domingo, dezembro 18, 2011

Como a cultura se enriquece



Cesária Évora não era ainda conhecida em Portugal. Em Cabo Verde era mais uma das cantoras de bar, ouvida sobretudo pelos turistas das ilhas. Foi nessa altura que estando em Lyon, no âmbito de um projeto de parceria de desenvolvimento ambiental, vi e ouvi a projeção desta mulher de voz doce e pé descalço, cantando entre cigarros e copos de uísque. Na FNAC da cidade comprei esse memorável CD de 1997, prosaicamente chamado "Cabo Verde", a sua terra sempre. Sôdade, portanto. Também para Vaclav Havel, cidadão checo e do mundo, que nos deixou.

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