quinta-feira, abril 06, 2006

Microtextos [1]

ETA e Zapatero. Os protestos do Partido Popular espanhol (PP), sobre as negociações do governo espanhol com a ETA para uma declaração de paz, não se remetem à aludida negociação sem entrega de armas e assunção de arrependimento. O que o PP não esperaria é que o governo espanhol conseguisse um cessar-fogo sem mortes, que prossegue a ausência de mortandade que dura há três anos. E que é o primeiro passo para uma negociação concertada sobre a presença identitária das muitas nações de Espanha, em regime de reciprocidade. Talvez o PP quisesse desenvolver uma política à administração americana: primeiro faz-se a guerra preenptiva; porque com os terroristas não se negoceia.

quarta-feira, abril 05, 2006

O Arade ali em Silves

A ler, com muita atenção, o texto do António Baeta Oliveira sobre o rio Arade. Para perceber para que é que o rio tem servido nos últimos cinco anos. E para assinar a petição online que se divulga aqui (não esqueça de, em vez de País/Cidade, escrever BI, data e arquivo).

segunda-feira, abril 03, 2006

Nunca mais são 23 horas

Romaromaromaromaromaromaromaromaromaromaromaroma
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Roma

Pode o rio Arade ser um deserto que doa a alma?

Senhores(as):
O Rio Arade, no Algarve, tem sido nos últimos anos largamente referido nos órgãos de comunicação social, não só pelos seus atributos ambientais e turísticos, como pelo importante papel que sempre desempenhou no desenvolvimento local, ao longo da história. A sua revitalização e desassoreamento são velhos sonhos e reivindicação das populações ribeirinhas, de Silves a Portimão. De há dez anos para cá que se multiplicam os esforços para que o desassoreamento, despoluição e revitalização das margens do Arade sejam uma realidade. Visitas e declarações públicas favoráveis de membros do governo (de todos os partidos, assinale-se), presidentes da república, e outros, pouco ou nada adiantaram. Projectos (2), estudos de impacte ambiental,verbas consignadas em sede de PIDDAC, de tudo já houve. Numa altura em que se discute e se pretende a revisão do novo PROT para a região algarvia, sobre o Arade nada fica claro no referido documento.Os algarvios, sobretudo os que habitam nos concelhos ribeirinhos (Silves, Lagoa, Monchique e Portimão), começam a estar fartos de tantas promessas e dispêndio de dinheiros públicos, até agora inconsequentes. Por isso, os abaixo-assinados, endereçam esta petição pública ao Governo, Assembleia e Presidente da República, IPTM e CCDRAlgarve para que, de uma vez por todas, assumam as suas responsabilidades e posições públicas levando por diante aquilo que é, por todos, considerado um importante projecto de desenvolvimento regional.
Sincerely,
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153 assinaturas! É pouco, muito pouco para um rio que fez tanto por nós! Assine aqui.

Por este rio acima [6]

«É o que o rio Arade é hoje em dia: um reles fio de água, silvas, lodos, porcaria. Matar o Arade é matar a cultura árabe. Exagero? Sem o Arade o que cantariam os poetas de Silves? Não foi o deserto que os encantou! O deserto é o destino dos desterros de Silves, terra do rio e das águas santas que nunca se esquecem.
Pode o rio Arade ser um deserto que doa a alma?»
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(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")

domingo, abril 02, 2006

Por este rio acima [5]

«Muito, muito mais tarde desci o rio, de canoa. Foi ele que me levou rio abaixo até às velhas fontes de Estômbar. E no dia seguinte me transportou rio acima até à cidade de Silves. Depois, passei debaixo da ponte e terminei no pego fundo, onde em tempos idos tinha mergulhado de cima duma velha nogueira marginal. Para lá dela a canoa não passava: um reles fio de água, silvas, lodos».
Campanha pelo Desassoreamento e Despoluição do Rio Arade - Algarve
(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")

sábado, abril 01, 2006

Por este rio acima [4]

«Com esta brincadeira fiquei dois anos em Silves e se escolhi jogar futebol no Silves Futebol Clube foi também por culpa do rio. Nos treinos sentia o cheiro das águas, as mesmas que corriam até à minha casa e que me encontravam no dia seguinte, de manhã, quando rumava de novo à cidade. Os meus passeios não ignoravam as ladeiras de calcário ou os pós de grés do castelo, mas os meus passos, inelutavelmente, desciam para aquelas águas curiosas e secretas».
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(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")