional' (tenho uma edição de junho de 1974). E mais tarde, em 1978, li com muito gosto o Até Amanhã Camaradas, de Manuel Tiago, que toda a gente desconfiava ser de um Cunhal mais jovem e romântico, como todos e todas pensávamos poder vir a ser. Mas a única maneira mesmo de combatermos as suas ideias é conhecê-las. Por isso vou ali ver a entrevista de Pacheco Pereira sobre o tema e já volto.

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