segunda-feira, dezembro 09, 2013

Portagens continuam na Via do Infante

Os deputados da maioria de governo PSD/CDS e os do PS (com exceção de 4 votos favoráveis e 2 abstenções) chumbaram o projeto de resolução do BE e a proposta de lei do PCP que propunham a suspensão da cobrança de portagens na A22/Via Infante de Sagres. Nas próximas eleições espero que o Algarve saiba dar a resposta adequada (linque para a notícia do Correio da Manhã).

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Suspensão das portagens na A22/Via Infante de Sagres

Amanhã, dia 6 de dezembro, a Assembleia da República discute a 2ª petição antiportagens na Via do Infante. Há quase um ano a CUVI - Comissão de Utentes da Via do Infante - entregou na AR cerca de 15 mil assinaturas a solicitar a suspensão das portagens na A22/Via Infante de Sagres. Para que a petição possa ser alvo de votação, os grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista apresentam projetos de lei e de resolução. O Algarve aguarda com expetativa a deliberação do parlamento, sabendo de antemão que a continuação da taxação de portagens darão mais contributos para a morte social e económica do Algarve. Cerca de duas dezenas de algarvios e algarvias estarão presentes nas galerias da AR a assumir a sua cidadania.

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Grupo Folclórico de Alte em destaque na agenda de Loulé

A Agenda da Câmara Municipal de Loulé destaca, neste mês de dezembro na sua secção Cultura/Livros, o meu estudo sobre a história do Grupo Folclórico de Alte, apresentado no passado dia 4 de outubro em Alte. Quem estiver interessado deve contactar a Casa do Povo de Alte, editora da obra (linque da Agenda).

segunda-feira, novembro 25, 2013

Eanes e o 25 de Novembro de 1975

O general Eanes (e ex-presidente da República) está a ser homenageado por estas alturas. Para mim ele é o operacional da derrota do 25 de Abril, tal como Otelo o foi na vitória desse dia. Podem dizer que o golpe do 25 de novembro impôs a 'normalização' e instalou a democracia parlamentar. Para mim, ele é o homem que serviu o capitalismo para destruir os caminhos da autonomia do poder popular contra o estado, os partidos e os patrões. Como aliás os tempos que correm nos mostram à saciedade. E mais nada.

Ferrovia privada no Algarve

A subconcessão torna a CP pioneira numa empresa controladora de contratos de gestão ferroviária, mantendo o seu controlo do sistema ferroviário. Ao contrário da morte da CP, estamos a planear uma CP com futuro.
Palavras do presidente da Administração da CP, Manuel Queiró, a propósito da subconcessão a privados da linha de Cascais. Depois do balanço desta sub-privatização estão na calha as linhas do Porto e do Algarve. É claro que depois das privatizações da CIMPOR, GALP, ANA (e agora dos CTT), que redundaram num aumento de despesas no consumo dos trabalhadores, está-se mesmo a ver o futuro da CP no Algarve. Numa altura em que se gastam milhares de euros com  a concessão público-privada na Via do Infante, que está às moscas, quando a Estrada Nacional 125 está a abarrotar de tráfego e a servir de cemitério móvel, a preocupação do governo é concessionar a privados uma via ferroviária que deveria ser reabilitada e promovida em sintonia com as mobilidades rodoviárias e marítimas na região.

sábado, novembro 23, 2013

Canal Q

Costumo ver o canal Q no cabo (posição 15), dado que os programas de entrevista ou de debate repetem a diversas horas e é possível encontrá-los quase sempre, fora da 1ª emissão. Esta noite, no programa Baseado numa História Verídica (excelentes entrevistas de Aurélio Gomes) é entrevistada Helena Sacadura Cabral, na qual fala dos filhos Miguel e Paulo, despida de qualquer preconceito ideológico. A promo promete (linque).

O Estado e a Esquerda

Mas há uma cultura instalada de dependência do Estado que não autoriza, sequer, que se raciocine. Vem de muito longe, mas foi cimentada com o salazarismo, o gonçalvismo e o Portugal dos dinheiros europeus.
Esta citação, retirada da crónica de Miguel Sousa Tavares no Expresso de 9 de novembro, a propósito da análise ao ataque ao funcionalismo público no quadro do pagamento da crise, pode parecer uma marca de direita, mas não é. De facto, num contexto de crise estrutural do segundo pós-guerra, depois de ter sido inventado o estado providência e da social-democracia ter desenvolvido um estado social forte, não mais se deixou de pensar no estado como a última fortaleza dos direitos sociais dos trabalhadores. Agora que a classe operária desapareceu, no seu formato clássico, e quase todos nós somos assalariados do estado, o nosso pensamento molda-se a partir de uma visão estadocêntrica, como refere Rui Canário. Esta visão, muito longínqua das velhas ideologias anarquistas e anarco-sindicalistas (que afirmavam "Nem patrões, nem Estado"), tem marcado toda a análise de esquerda sobre as sociedades e, provavelmente, tem contribuído para uma incapacidade crítica de pensamento e de transformação social.