segunda-feira, julho 04, 2005

Autarcas? E que mais?

Sou apenas um arguido – Isaltino Morais.
Os rendimentos declarados por Avelino Ferreira Torres não vão além do seu vencimento de autarca.
Nunca virei as costas ao meu compromisso de autarca – Fátima Felgueiras.
O que é que esta gente, para além de autarca, tem em comum?

domingo, julho 03, 2005

Coluna "Contrasenso"

Por uma política multicultural da nacionalidade
[minha coluna em «A Voz de Loulé» de 1 de Julho 05]
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Começo por uma afirmação aparentemente peremptória: não houve qualquer “arrastão” na praia de Carcavelos. Este fenómeno, ampliado e manipulado até à exaustão, merece uma análise séria e rigorosa e isso é o que pretendo fazer.O conceito de “arrastão” decorre do fenómeno localizado no Brasil – sobretudo nas praias do Rio de Janeiro – e, como muitas importações ad-hoc, foi erradamente utilizado nos factos ocorridos em Carcavelos e em Quarteira, no Algarve. O que se passou nestes dois locais, foram meros incidentes praticados por jovens de forma espontânea, desorganizada e sazonal. Espontânea porque motivo do contexto local; desorganizada porque acto de prática adolescente, enquanto mecanismo de afirmação e de status juvenil; e sazonal porque marcada pelo momento liberal de final de aulas. A divulgação dos factos criaram o primeiro disparate: não foram 500, nem 100 jovens que se envolveram nos actos. Os próprios relatórios de polícia, divulgados pelo «Diário de Notícias» desmentem as notícias da imprensa e das televisões, apressados em dar o directo e provavelmente em vender jornais, numa época de folga da bola e de descanso do Parlamento(...)
[para continuar a ler a minha coluna clicar aqui]

sábado, julho 02, 2005

Gaiteiros de Lisboa

Esta noite sopram gaitas em Loulé: sopros das peles, saltam vibrantes dos sacos de ar. É um peitaço forte o do David, olhos nos olhos da gente à espera de um calor. Ele não vê, mas escuta o traulitar, e apalpa o coração da malta à espera do sonho da sua música. Sei que ele gosta das histórias do Algarve, sobretudo das pragas de Alvôr:
Móce, qué que vás fazer ó mar com este vente? Vou pescar camarada e s’óver vente dou cabe ó barque. Mas se fazer más vente? Dou-lhe más cabe! Mas se fazer uma grande ventania? Dou-lhe o cabe tôde! Ah malçoado, mas tu tens assim tante cabe pa dar? E tu, desgraçade, tens tanto vente pa mandar?
Ri-te David e bom concerto.

Um poema de José Carlos Barros

A «Periférica» publica, no seu último nº, cinco poemas do José Carlos Barros. O que se segue, pode ser lido online. Os outros só na edição em papel, que pode ser adquirida apenas num único ponto no Algarve: a livraria Bertrand no AlgarveShopping da Guia/Albufeira.
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As Fronteiras

Era no tempo improvável da etnografia:
vestíamos jeans e corríamos no restolho,
viravam-se nos lameiros os fenos
três dias depois de ceifados
à lâmina, vivíamos depressa
a ler o Cesariny ou a debulhar
o milho nos sobrados, espalhava-se no chão
a caminho da igreja o alecrim.
Parece que foi no séc. XIX
entre retratos como se fossem a sépia e os bilhetes
do expresso de Lisboa comprados
no Cunha a ver os concertos de jazz.
O que nos traiu não é fácil de dizer.
Agora é apenas como se um estranho caleidoscópio
misturasse a tristeza e o êxtase
do que fomos, do que quase chegámos a ser.

[José Carlos Barros, revista «Periférica», nº 13]

sexta-feira, julho 01, 2005

Periferias

O número 13 da revista «Periférica» já está disponível online e na próxima semana nas bancas. E eu que ainda não tive tempo de renovar a minha assinatura da melhor revista portuguesa da actualidade. Para a ler basta clicar na palavra sublinhada.
[Em breve colocarei, aqui ao lado, links das minhas revistas de eleição para usufruto dos leitores].

A ler:

«Comecei por explicar a desconstrução criativa como quem destrói uma construção de legos-mecanos. A coisa é feita assim bonita e certinha para estar na montra e depois a vida não nada assim e a gente percebe que nem precisa de metade das peças.». Ex-piações criativas de Salvaterra, Salvamar.

Finalmente regressou