terça-feira, maio 11, 2021

Vieira e o palheiro

Vieira foi à comissão de inquérito ao Novo Banco com a estratégia de se diferenciar dos outros capitalistas devedores. Usando a sua prática popular e o traquejo da gestão do Benfica falou demais, interrompeu deputados e caiu nas esparrelas. Mostrou que era um testa de ferro, intermediário em negócios e um representante do Novo Banco no clube que dirige.


segunda-feira, maio 10, 2021

Pablo Iglésias, fenómeno da cultura de massas

Pablo Iglésias é um fenómeno político nascido dos movimentos sociais de esquerda em Espanha, mas também do capital cultural e social que proveio da sua presença na televisão e noutros media. Na altura, há cerca de seis anos, quando o Podemos já era uma força de interesse na esquerda anticapitalista, lembro-me que discutia com os meus companheiros o fogo fátuo que poderia ser aquela força política e, em especial, o seu líder incontestado. Estas forças políticas, heterodoxas e multi-ideológicas, naturalmente desenvolvem ciclos de cisões, conflitos e ascensões seguidas de queda. Depois da subida ao poder em Espanha, na coligação com o PSOE e com o lugar de vice primeiro-ministro, eis que Iglésias cai no seu desafio mais difícil: ganhar ao PP na Comunidad de Madrid. Agora sai de cena, do Unidas Podemos e da política institucional. Mas é importante dizer que, durante os últimos anos, Pablo Iglésias e a sua família sofreram um permanente assédio das forças ultradireitistas, com as piores ameaças de violência. Apesar dos erros, normalmente cometidos, o ciclo de rutura do bipartidarismo no país vizinho, que agora pode ser revertido, foi um momento de saúde para a democracia espanhola e o gesto de Iglésias deve ser louvado e compreendido.


 

domingo, maio 09, 2021

Agrocratas destapam a cara

Os ditos empresários agrícolas, que exploram os trabalhadores imigrantes asiáticos, escondidos por detrás de redes de tráfico de trabalho desumano, afinal têm habitações para albergar os seus contratados. Nada de novo no capital a oeste.

sábado, maio 08, 2021

O capitalismo moderno do ZMar

Conheço e frequento a costa vicentina há cerca de 40 anos. Em 1982 iniciei trabalho de investigação que durou, com intervalos, até 1984. Desde então frequento os concelhos do parque natural para visitas e férias. O projeto ZMar nunca me fascinou, sempre o achei soberbo e provinciano ao mesmo tempo, não só por ser considerado PIN mas por aquilo que achava ser e que se confirmou, com as aldrabices de negócios de venda de casas e das dividas que naturalmente agora acumula. Aliás, basta ver outras ofertas na área territorial que não usufruiram dos mesmos apoios, para se perceber que estamos perante um negócio financeiro que se está nas tintas para a comunidade e o desenvolvimento local.


Odemira: a desgraça de uns e o turismo de outros

Gonçalo M. Tavares a escrever sobre o futuro, em Os Cadernos e os Dias de há umas semanas, no "Expresso":

Não é sadismo, é turismo!

Todo o desastre, todo o massacre, será um dia uma atracção turística. Toda a dor de uns será um dia a alegria de outros. E não se trata de sadismo, mas de turismo.



sexta-feira, maio 07, 2021

ZMAR: Falidos mas com todo o tempo de antena

O caso ZMar mostra como o chamado direito à propriedade se sobrepôs ao direito à vida e à dignidade humana. Para os proprietários de bangalós, a sua segunda ou terceira casa, é mais importante do que as condições de saúde pública das comunidades que são exploradas no desenvolvimento agrícola. Isto é o capitalismo, como se sabe. Telmo Correia,  na AR, foi o megafone da direita na defesa dessa exploração. E os ditos proprietários, que durante uma semana tiveram antena dos media, não devem ter trabalho, coitados!


quinta-feira, maio 06, 2021

ZMar: Racismo e xenofobia

Não tenho tido tempo para postar por aqui, mas através do telemóvel vou adiantando de urgência o caso do ZMAR, um exemplo de xenofobia e racismo de proprietários e trabalhadores. Os media devem ter cuidado ao referir-se a um conflito entre locais e imigrantes. Não se trata disso e em breve postarei sobre o assunto.