A preocupação dos media portugueses com a identidade de um dos terroristas do dito Estado Islâmico, que degolou um dos prisioneiros sírios, revela uma busca de nacionalismo bacoco. A globalização não serve só para reivindicar a aldeia global que nos serve, mas também para compreender que não há identidades nacionais no terrorismo, tal como não há no capitalismo e no imperialismo que constituem o alfobre onde aquele medra.
quinta-feira, novembro 20, 2014
segunda-feira, novembro 17, 2014
Demissão do ministro Macedo
Fica a esquerda e a oposição toda entusiasmada com a demissão do ministro Miguel Macedo, acrescentando a embalagem para empurrar outros ministros 'incompetentes' como Crato, por exemplo. A visão denota uma análise política que incide sobre a tarefa de gestão corrente do capitalismo e não como deveria ser, sobre o papel que os ministros desempenham na implantação do capitalismo e da exploração dos assalariados. Por isso não vale a pena espernear. Melhor será então derrotar a sua política, nas eleições e na rua e defender as conquistas de poder popular impostas no PREC.
quinta-feira, novembro 06, 2014
Viviane em Loulé
A surpreendente cantora Viviane (vocalista dos ex-Entre Aspas, de quem fui o primeiro 'manager'), estará presente no CineTeatro Louletano no próximo dia 8 de novembro (sábado), pelas 21:30, onde apresentará o seu mais recente álbum. A não perder!
sexta-feira, outubro 17, 2014
Regresso a Aljezur
Entre o verão de 1982 e o verão de 1984, em diversos períodos de trabalho, estive em Aljezur com uma equipa de etnógrafos e antropólogos, desenvolvendo um estudo sobre a cultura popular local. Essa experiência deu origem a uma exposição - posteriormente transformada noutras - inovadora e estimulante de nóveis abordagns do trabalho científico no campo da museologia.
Recentemente, e apesar de passar lá muitas vezes, estive durante uma semana com os alunos do 1º ano de Educação Social, e outros colegas da Universidade, numa semana de campo de integração e de contacto com a realidade do concelho. Foi bom regressar e perceber as diferenças!
domingo, outubro 12, 2014
Ouro e Vinho de Adão Contreiras
Ontem, Adão Contreiras apresentou o seu mais
recente livro de poemas, Ouro e Vinho,
editado pela 4Águas Editora. O comentário de Tiago Nené sobre o livro conteve
aspetos que me interessam abordar, já que conheço o Adão.
1. “O voyuerismo do olhar”: Adão é um
observador nato e consegue estar dentro e fora da realidade. Se há algo de curiosidade
no olhar do que se escreve, o que conta aqui é mais o resultado desse
desenlace. Trata-se de um olhar para ver e interpretar, talvez na senda atual de
um Baudelaire. Adão entra e sai de cada poema com facilidade.
2. “O poema em direto”: A escrita poética
momentânea, não é direta. Adão carrega atrás de si muitos anos de leitura,
escrita, anotações. Quando escreve traduz um tempo passado, mesmo que o ato
seja presente, que já não o é. Hoje sabemos que a nossa escrita é sempre a
reinterpretação de algo, mesmo que seja apenas a interpretação do que vemos.
Também se trata de uma interação, pois o autor não está isolado numa redoma,
mas presente e em ato,com o que se passa, ou com o momento sobre o qual
reflete, escrevendo mais tarde.
3. É comum, entre as várias expressões
artísticas atuais, chamar a atenção para o vazio do futuro ato criativo. Por
exemplo os fotógrafos fotografam cada vez menos. Isto decorre da visão futura
do artista, como se já conhecesse o resultado final. Adão confessa já quase não
ouvir música, mas ela estará presente no ritmo da escrita poética. Os poemas do
autor são também eles uma construção artística, pictórica ou escultórica. Adaõ
escreve como pinta e esculpe e ele já sabe o resultado final da obra.
Helder Raimundo, 12 out. 2014
sábado, outubro 11, 2014
O PS, a direita e a convergência das esquerdas
A propósito daqueles que continuam a confundir o PS de direita com o seu eleitorado (quer dizer votantes que o podem pôr no poder), convém ler o que diz Rui Bebiano, que fala da condessa Violet de Downton Abbey, que também confundia a Rússia dos czares com o contexto da revolução de outubro. Muitos de nós vimos afirmando que o enclave do pensamento sobre o PREC - que opôs direita e esquerda (ou PS e extrema esquerda, se quisermos) - não pode matar hoje as convergências úteis da esquerda, numa alternativa fundamental à política de destruição de todos os direitos e valores humanos. Pois é disso que se trata.
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