domingo, abril 10, 2011

Três questões à marcha do Guadiana

Estas três imagens respondem a algumas questões colocadas à marcha de Protesto do Guadiana:
i) A presença dos nossos companheiros da Andalucía, plasmada na presença e no discurso jovem, moderno e socialmente interventivo de Antonio Rodriguez, alcalde de Ayamonte, mostra que a luta interessa aos dois lados da fronteira coletável. Sem a passagem gratuita dos europeus que circulam na ponte internacional, a economia do Algarve estiolará muito em breve e o desemprego no sul de Espanha vai piorar em escala perigosa.
ii) A presença de Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim, entre outros presidentes e ex-presidentes que já compareceram nas marchas anteriores, só acentua a obrigação dos autarcas algarvios assumirem de vez a sua oposição à cobrança de taxas na Via do Infante; para isso foram eleitos.
iii) O movimento também se faz de convívio, coesão e consciência social e nada como umas caracoletas para justificar a adesão algarvia ao protesto social.

Algarvios e andaluces na mesma luta

O protesto que hoje uniu automobilistas portugueses e espanhóis na Ponte do Guadiana contra a introdução de portagens na A22 registou uma fila de 3 km e foi acompanhado por dezenas de elementos da GNR e outros tantos da Guardia Civil. Ler+.

sábado, abril 09, 2011

Ecos andaluces em Portugal


Representantes dos partidos políticos espanhóis Izquierda Unida (IU) e Partido Popular de Ayamonte criticaram hoje a decisão do Governo português de portajar a Via Infante, no Algarve, por recearem graves prejuízos económicos para a província de Huelva.

Numa conferência de imprensa conjunta realizada em Ayamonte com elementos da Comissão de Utentes da Via Infante (A22), António Miravent Martín (IU) e José Maria Mayo (PP) consideraram necessário alertar a população espanhola para a necessidade de combater a introdução de portagens na Via Infante, frisando que os efeitos negativos da medida vão sentir-se dos dois lados da fronteira. Ler+

sexta-feira, abril 08, 2011

Rueda de prensa

A Comissão de Utentes da Via do Infante realizou, hoje de manhã, uma rueda de prensa na Casa da Cultura de Ayamonte com amigos espanhóis, representantes de partidos e eleitos locais, e ainda empresários da Andaluzia. A iniciativa mostrou a motivação de nuestros hermanos na solidariedade que irão manifestar amanhã, na grande marcha de protesto do Guadiana, que pretende contestar a introdução de portagens na Via do Infante. O presidente dos empresários onubenses afirmou que, durante um ano, atravessam a ponte internacional do Guadiana cerca de 25 mil camiões espanhóis e cerca de 300 mil turistas provenientes do aeroporto de Faro.

quinta-feira, abril 07, 2011

As lutas sociais dos dois lados do Guadiana


(Clicar sobre as imagens para expandir)

Se tivéssemos uma burguesia empresarial decente, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, mobilizar empresários e trabalhadores contra a injustiça das portagens nas SCUT, como se está a fazer na Andalucía. Se tivéssemos uma imprensa livre de pressões da publicidade e dos jogos do poder económico, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, escrever algo do tipo do que publica o Huelva Información. Temos ainda muito caminho a percorrer na cidadania e na organização social, no Algarve.

Vitória contra as portagens, mas a luta continua


Correndo o risco de inconstitucionalidade, o Governo decidiu adiar a cobrança de portagens previstas para 15 de Abril, entre as quais a da A22 (ver aqui). Contudo, o movimento social contra as portagens na Via do Infante não desmobiliza com esta pequena vitória do adiamento. Ao contrário, alarga-se ao movimento de contestação de empresários e cidadãos/ãs da Andaluzia, que irão participar em força no Protesto de 9 de Abril. Assim se mostra que a luta é de toda a gente, sem fronteiras de língua, contra as injustiças do capitalismo.

quarta-feira, março 30, 2011

Memória do Teatro

O Tó Clareza recordou aqui a experiência da formação teatral que, de certa forma, deu origem ao TAL, Teatro Análise de Loulé. Foi há muitos anos já, mas lembro de ter integrado essa formação, organizada em conjunto pela Câmara de Faro (CMF) e pelo Teatro Laboratório de Faro. Acontece que um funcionário muito zeloso da CML pretendia assistir às sessões de expressão dramática, sem participar claro, contrariando o método da participação total colectiva. Esse motivo fez-me sair, e a mais algumas pessoas, do curso. Mais tarde acabo por assistir à célebre CenaVazia, ali num espaço cultural dos CTT, em Faro, vindo a reencontrar-me com os amigos da actual Casa da Cultura de Loulé e do TAL.