Sempre achei despiciendo falar, aqui, sobre o discurso de ano-novo do presidente. O que é que isso interessa à pátria? O presidente fez o seu papel de actor: deu uma no cravo e outra na ferradura. O que é hilariante é ver nisso um paradigma ideológico de co-habitação, no qual o presidente marca a agenda do governo. E logo aponta os resultados, como a imagem de marca do paradigma de 2007. Acho que ainda há muita gente que não percebeu nada do que se passou nas eleições presidenciais. Arme-se o burro à medida do dono, pois.
terça-feira, janeiro 09, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
As formas e os actos da morte
Sobre a guerra os gregos diziam: Ares é imparcial, mata os que matam. Hoje o povo diz: quem com ferro mata com ferro morre; isto é, quem horrorosamente mata horrorosamente morre. Nestas afirmações não há o mínimo vislumbre de quaquer idéia conveniente (preconceito) de piedade acerca da morte. A barbaridade não está na forma de matar, está no matar.
José Neves sobre a morte de Saddham. Ler aqui.domingo, janeiro 07, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
Novidades do novo ano III
Mais coisas boas deste novo ano:5. O prazer das manhãs em Quarteira. Vazia dos barulhos das gentes de verão, ali ao lado do forte novo. Olhar o mar cheio de azul, entre aquelas duas linhas horizontais tão definidas, onde às vezes passam bateiras e alguns atuns roazes. O sol quente, muito quente na pele, apesar do fresco da sombra.
6. As crónicas de Machado de Assis, na obra ali citada. Humor verrinoso e culto. A desgraça de um Brasil empoleirado nos mimetismos europeus do Rio, o tal sobre o qual escreveu também Ruy Castro.
6. As crónicas de Machado de Assis, na obra ali citada. Humor verrinoso e culto. A desgraça de um Brasil empoleirado nos mimetismos europeus do Rio, o tal sobre o qual escreveu também Ruy Castro.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Novidades do novo ano II
Mais coisas satisfatórias neste princípio de ano.
3. A leitura de Patagónia Express, de Luís Sepúlveda. Já li muitas das obras deste autor chileno. Mas as primeiras palavras do autor de O Velho que lia Romances de Amor deixa logo a ideia de estarmos perante um livro crítico da memória. Luís Sepúlveda discorre sobre as descobertas românticas da adolescência com o seu olhar actual, adulto e maduro. Ganhámos de dois lados. Conhecemos a juventude com os olhos do saber actual e conhecemos o presente com o corpo das vivências passadas.
4. Os jardins de inverno de Pacheco Pereira. Fotos do autor e de leitores, enviadas de muitos pontos do globo, publicadas no Abrupto. Vá ver.
3. A leitura de Patagónia Express, de Luís Sepúlveda. Já li muitas das obras deste autor chileno. Mas as primeiras palavras do autor de O Velho que lia Romances de Amor deixa logo a ideia de estarmos perante um livro crítico da memória. Luís Sepúlveda discorre sobre as descobertas românticas da adolescência com o seu olhar actual, adulto e maduro. Ganhámos de dois lados. Conhecemos a juventude com os olhos do saber actual e conhecemos o presente com o corpo das vivências passadas.
4. Os jardins de inverno de Pacheco Pereira. Fotos do autor e de leitores, enviadas de muitos pontos do globo, publicadas no Abrupto. Vá ver.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Novidades do novo ano
Irei colocando, aqui, algumas das novidades deste princípio de ano que me têm dado alguma satisfação. Sem qualquer ordem cronológica ou arrumação hierárquica:
1. O filme Babel. Belo, dinâmico, uma rede de narrativas sobre a discriminação e o estereótipo. Feito por um mexicano sobre o seu país e outros países amados. E com um Brad Pitt cheio de rugas. Notável.
2. O blogue de Marta Rebelo (LINHA.DE.CONTA). Suave, fresco, bem escrito. Saúda-se. Vá lá clicar na palavra sublinhada.
1. O filme Babel. Belo, dinâmico, uma rede de narrativas sobre a discriminação e o estereótipo. Feito por um mexicano sobre o seu país e outros países amados. E com um Brad Pitt cheio de rugas. Notável.
2. O blogue de Marta Rebelo (LINHA.DE.CONTA). Suave, fresco, bem escrito. Saúda-se. Vá lá clicar na palavra sublinhada.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
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