quinta-feira, abril 21, 2011

Chuva na esplanada

Chuva, muita chuva, na esplanada de um bar.

quarta-feira, abril 20, 2011

Luzalgarve sem portagens, claro!




Uma paragem de alguns dias no barlavento do Algarve. Praia da Luz, local de lazer da adolescencia e de trabalho adulto na energia solar em vivendas da burguesia rica inglesa. Desta vez, gozando os dias dificeis da classe media, mesmo sem portagens na Via do Infante. (escrito em teclado de ecra Magalhaes e sem acentos)

sexta-feira, abril 15, 2011

Da casa para a rua

Aí está, mais uma vez, a blogosfera (agora esquecem-se dela, em troca das redes sociais) a marcar a agenda de discussão política. Em tempos, conhecemos muitas transferências do éter da escrita teórica isolada e do pensamento mais ou menos crítico para a acção política, na vida partidária ou nos movimentos sociais. Por agora, queria chamar-vos a atenção para o programa de revolta social do João Martins (um dos seus posts deu origem a uma excelente troca de opiniões com Vitor Aleixo) e para a ida futura de Francisco José Viegas para a próxima Assembleia da República. Não tenham medo, não tenham nenhum medo! (link)

quinta-feira, abril 14, 2011

Ramos Rosa


Um dos nossos grandes poetas, marcado sempre pela solaridade do sul e pela cintilação das estrelas que flamejam nas açoteias foi, esta tarde, mais uma vez partilhado connosco na apresentação do seu último livro, na reitoria da Universidade do Algarve. A obra chama-se Prosas seguidas de Diálogos, publicada pela 4Águas, editora algarvia da responsabilidade do poeta Esteves Pinto, que referiu o trabalho de edição. A minha colega Adriana Nogueira deu uma magnífica aula aos seus alunos, através das referências greco-latinas do poeta, lendo e animando alguns dos excelentes excertos do livro. Indispensável o complemento da curta metragem de Adão Contreiras, numa visão directa, presente e crua do poeta desnudado em sua casa.
Que importa que as vozes dos senhores continuem sempre soberanas, sempre fluentes, sempre totalitárias? A grande revolução não será feita pelas palavras deles mas quando o silêncio impregnar as palavras para que nelas transpareça o que está para além das palavras. Sim, nós não sabemos ainda, ainda não começámos sequer. Apenas sabemos que a metamorfose do silêncio mudará o mundo, porque o mundo deixar-se-á ver tal qual ele é, e nós seremos outros. (p. 10)

quarta-feira, abril 13, 2011

Movimentos sociais em sintonia

Os movimentos sociais tendem a ser solidários e cruzados entre si. As redes sociais físicas que se vão, obrigatoriamente, estabelecendo nos processos de luta e de mudança, aproximam os indivíduos colectivos que compõem as suas dinâmicas. A prova está no excerto abaixo, que mostra o apoio dado pelo movimento Geração à Rasca, do Algarve, ao movimento contra as portagens na Via do Infante. Excelente notícia:

A nível regional, e sem pretender “protagonismos, nem nomear líderes” os promotores do movimento geração à rasca no Algarve apoiam a iniciativa cívica contra as portagens na Via do Infante, mas também querem incentivar a participação no governo autárquico, "através de uma maior participação dos cidadãos nas assembleias municipais e de freguesia". [ler+]

terça-feira, abril 12, 2011

Pressão na Andaluzia contra portagens na A22

Como se esperava, a mobilização dos utentes andaluces para a luta contra as portagens constitui um facto decisivo para a resolução deste problema, ou seja, a sua suspensão definitiva. Após a grande marcha de protesto do passado sábado, 9 de abril, os partidos na Andaluzia estão a tomar posições de pressão com vista ao mesmo objectivo do Movimento de Luta algarvio. Ora leiam:

El Partido Popular ha registrado una moción de urgencia en la Diputación Provincial de Huelva para tratar de impedir que Portugal establezca el cobro de un peaje a más de 400.000 turistas y 300.000 transportistas que transitan por la A-22, autovía que enlaza la Costa de Huelva y el Algarve luso [ler+].
El PSOE va a presentar una Proposición No de Ley (PNL) en el Congreso de los Diputados al objeto de que el Gobierno realice las gestiones correspondientes para trasladar al Ejecutivo portugués "la inconveniencia" de poner en marcha un peaje en la autovía A-22 de Portugal [ler+].

Nobre contra portagens, no PSD

foto: AAlmeida

Fernando Nobre, que tem feito da cidadania a sua bandeira política, será o cabeça de lista do PSD por Lisboa (link). A mim nunca me convenceu. Mais ainda quando, em conjunto com o meu amigo Almeida o questionámos sobre a sua posição quanto às portagens na Via do Infante. Na altura, no mercado de Faro, em campanha eleitoral, o actual candidato à presidência da Assembleia da República (PSD dixit), foi claro: sou a favor da solidariedade nacional e por isso sou a favor das portagens no Algarve. Está tudo dito!

segunda-feira, abril 11, 2011

domingo, abril 10, 2011

Três questões à marcha do Guadiana

Estas três imagens respondem a algumas questões colocadas à marcha de Protesto do Guadiana:
i) A presença dos nossos companheiros da Andalucía, plasmada na presença e no discurso jovem, moderno e socialmente interventivo de Antonio Rodriguez, alcalde de Ayamonte, mostra que a luta interessa aos dois lados da fronteira coletável. Sem a passagem gratuita dos europeus que circulam na ponte internacional, a economia do Algarve estiolará muito em breve e o desemprego no sul de Espanha vai piorar em escala perigosa.
ii) A presença de Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim, entre outros presidentes e ex-presidentes que já compareceram nas marchas anteriores, só acentua a obrigação dos autarcas algarvios assumirem de vez a sua oposição à cobrança de taxas na Via do Infante; para isso foram eleitos.
iii) O movimento também se faz de convívio, coesão e consciência social e nada como umas caracoletas para justificar a adesão algarvia ao protesto social.

Algarvios e andaluces na mesma luta

O protesto que hoje uniu automobilistas portugueses e espanhóis na Ponte do Guadiana contra a introdução de portagens na A22 registou uma fila de 3 km e foi acompanhado por dezenas de elementos da GNR e outros tantos da Guardia Civil. Ler+.

sábado, abril 09, 2011

Ecos andaluces em Portugal


Representantes dos partidos políticos espanhóis Izquierda Unida (IU) e Partido Popular de Ayamonte criticaram hoje a decisão do Governo português de portajar a Via Infante, no Algarve, por recearem graves prejuízos económicos para a província de Huelva.

Numa conferência de imprensa conjunta realizada em Ayamonte com elementos da Comissão de Utentes da Via Infante (A22), António Miravent Martín (IU) e José Maria Mayo (PP) consideraram necessário alertar a população espanhola para a necessidade de combater a introdução de portagens na Via Infante, frisando que os efeitos negativos da medida vão sentir-se dos dois lados da fronteira. Ler+

sexta-feira, abril 08, 2011

Rueda de prensa

A Comissão de Utentes da Via do Infante realizou, hoje de manhã, uma rueda de prensa na Casa da Cultura de Ayamonte com amigos espanhóis, representantes de partidos e eleitos locais, e ainda empresários da Andaluzia. A iniciativa mostrou a motivação de nuestros hermanos na solidariedade que irão manifestar amanhã, na grande marcha de protesto do Guadiana, que pretende contestar a introdução de portagens na Via do Infante. O presidente dos empresários onubenses afirmou que, durante um ano, atravessam a ponte internacional do Guadiana cerca de 25 mil camiões espanhóis e cerca de 300 mil turistas provenientes do aeroporto de Faro.

quinta-feira, abril 07, 2011

As lutas sociais dos dois lados do Guadiana


(Clicar sobre as imagens para expandir)

Se tivéssemos uma burguesia empresarial decente, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, mobilizar empresários e trabalhadores contra a injustiça das portagens nas SCUT, como se está a fazer na Andalucía. Se tivéssemos uma imprensa livre de pressões da publicidade e dos jogos do poder económico, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, escrever algo do tipo do que publica o Huelva Información. Temos ainda muito caminho a percorrer na cidadania e na organização social, no Algarve.

Vitória contra as portagens, mas a luta continua


Correndo o risco de inconstitucionalidade, o Governo decidiu adiar a cobrança de portagens previstas para 15 de Abril, entre as quais a da A22 (ver aqui). Contudo, o movimento social contra as portagens na Via do Infante não desmobiliza com esta pequena vitória do adiamento. Ao contrário, alarga-se ao movimento de contestação de empresários e cidadãos/ãs da Andaluzia, que irão participar em força no Protesto de 9 de Abril. Assim se mostra que a luta é de toda a gente, sem fronteiras de língua, contra as injustiças do capitalismo.

quarta-feira, março 30, 2011

Memória do Teatro

O Tó Clareza recordou aqui a experiência da formação teatral que, de certa forma, deu origem ao TAL, Teatro Análise de Loulé. Foi há muitos anos já, mas lembro de ter integrado essa formação, organizada em conjunto pela Câmara de Faro (CMF) e pelo Teatro Laboratório de Faro. Acontece que um funcionário muito zeloso da CML pretendia assistir às sessões de expressão dramática, sem participar claro, contrariando o método da participação total colectiva. Esse motivo fez-me sair, e a mais algumas pessoas, do curso. Mais tarde acabo por assistir à célebre CenaVazia, ali num espaço cultural dos CTT, em Faro, vindo a reencontrar-me com os amigos da actual Casa da Cultura de Loulé e do TAL.

sábado, março 19, 2011

Protesto contra as portagens na Via do Infante - RTP


A RTP não filmou tudo, mas dá para ver a indignação dos algarvios contra a desfaçatez da introdução das portagens na Via do Infante, pelo governo PS com o apoio do PSD.
(Ver aqui)

Juntar forças contra as portagens


...mais logo se verá!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Conversa barroca sobre tomates

As conversas de café são uma das fontes de inspiração fundamentais para a blogosfera. Não há blogger que o não saiba. São curtas, voyeuristas e anónimas. Alguns dos posts aqui colocados vieram dessa inspiração. Algumas podem mesmo ser colocadas em discurso directo:

Ele (ao telemóvel): Preciso que me substituas as lâmpadas da loja em Lagoa. Agora, que 'eles' puseram as portagens na Via do Infante a partir de 15 de Abril, vamos ter muito mais gente a passar por lá!
A isto se chama um empresário atento, venerando e obrigado ao governo do PS. O capitalismo vive da desgraça dos outros e nada como criar mais crise para inventar alternativas de negócio mais iluminadas. Mas esta conversa (verdadeira) ouvida, hoje em Quarteira, da boca de um empreendedor que também disse ter uma loja em Loulé, obteve um belo remate da companhia que, com ele, partilhava uma fresca cerveja:

Ela (para ele): Por que carga de água é que tenho de ser eu a ir fazer essas compras? Vai tu, que passas o tempo a coçar os tomates!

Verdadeiramente, penso que ela é que os tem no sítio.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

A Costa dos Murmúrios


A Costa dos Murmúrios, 4º livro de Lídia Jorge, tem comigo uma relação de amor-ódio. Explico. Li entusiasmado, assim que foram editados, os seus dois primeiros livros, O Dia dos Prodígios e O Cais das Merendas. A Costa dos Murmúrios deixou o contexto barroco do Algarve e entrou na cena problemática das feridas da guerra colonial. A abordagem da autora era muito simbólica e metafórica, como se esperaria, mas os gritos de repulsa da guerra eram ténues e muito femininos. E a narrativa, em duas partes, perdia-se em rodriguinhos de muito pensamento, sem base de ação que a suportasse. Por isso o livro ficou parado, ali a páginas cinquenta, durante muitos anos na minha estante. Por estes meses, e em tempo de comemorações louletanas, vinte anos após (os mesmos que separam a noiva Evita, da narradora Eva Lopo) peguei e larguei o livro, de novo. Terceira tentativa, por culpa do filme homónimo da Margarida Cardoso, que esquece as memórias adultas de Eva Lopo, e filma cruamente a ação colonial dos anos 60. E acrescenta o que faltava no livro: uma crítica simbólica mas expressionista da guerra, que matou e feriu muita gente dos dois lados da barricada. Talvez fosse preciso esperar pelo século XXI para olhar de outra forma A Costa dos Murmúrios e para me obrigar a terminar a leitura da obra.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Que fazer com os aniversários?

O tempo passa, e à medida que envelhecemos vamos deixando as comemorações e os aniversários para os mais novos. É o caso deste blogue, que se esqueceu de anunciar que no passado dia 19 de fevereiro fez 7 aninhos na blogosfera.