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quarta-feira, setembro 16, 2015
terça-feira, setembro 01, 2015
A importância da História na sociologia
A análise política também se faz de um acúmulo sociológico do pensamento contemporâneo. Por isso todo o cuidado é pouco quando falamos por exemplo da crise grega, e das suas concomitantes pragmáticas. Por exemplo, uma análise das políticas do Syriza, e em particular de Alexis Tsipras, parece requerer não só um conhecimento dos presentes contextos sociais e políticos mas também uma análise cuidadosa da história, mais ou menos demarcada no seu tempo de longa duração. É isso que nos propõe Rui Bebiano. A ler (aqui) com atenção, mesmo com o sintoma das divergências ideológicas.
A crise da crítica
Se há uma crise que me preocupa deveras, ela é sobretudo a crise da crítica. Provavelmente, é a capacidade e competência em exercer uma crítica inteligente aquela que mais sofre com o mundo arrasador da crise ideológica e política. Sem ela podemos assistir à agitprop perigosa do primeiro ministro, às manifestações imberbes da discriminação e xenofobia social sobre os processos migratórios, à devastadora mobilização do pão e circo das festas de verão pagas com as 'dívidas soberanas'. Restam, no pensamento crítico, os cidadãos que se recusam a deixar de ler, pensar e fazer umas simples contas, ou os sociólogos ou cientistas sociais, que remam contra a corrente e que muitas vezes sem remos são acusados de malucos e radicais.
A propósito do que nos entra pelos olhos dentro, ou que buscamos entender do que se esconde nos bastidores da administração política, quer seja no governo da direita austeritária, ou na Câmara socialista de Loulé obriga-nos, com toda a sinceridade, a afirmar a total concordância com o João Martins. É esse caminho, da resistência inteligente, que temos que prosseguir e perguntar-mo-nos: não há ninguém que se revolte pelo facto de a tribuna do salão nobre da Câmara de Loulé ter servido de discoteca ambulante na Noite Branca? Não há ninguém que se pergunte para que serve um IKEA a devastar a reserva agrícola em terrenos próximos da via das portagens? Se não há ninguém, bardamerda! Então, temos que voltar à revolução.
domingo, agosto 30, 2015
Cidade lacustre de Vilamoura: milhões de destruição
A 'velha' cidade lacustre de Vilamoura tinha caído por terra, sobretudo
pelo impacte ambiental de destruição das dunas, praias e mar entre as
Falésias de Vilamoura e de Albufeira. Os novos donos, o Fundo
norte-americano Lone Star - mais expeditos e competentes do que os
antigos patrões da Catalunya Banc, que já se sabe serem uns abeclas a
fazer dinheiro - mudaram a paisagem, e agora em vez do mimetismo do Dubai teremos os lagos de Vilamoura. Os argumentos são dois: o primeiro foi para satisfazer os críticos do impacte ambiental ou os cidadãos e políticos que se opuseram à destruição da interface que resta naquela área. O outro é financeiro, claro. Sempre seriam 100 milhões de euros para infraestruturas. Mas o que irão os promotores fazer? Bom, 315 mil metros quadrados de construção, 1900 unidades residenciais e uma área hoteleira com 3600 camas. Uma área quase igual à que já lá está construída e a que eu fujo sempre (ver com olhos de ver, aqui).
Para + informações vale a pena ler o Expresso/Economia de 29 agosto 2015.
Governo sombra
Talvez a mais interessante novidade da reentré televisiva tenha sido a presença do programa "Governo Sombra", da TVI, em horário decente ao sábado à noite. Ontem, passou à meia noite e agora em direto e com espetadores ao vivo, na mesma altura do Eixo do Mal, na Sic Notícias. Ontem, ainda sem concorrência pois o Eixo ainda está de férias e com um convidado de exceção: o brasileiro de origem portuguesa, Gregório Duvivier que conhecemos do "Porta dos Fundos" da Fox. Esperamos que, tal como vaticinou Ricardo Araújo Pereira, daqui a umas semanas este excelente programa de comentário político e humor não esteja a passar às 4 da matina.
sexta-feira, agosto 21, 2015
Paraísos
Não, as praias dos Alteirinhos e do Carvalhal já não são paraísos para ninguém. A não ser para quem traz a vida urbana onde viveu todo o ano para as areias da costa. Bom, de qualquer maneira os percebes e o mexilhão, que apanhei para o manjar, estavam supimpas.
domingo, agosto 16, 2015
desenvolvimento à beira mar
Em Mira há vinte e três anos as estradas florestais tinham carros de bois carregando milho. Hoje estão cheias de carros de emigrantes e de turistas espanhóis.
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