terça-feira, maio 31, 2005

Six Feet Under

Seis Palmos de Terra”. Chego tarde no zapping. O rapto está em banho-maria e é consumado, entre fellatio, crack e gasolina... Segunda próxima, chegarei mais cedo.

A displicência antropológica

«Se se faz o debate é porque se faz o debate, se não se faz o debate é porque não se faz o debate. Se se faz o debate, nunca é esclarecedor, falta sempre alguma coisa, nunca chegam os argumentos, tudo é mau e triste, todos são brutos e feios e porcos. Ninguém é um gentleman inglês, como nós somos, de manhã, ao espelho». Pacheco Pereira em lição de desabafo filosófico no Abrupto.

Esclarecimento

Mas, esclareçam-me lá: alguma vez a Europa deixou de estar em crise?

O improvável

Sócrates conseguiu o improvável: pôr Carvalho da Silva e António Borges de acordo.

segunda-feira, maio 30, 2005

O mimetismo dos autarcas

O António chega à Holanda, olha o privilégio das ciclovias sobre as rodovias, o respeito pelos cidadãos que circulam a pé e de bicicleta em detrimento dos automobilizados, e resolve propor algo idêntico para Portugal, melhor, para Loulé. É normalmente assim que os nossos autarcas funcionam: vêem as fontes e as rotundas e importam as ideias para as suas freguesias. Normalmente essas ideias são abstrusas e ficam fora de qualquer contexto cultural local. Porque os nossos engenheiros e arquitectos, com medo do provincianismo, tornam-se saloios, não têm qualquer perspectiva de futuro e são tudo menos defensores de uma ecologia sã e participada. Vejam a Avenida Andrade Sousa: sem quaisquer corredores para ciclistas. Sobre isto já escrevi, de forma detalhada, aquando do Dia Europeu sem Carros.

Les mots pour les nons

«Uma heteróclita coligação negativa de nacionalistas de direita e de esquerda, incluindo a direita xenófoba e a extrema esquerda, mais os adversários do alegado compromisso neoliberal da constituição, incluindo uma parte importante do eleitorado socialista, levou a melhor, sem margem para dúvida(...)
Entre nós, Pacheco Pereira, ex-deputado europeu empenhado, faz o que pode no seio dos segmentos pop-caviar que finge detestar, maioritariamente pró-não, pelo sucesso do Velho Continente.».
Vital Moreira e Luís Nazaré no Causa Nossa.
Como é que vamos chamar a esta gente que está tão melindrada com o “Non” francês ao tratado constitucional europeu?

Non, rien de rien

Enquanto eu mandava farpas ao racionalismo cartesiano e achava que o sentimento de si é que manda, a França armava-se de bandeira tricolor a cantar: allons enfants de la patrie...