Para furar o boicote da comunicação social a esta iniciativa popular, deixo aqui os poucos minutos da notícia da RTP (link).
sábado, janeiro 11, 2014
As vaias ao 1º ministro
O primeiro-ministro Passos Coelho foi recebido com apupos e vaias na sede do PSD em Loulé. Jovens socialistas, recentemente eleitos para a comissão política de Loulé juntaram-se ao protesto (link).
sexta-feira, janeiro 10, 2014
Mais uma lombada
De como o ACIDI deixa de se preocupar com o diálogo intercultural no mundo, e passa a recrutar imigrantes empreendedores. Mais um contributo para a novilíngua, desta vez da parte do inenarrável Pedro Lomba, ou seja, 'mais um brief de Lombo' (link).
Êxtase coletivo
Também eu, que joguei futebol no Silves Futebol Clube, que me habituei a admirar o Eusébio desde 1966 (quando tinha 10 anos), me aflijo quando vejo um êxtase coletivo que sublima as suas desgraças e passividades com lágrimas e apelos excessivos num funeral de um homem. E não me importo de desalinhar do coro de uma sociedade, de povo, autarcas e políticos, que levam ao colo Eusébio para o panteão nacional (túmulos que pouco me importam), como se eles próprios se 'libertassem assim da lei da morte'. Tem razão Pacheco Pereira. O próximo choradinho será com Cristiano Ronaldo, e viva o futebol!
terça-feira, janeiro 07, 2014
Eusébio e o natal
UM CHALÉ NA PRAIA DA
ROCHA
O campeonato do mundo de futebol, em Inglaterra, já lá ia há muito. Todos se lembravam do jogo contra a Coreia, que Portugal tinha ganho por cinco a três, depois de estar a perder por três bolas a zero. E do Eusébio, que marcava os golos e imediatamente retirava a bola do fundo das redes. A televisão era a preto e branco nessa altura. E o país também, muito mais preto do que branco.
Ler o resto do conto na revista Letrário (link)
segunda-feira, janeiro 06, 2014
A Pátria de Junqueiro
Estava eu a arrumar esta casa (ali à direita estão novos rumos para escritos meus guardados ou espalhados em jornais e revistas) quando dei com esta pérola de Guerra Junqueiro, que deixo para os que não são 'porcos':
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro [.]
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. [.]
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos [.] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, [.] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.
domingo, janeiro 05, 2014
O arboricídio continua em Loulé
Tenho que concordar com o João Martins. A veia arboricida está mesmo entranhada no concelho de Loulé. Por motivos ideológicos, técnicos ou pseudocientíficos, o que é verdade é que se continua a assistir a podas aterradoras nas árvores da cidade. Desta vez foi em frente ao Café Portas do Céu, na cara chapada da sede da Junta de Freguesia de S. Clemente. Estas árvores foram deixadas como estacas espetadas para o céu, enquanto mais abaixo os especialistas já deixaram alguns raminhos para as aves que eles tanto detestam.
Passado que seria o tempo do arboricídio da cidade, de que é exemplar o corte de 14 tílias cinquentenárias da Praça da República, e que lançou um movimento de protesto de que fiz parte com muitos amigos e amigas e que entregou manifesto ao 'presidente' Cavaco Silva, o mesmo desejo pseudomodernista continua, sem qualquer explicação a ninguém, como se a cidade não fosse de todos os seus cidadãos. Parece-me que temos todos o direito de ver uma justificação do executivo PS da Câmara sobre este ato no seu site, que não deve servir só para encómios e agradecimentos eleitoralistas.
[a foto é do Macloulé]
A arte moderna e o facebook
O templo de Diana em Évora, no último dia do ano de 2013, fotografado do interior do Fórum da Fundação Eugénio de Almeida, recentemente reabilitado e da qual se dá conta numa exposição didática a olhar obrigatoriamente pelas escolas de artes (link). O motivo? Uma das melhores exposições interativas dos últimos tempos, da responsabilidade da Coleção do ZKM de Karlsruhe, a mostrar que as novas tecnologias e a interatividade entre ciência e humanos é antiga e não foi criada pelo 'Face'. Obrigatória.
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