quinta-feira, novembro 19, 2020

Assim se vê a fraqueza do PC

 

Não é por acaso que o PS prefere o PCP na negociação do orçamento de estado para 2021. Quem ouve Jerónimo ou Oliveira percebe onde estão as miudezas que o PC quer negociar com o PS e por isso dar-lhe o seu voto: um módico de aumento nas pensões; um acrescento irrisório no acesso às creches; e mais o quê?. Com o Bloco a coisa fia mais fino, pois ao exigir o voto favorável fá-lo: com alterações estruturais no código de trabalho; com o aumento de recursos definitivos nas carreiras do SNS; com melhorias na indemnização por despedimento; e last but not least, deixar de injetar dinheiro nosso no buraco do Ramalho do Novo Banco. Assim se vê a fraqueza do PC!

quarta-feira, novembro 18, 2020

Rio banhado em ética xenófoba


Já se sabia que teria que ser o grande partido da oposição (quase sempre o da governação do estado capitalista) a legitimar a entrada do Chega no sistema democrático, mesmo que o PSD o considere com posições racistas e xenófobas. Os princípios e valores do arrazoado do ‘banho de ética’ de Rio ficaram para trás há muito, e não se percebe porque há gente ingénua a tentar descobrir porquê. O homem sempre disse ao que vinha, quando na Câmara do Porto abominava a comunicação social, um dos valores intrínsecos da democracia. E quando fala da subsídio-dependência dos jovens pobres de Rabo de Peixe, na Ilha de S. Miguel, devia lembrar-se que é no seu distrito do Porto onde existem mais beneficiários de RSI. Enquanto foi presidente do município, deve ter estimulado a criação de muitos empregos, talvez com o ‘empreendedorismo de Relvas’.

terça-feira, novembro 10, 2020

Jorge Jesus e Benfica em nota artística?

Ora aí está, o mago do futebol Jorge Jesus, aquele de quem se diz ser o melhor treinador português. O seu trabalho no Benfica só mostra que, tal como eu disse uns posts atrás, o homem pensou que Portugal era o Brasil, onde andou a passo de caracol na relva dos estádios do Flamengo, enquanto os treinadores com quem disputa resultados estiveram a carpir as aprendizagens nas melhores escolas de futebol. Nota artística para ele? Bola…

Entretanto, como o mal nunca vem só, as investigações judiciais à SAD do clube continuam a bom ritmo, agora que o Vieira foi reeleito, para mostrar que a suspeita de crime também compensa. Os benfiquistas têm o que merecem!

sexta-feira, novembro 06, 2020

Convocar e aprender com a História

O podcast do Esquerda.Net «Convocar a História», com Fernando Rosas, é um serviço público de aprendizagem da história contemporânea. Dedicado às revoluções do século XX trouxe-nos, em outubro, a Revolução de Outubro, com Rui Bebiano, o Biénio Rosso, com Manuel Loff e a Revolução Alemã, com António Louçã. Mas há mais historiadores convidados, sobre temas tão importantes quanto a Educação Cívica. Vale a pena pôr os auscultadores e descansar os olhos umas dezenas de minutos, e simplesmente ouvir a conversa…(carregar aqui).

quinta-feira, novembro 05, 2020

Eléctrico a dar música portuguesa na RTP1

O projeto eléctrico, da autoria de André Tentúgal e Henrique Amaro, traz-nos uma lufada de ar fresco na música que se faz atualmente em Portugal. A ideia de juntar dois músicos ou duas bandas frente a frente ou face a face, mesmo na atual contingência epidemiológica, é extraordinária, para além de estar bem filmado e acontecer no Teatro Capitólio, com a sua excelente localização no miolo de Lisboa. Por lá já passaram os Clã e Manel Cruz, os irmãos Sobral, Lena D’Água e Capicua, Ana Moura e Camané e no último, Julinho e Branko. Vários tipos de abordagens musicais com convidados e pequenas entrevistas. Gostava de lá ver ainda, e como exemplo (já que não consta da programação…), Viviane e Aldina Duarte.

Os episódios podem ser vistos na RTP1 às 6ªs, pouco antes da meia-noite, ou revistos na RTP Play.


 

quarta-feira, novembro 04, 2020

O Presidente e a RTP


Vale a pena ler o que escreve João Ramos de Almeida, no blog «Ladrões de Bicicletas», sobre a entrevista do Presidente da República (e putativo candidato presidencial) à RTP.

segunda-feira, novembro 02, 2020

Piscos, daroeiras e caminhadas

Em miúdo armava aos pássaros. Entendamos ‘armar’ como caçar com ratoeiras de arame e mola de aço, com pingalhete que suspende um isco, normalmente uma agúdia (formiga de asas). Entendamos pássaros como passeriformes, aves pequenas normalmente insectívoras: piscos, felosas, cartaxos, ferreiros, alvéolas, patinhas e cotovias, por exemplo. Mas esta linguagem é uma linguagem científica, algo que só o tempo pós-adolescência nos permite. Na altura, o que interessava era a prática cultural enraizada nas comunidades rurais e piscatórias, e a necessidade, muito prosaica, de comer no dia a dia.

Vem isto tudo a propósito dos cheiros que hoje de manhã estavam fortes, no ar dos caminhos que percorri nos arredores de Loulé: daroeiras, oliveiras, alfarrobeiras, terra húmida da noite e folhas e palhas outonais. Um tempo de memórias odoríferas!