quarta-feira, dezembro 31, 2008

Artes e Culturas em Alte

O Adão recorda as velhas Semanas das Artes e Culturas que dirigi, em Alte, nos anos 90, em conjunto com o amigo Daniel Vieira (link). Em particular a 1ª Semana, realizada em 1995, para a qual convidei vários artistas plásticos, caso do Adão Contreiras, do Vitor Picanço Mestre (que concebeu a "Árvore da Sabedoria", instalada na Escola Profissional de Alte) e do Afonso Rocha (que executou "A simbologia do acórdeão", colocado no largo principal da aldeia).

Presépio

Este ano, passados mais de 30 anos, a minha irmã convenceu-me a montar o nosso presépio, que em tempos de infância, em Portimão, era visitado por muita gente. Recuperámos as velhas peças de barro que restaram, guardadas durante este tempo, e depois foi só carregar areia e procurar erva, que o musgo juntou-se à crise. Os meus filhos ajudaram e a esposa fotografou. Mais tarde falar-vos-ei da tradição simbólica do presépio. Para já aconselho a leitura do meu conto de Natal "Um Chalé na Praia da Rocha", lido no programa "História Devida" da Antena Um e que se encontra no sidebar ali ao lado direito.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Mestre Ilídio

Soube, pelo Almeida, do fenecimento do mestre Ilídio (era assim que o tratava), caldeireiro de Loulé. Conheci-o há muito tempo, quando comecei a interessar-me pela investigação das coisas artesanais do Algarve, ainda não vivia nesta cidade. Mais tarde, tive a oportunidade de conviver mais de perto com ele, aquando da organização das Feiras de Artesanato e da Serra. Era um homem crítico, sobre a política e as artes e é assim que o recordo, mais do que como artesão de cataplanas e de outros artefactos em cobre, pois, cada um de nós quando morre deixa os seus saberes na terra. Quer seja para aprendizagem, quer seja para memória futura. Quando passar pela Rua da Barbacã continuarei a olhar para a loja, ao meu lado esquerdo, e a cumprimentá-lo, como sempre fiz.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Notícias de imprensa

O lançamento do livro de poesia de Albertina Coelho Rodrigues, poeta popular de Paderne, teve vários ecos na imprensa. Para já, refiro a notícia do Algarve Repórter, com o título "Poeta é o povo" (link) e do A Avezinha, sob a designação de "Albertina Rodrigues lança novo livro", com reportagem publicada no Jornal Regional (link).

Natal Greed


Oferta de Natal de José Carlos Fernandes publicada na «chiquérrima revista "Fora de Série", suplemento do "Semanário Económico", para uma rubrica destinada a mostrar 6 visões da Árvore de Natal».

terça-feira, dezembro 23, 2008

Ainda a poesia

O amigo António envia-me um poema lindo da Luiza Neto Jorge, como lembrança de Natal:


Nas cidades do sul
há violência e há excesso,
de semente.
Estalam os rios e foge a água.
O corpo, encortiçado, racha.

Lendas vêm de há séculos assoreando
as margens.
E quando à boca de um poço vamos
provar o nosso eco,
águas puras irrompem,
noutra língua.

Luiza Neto Jorge
Silves 83
ALGARVE todo o mar (Colectânea)


[A bela imagem é dele e tudo pode ser visto aqui]


segunda-feira, dezembro 22, 2008

Tempo de poetas

Ontem, a sala da Sociedade Musical e Recreio Popular de Paderne esteve cheia, para ouvir a poesia de Albertina Coelho Rodrigues. Muita gente da terra, familiares e outros poetas da região, a imprensa local e municipal, que espero dêem destaque ao assunto. Em breve colocarei em linha o prefácio que escrevi para o livro, mas por ora deixo um dos poemas que li na apresentação:


O Mar

O mar é tão imponente,

Por entre o nosso olhar.

Mas como o mar não é gente,

Ele não pode pensar.

O mar é tão inconstante,

É companheiro do vento,

Causa a qualquer instante,

Um constante sofrimento.

O mar tem os seus segredos,

Bem lá no fundo guardados,

Tantos horrores, tantos medos,

Que nunca são revelados.

O mar que é o mais forte,

Ninguém o pode vencer.

Tanta gente, por má sorte,

Vai dentro dele morrer.

Mar: ora calmo, ora bramindo,

Bravo, é um furacão,

Manso, cordeiro dormindo,

E rugindo, é um feroz leão.