Não, as praias dos Alteirinhos e do Carvalhal já não são paraísos para ninguém. A não ser para quem traz a vida urbana onde viveu todo o ano para as areias da costa. Bom, de qualquer maneira os percebes e o mexilhão, que apanhei para o manjar, estavam supimpas.
sexta-feira, agosto 21, 2015
domingo, agosto 16, 2015
desenvolvimento à beira mar
Em Mira há vinte e três anos as estradas florestais tinham carros de bois carregando milho. Hoje estão cheias de carros de emigrantes e de turistas espanhóis.
quarta-feira, julho 29, 2015
O IKEA a criar empregos em Loulé
A avaliar pela campanha intermitente de marketing, o IKEA já deve ter criado 15 mil empregos na sua nova instalação junto do Parque das Cidades em Loulé/Faro (ler + no «sul informação»). Razão tinha eu, quando escrevi no «barlavento» que se tratava de um case study do capitalismo global (não há outro capitalismo!). Para não vos maçar mais com análises já feitas, deixo-vos aqui o que escrevi (ler+).
domingo, julho 26, 2015
Olha, golfinhos!
A costa do Algarve era o caminho habitual para a navegação do atum, do roaz corvineiro e de espécies semelhantes. As empresas capitalistas do século XVIII instalaram-se em tudo o que era baía e praia acessível, com as companhas das almadravas atuneiras sedimentadas nas areias e nos arraiais durante meses a fio. O aquecimento das águas e a captura excessiva de atuns obrigou-os a correr a desova noutros mares e paragens. Por ora, avistam-se os golfinhos em grupos mais ou menos numerosos, à volta dos cardumes de carapau e sardinha ou juvenis de outras espécies, com os pais a ensinarem os filhos a pescar a safra diária. Em frente da costa algarvia, na península do Ancão, a espécie tem demonstrado a sua proximidade e afetividade a cada um de nós, por estes dias mais quentes de sueste (ver+).
sexta-feira, julho 24, 2015
segunda-feira, abril 13, 2015
Fotomaton & Vox
De dentro para fora, veem-se
as tílias com a lagoa ao fundo. Talvez seja de tarde, pois o sol reflete sobre
a copa das árvores e deixa brilhar a sombra no contorno da luz. Há uma mesa e
quatro cadeiras, ou talvez três, pois o meu assento é um banco que se leva ao
ombro. Sobre a mesa não deve estar já Fotomaton
& Vox, a obra antiga e atual de Herberto Helder, que levei naqueles
dias de sol, capa dura e sombria, lembrando terra castanha com sulcos de raiva.
Provavelmente o livro está comigo, junto da câmara que fotografou o momento de
abril.
[em atualização]
quarta-feira, abril 01, 2015
Metoposaurus algarvensis
Sim, a boca dela parece uma sanita, capaz de engolir tudo, em disputa com crocodilos e outros anfíbios. A sua ossada foi descoberta aqui próximo, no concelho de Loulé (local desconhecido), num antigo lago de há alguns milhões de anos. A salamandra gigante (para os tamanhos que hoje conhecemos) vai permitir colocar o Algarve na rota da ciência paleontológica a nível mundial. Daí a designação de metoposaurus algarvensis, para a bela salamandra. Ver aqui a referência científica. E ler a notícia que dá o Observador.
sábado, março 28, 2015
Tolerância religiosa
Já há algum tempo que gostaria de ter escrito aqui o exemplo de ecumenismo, ou poderia dizer de tolerância religiosa, dado pela Câmara de Loulé ao anunciar, na sua Agenda mensal, as liturgias de confissões religiosas que não as católicas. Cumpre-se assim o dever de aceitar e divulgar, ao mesmo nível, as orientações de pendor religioso dos municípes, tal como regula a Constituição, que define o estado laico e a aceitação da diversidade religiosa. Pena que outras instâncias, a começar pela escola pública, não o façam, mantendo a disciplina de Educação Moral e Religiosa, apenas entregue à confissão católica.
quarta-feira, março 25, 2015
Herberto Helder
BICICLETA
Lá vai a bicicleta do poeta em direcção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais —
lá vai o poeta em direcção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor, aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direcção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direcção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
Herberto Helder, excerto de Cinco Canções Lunares
Lá vai a bicicleta do poeta em direcção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais —
lá vai o poeta em direcção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.
O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor, aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.
De pulmões às costas, a vida é para sempre
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.
Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direcção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.
Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direcção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.
Herberto Helder, excerto de Cinco Canções Lunares
terça-feira, março 24, 2015
Julgamento de Rafael Marques
Rafael Marques é um jornalista angolano conhecido como ativista de
direitos humanos. A sua obra Diamantes de Sangue serviu para denunciar
os atropelos e crimes praticados nas regiões diamantíferas do norte de
Angola, no qual acusa a nomenklatura do poder angolano de participação
nas afrontas cometidas. Por causa disso começa hoje a ser julgado em
tribunal de Angola, correndo o risco inculcado em quem afronta os
poderosos. A editora Tinta da China, chancela onde editou a sua obra
disponibiliza o download gratuito como forma de apoio a este jornalista,
abandonado também pelo estado português. Ler aqui. Pode assinar a petição da Aministia Internacional aqui.
Etiquetas:
literatura,
movimentos sociais,
política internacional
segunda-feira, março 23, 2015
Alisuper: a mentira da economia
Já lá vão três anos. A CUVI, Comissão de Utentes da Via do Infante, preparava a receção ao ministro da economia. Álvaro Pereira, vinha inaugurar a loja do Alisuper ali no paraíso da elite em Vale do Lobo/Loulé. Depois das falências do grupo e do desemprego o ministro anunciava o arranque do grupo, com dinheiros privados do empresário Nogueira. Nessa tarde a nossa tática foi outra. Ao invés de desfraldar os cartazes e as palavras de ordem, e aguentar os empurrões da polícia e dos seguranças, armamo-nos em democratas para desmascarar uma falsidade da política económica do governo de direita, que mantinha as portagens na Via do Infante.
Bem dito, bem feito!. Passaram uns anos e no sábado, o Expresso-economia lá trazia as queixas do empresário Nogueira, dono do grupo Alisuper, sem créditos para manter as lojas (a de Olhão fechou há semanas) e a queixar-se que o governo não o apoiou. Surpresa?
sábado, março 21, 2015
A ministra do regime
Ter os cofres cheios e afirmá-lo lembra o velho botas Salazar, que se engrandecia de soberba com as barras de ouro no Banco de Portugal, enquanto o povo passava fome, vivia na miséria e se iluminava de iliteracia. A ministra das finanças herdou a sobranceria ideológica e o desejo do garrote explorador do velho regime fascista. E se dúvidas houvessem bastava escutar as suas paternalistas e bíblicas palavras destinadas aos jovens conservadores da JSD: "vocês são jovens, multiplicai-vos!". É certo que a exploração capitalista precisa de braços para trabalhar. Antes nas fábricas e nos campos, agora nos call center ou na emigração. Solução? Pôr esta gente daqui pra fora.
quinta-feira, março 19, 2015
Zé Francisco, músico do mar do Algarve
O Zé já não me surpreende. Ao ouvir a Rua Fm, no caso o programa Socializar Por Aí (do curso de Educação Social), dei com o 1º álbum do Zé Francisco, velho amigo das lides musicais (Borda d'Água, Entre Aspas, Mare Nostrum, and so on), na sua velha veia de cantautor. O Zé escreve com a alma de pescador da borda dágua, cheio da maresia de Santa Luzia. Para além disso é um grande músico, que herdou as sabedorias dos lídimos instrumentistas do eixo entre Cabanas de Tavira e Fuzeta. O Zeca sabia-o bem.
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
Esquerda radical na Europa
Dá-me alguma satisfação verificar a adjetivação, pouco habitual, de "esquerda radical", para designar um governo da União Europeia. Pois é, a Grécia é governada por um governo de coligação (como é habitual nos países mais desenvolvidos da Europa - como alíás aqueles que a construíram como a conhecemos) que inclui um partido de direita nacionalista. Mas a marca fundamental, o padrão mediático, são dados pelo dito esquerdismo radical, que hoje assinala o caminho a seguir em Portugal, e na Europa, claro (ler aqui).
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Funcionários de escolas em greve em Loulé
Contra a política de austeridade e roubo do trabalho, os funcionários não docentes das escolas fizeram hoje greve. A Escola Duarte Pacheco em Loulé (2º e 3º ciclos do EBásico) fechou hoje portas, deixando na rua a comunidade escolar. Há muito tempo que isso não acontecia naquela escola e é muito bom sinal. Para se perceber que a escola não tem funcionários que cheguem para tantos alunos (o rácio deve ser 1 por 200 alunos?), quer seja para apoio às salas de aulas, docentes e corredores, quer seja para recreio, controlo e educação controlada por pares. Para além da falta de funcionários, convém saber que o vencimento médio dos funcionários é de cerca de 500 euros. Por isso há que exigir do governo (e das câmaras, já agora) medidas importantes e decisivas neste assunto.
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
Mais um ano de blog
Mais um ano deste blog, que começou com o nome de Contrasenso, título de uma crónica que mantinha na altura no jornal A Voz de Loulé (há quanto tempo!), no servidor do Sapo. Meses depois e após muitos posts mudei para o servidor do Blogger, onde ainda aqui está, por ora com o meu nome. Portanto, feitas as contas, são 11 anos desde o dia 19 de fevereiro de 2004, e assim entro no 12º ano da blogosfera.
domingo, fevereiro 15, 2015
O Rendez-Vous do Rock
A RTP2 (o melhor canal de televisão em Portugal) passou ontem um documentário sobre o célebre Rock Rendez Vous (RRV), o mítico espaço lisboeta da música moderna portuguesa. Nos finais dos anos 80 andei por estes caminhos, com os Entre Aspas, que também participaram num dos concursos posteriores que a Câmara de Lisboa organizou após o ocaso do RRV. O documentário mostra, sem os alardes e vícios da nova filmografia documental, como aquele sítio foi o estímulo decisivo para o que se ouve hoje na música em Portugal. Aplausos.
4 notas que subscrevo sobre o Tempo de Avançar
Rui Bebiano escreve algumas notas sobre a candidatura cidadã Tempo De Avançar (TdA), a partir do seu olhar na convenção fundadora a 31 de janeiro passado. Poderei estar de acordo e subscrever as suas ideias, simples, mas decisivas para que as esquerdas (sim, no plural) possam, finalmente, ter e desenvolver uma ideia e uma prática de convergência nas eleições e no poder de governação.
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Homenagem a José Cavaco Vieira
A Federação do Folclore Português homenageou, no passado dia 8 de fevereiro, alguns dos mais lídimos representantes do folclore algarvio. O Grupo Folclórico de Alte, na pessoa do seu diretor Joaquim Figueiredo, solicitou-me um trabalho de homenagem a José Cavaco Vieira, fundador e diretor do GFA, falecido em 2002. O resultado foi um vídeo com imagens e texto em voz-off que pode ser lido abaixo:
Nasceu na aldeia de Alte, no concelho de Loulé, no ano de 1903.No palco da sua juventude, representou as peças do Grupo Dramático Altense e nos concertos e serenatas ilustrou-se no violino e na guitarra portuguesa, no Grupo Musical Altense.Quando rumou a Lisboa, decidiu tirar o curso de guarda-livros e aprendeu as línguas da correspondência internacional, o francês e o inglês, os saberes que permitiram o seu excecional trabalho profissional de mais de 30 anos, na Caixa de Crédito Agrícola de Alte.De regresso à sua aldeia natal foi eleito para secretário da Junta de Freguesia e mais tarde para seu presidente, durante vários mandatos.Quando em 1938, António Ferro e o Secretariado de Propaganda Nacional lançaram o Concurso da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, ele viu muito mais longe, do que um simples programa de recuperação dos valores etnográficos nacionais.A sua capacidade organizativa levou a aldeia de Alte até à fase final do concurso, destacando a cultura tradicional como trampolim para a defesa da identidade cultural local e como uma forma educativa de participação social e empenhamento coletivo do povo da sua terra.Nos anos 30 e 40 do século vinte, lançou as bases de uma etnografia popular, baseada em princípios científicos sérios de recolha e de divulgação e dotou o Grupo Folclórico de Alte de uma visão educativa que facilitou a transmissão da aprendizagem da memória local.Entre os anos quarenta e noventa do século passado escreveu mais de uma centena de crónicas, primeiro no Boletim Paroquial de Alte e depois no seu célebre Conversando, no jornal Ecos da Serra.Nos seus momentos mais íntimos colocou em telas improvisadas, a pintura que lhe complementava a alma: a natureza agreste, mas benfazeja, as noites de reflexão à luz da lua, as casas brancas e o seu povo, que muito respeitava.Da sua visão artística e ecológica nasceram também algumas obras, que amava muito pessoalmente: a escultura de pedra camoniana da Fonte Grande, e o Cristo de madeira que expõe em sua casa.Até nas coisas mais simples da vida, ele foi sabedor. Respeitava a natureza, as árvores do seu quintal e as coloridas plantas da sua aldeia.Todos os dias passeava junto à ribeira para ver se ela se mantinha livre e vívica como ele gostaria.Cozia a sua fruta e tocava sempre o seu violino antes de dormir, lembrando a sua esposa.Alguém lhe chamou o patriarca de Alte. Ele foi patriarca e matriarca, símbolo vivo e emblema, como lhe chamaram diversos amigos e concidadãos.Ele foi alma e coração de Alte. Todos o ouviam com prazer e escutavam as suas palavras sabedoras e profundas sobre a vida.Recordamo-lo à porta soalheira da sua casa das Valinhas, sentado a comer, deliciado, um cacho de uvas das suas parreiras.Tinha acabado de tocar, no seu violino, “Tens a parreirinha à porta”, cansado do trabalho de gravação de um disco sobre a tradição musical de Loulé.Era fim de tarde de setembro quando percorria, pausadamente, as sombras inclinadas das figueiras e alfarrobeiras, olhando o horizonte prenhe de luz e calor.Acariciou as palhas secas, as uvas brancas e os figos carnudos da figueira onde se deixou fotografar, ao fim do dia, com o seu colete de linho alvo e o seu negro chapeirão.Depois, disse, com a sua sabedoria: “Vamos para casa!”.Morreu num dia de fevereiro de 2002, quando contava 98 anos de idade.No centenário do seu nascimento, em 2003, uma comissão alargada de instituições e personalidades homenageou devidamente a pessoa que hoje aqui também lembramos com amizade: José Cavaco Vieira.
quarta-feira, janeiro 21, 2015
Mais um de literatura camiliana
Pelo vistos não sou só eu que ando a ler
ou a reler Camilo. Coração, Cabeça e Estômago (atenção que é apenas o título da
obra) esteve na minha mesa de cabeceira mais de 5 anos, acho. Não se preocupem
que fui limpando o pó. A edição tem alguns anos, é da Europa-América e como é
sabido não tem data. Como gosto da sátira de Camilo (e desculpem os
queirosianos, mas de Eça, só as obras menos conhecidas, vulgo, As Cartas de
Inglaterra), o livro foi ficando parado, ali a modos que à espera do radicalismo
de Silvestre da Silva. Aconteceu agora com a leitura do último soneto em honra
de D. Catarina Balsemão e Bocage. E como diz o editor: “Bem se vê que o soneto
era o da morte. Um grande merecimento tem ele: é ser o último”.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







.jpg)
