A Comissão de Utentes da Via do Infante realizou, hoje de manhã, uma rueda de prensa na Casa da Cultura de Ayamonte com amigos espanhóis, representantes de partidos e eleitos locais, e ainda empresários da Andaluzia. A iniciativa mostrou a motivação de nuestros hermanos na solidariedade que irão manifestar amanhã, na grande marcha de protesto do Guadiana, que pretende contestar a introdução de portagens na Via do Infante. O presidente dos empresários onubenses afirmou que, durante um ano, atravessam a ponte internacional do Guadiana cerca de 25 mil camiões espanhóis e cerca de 300 mil turistas provenientes do aeroporto de Faro.
sexta-feira, abril 08, 2011
quinta-feira, abril 07, 2011
As lutas sociais dos dois lados do Guadiana

Se tivéssemos uma burguesia empresarial decente, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, mobilizar empresários e trabalhadores contra a injustiça das portagens nas SCUT, como se está a fazer na Andalucía. Se tivéssemos uma imprensa livre de pressões da publicidade e dos jogos do poder económico, talvez fosse possível, em tão pouco tempo, escrever algo do tipo do que publica o Huelva Información. Temos ainda muito caminho a percorrer na cidadania e na organização social, no Algarve.
Vitória contra as portagens, mas a luta continua
Correndo o risco de inconstitucionalidade, o Governo decidiu adiar a cobrança de portagens previstas para 15 de Abril, entre as quais a da A22 (ver aqui). Contudo, o movimento social contra as portagens na Via do Infante não desmobiliza com esta pequena vitória do adiamento. Ao contrário, alarga-se ao movimento de contestação de empresários e cidadãos/ãs da Andaluzia, que irão participar em força no Protesto de 9 de Abril. Assim se mostra que a luta é de toda a gente, sem fronteiras de língua, contra as injustiças do capitalismo.
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quarta-feira, março 30, 2011
Memória do Teatro
O Tó Clareza recordou aqui a experiência da formação teatral que, de certa forma, deu origem ao TAL, Teatro Análise de Loulé. Foi há muitos anos já, mas lembro de ter integrado essa formação, organizada em conjunto pela Câmara de Faro (CMF) e pelo Teatro Laboratório de Faro. Acontece que um funcionário muito zeloso da CML pretendia assistir às sessões de expressão dramática, sem participar claro, contrariando o método da participação total colectiva. Esse motivo fez-me sair, e a mais algumas pessoas, do curso. Mais tarde acabo por assistir à célebre CenaVazia, ali num espaço cultural dos CTT, em Faro, vindo a reencontrar-me com os amigos da actual Casa da Cultura de Loulé e do TAL.
sábado, março 19, 2011
Protesto contra as portagens na Via do Infante - RTP

A RTP não filmou tudo, mas dá para ver a indignação dos algarvios contra a desfaçatez da introdução das portagens na Via do Infante, pelo governo PS com o apoio do PSD.
(Ver aqui)
(Ver aqui)
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Conversa barroca sobre tomates
As conversas de café são uma das fontes de inspiração fundamentais para a blogosfera. Não há blogger que o não saiba. São curtas, voyeuristas e anónimas. Alguns dos posts aqui colocados vieram dessa inspiração. Algumas podem mesmo ser colocadas em discurso directo:
Ele (ao telemóvel): Preciso que me substituas as lâmpadas da loja em Lagoa. Agora, que 'eles' puseram as portagens na Via do Infante a partir de 15 de Abril, vamos ter muito mais gente a passar por lá!A isto se chama um empresário atento, venerando e obrigado ao governo do PS. O capitalismo vive da desgraça dos outros e nada como criar mais crise para inventar alternativas de negócio mais iluminadas. Mas esta conversa (verdadeira) ouvida, hoje em Quarteira, da boca de um empreendedor que também disse ter uma loja em Loulé, obteve um belo remate da companhia que, com ele, partilhava uma fresca cerveja:
Ela (para ele): Por que carga de água é que tenho de ser eu a ir fazer essas compras? Vai tu, que passas o tempo a coçar os tomates!
Verdadeiramente, penso que ela é que os tem no sítio.
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
A Costa dos Murmúrios

A Costa dos Murmúrios, 4º livro de Lídia Jorge, tem comigo uma relação de amor-ódio. Explico. Li entusiasmado, assim que foram editados, os seus dois primeiros livros, O Dia dos Prodígios e O Cais das Merendas. A Costa dos Murmúrios deixou o contexto barroco do Algarve e entrou na cena problemática das feridas da guerra colonial. A abordagem da autora era muito simbólica e metafórica, como se esperaria, mas os gritos de repulsa da guerra eram ténues e muito femininos. E a narrativa, em duas partes, perdia-se em rodriguinhos de muito pensamento, sem base de ação que a suportasse. Por isso o livro ficou parado, ali a páginas cinquenta, durante muitos anos na minha estante. Por estes meses, e em tempo de comemorações louletanas, vinte anos após (os mesmos que separam a noiva Evita, da narradora Eva Lopo) peguei e larguei o livro, de novo. Terceira tentativa, por culpa do filme homónimo da Margarida Cardoso, que esquece as memórias adultas de Eva Lopo, e filma cruamente a ação colonial dos anos 60. E acrescenta o que faltava no livro: uma crítica simbólica mas expressionista da guerra, que matou e feriu muita gente dos dois lados da barricada. Talvez fosse preciso esperar pelo século XXI para olhar de outra forma A Costa dos Murmúrios e para me obrigar a terminar a leitura da obra.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Que fazer com os aniversários?
O tempo passa, e à medida que envelhecemos vamos deixando as comemorações e os aniversários para os mais novos. É o caso deste blogue, que se esqueceu de anunciar que no passado dia 19 de fevereiro fez 7 aninhos na blogosfera.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Intendência livre
Atrás de tempos, tempos vêm. Reuniões, muitas, por causa da luta contra as portagens do nosso descontentamento, leituras, livros e livros sobre a mesa, como o pão, livros em caixotes separados por assunto, contexto algarvio, revolução de Abril, educação popular. Tese, mais uma, sempre aberta a outras buscas, tão interessantes quanto ela. Escrita, quase 25000 caracteres, difíceis como em qualquer outro conto, quase sempre feita olhando o mar, ainda frio e revolto na praia, vento.quarta-feira, dezembro 01, 2010
Cultura popular em Alte

Amigos e amigas:
A Câmara Municipal de Loulé e Adão Contreiras e Helder Raimundo convidam-te para estares presente na Sessão de Cultura Popular "Do Sol e da Terra", que irá decorrer em Alte, no próximo sábado, 4 de dezembro, a partir das 16.30h no Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte.
A sessão inclui a apresentação, a cargo de Helder Raimundo, do segundo livro da poeta popular Albertina Coelho Rodrigues, de Paderne, que recitará poemas da obra e alguns inéditos e fará uma sessão de autógrafos.
Na segunda parte será apresentado, pela primeira vez ao público, o filme "Tudo Vai dar em Cantigas" (70'/cor), que aborda a vida, o canto e a dança dos Velhos da Torre, produzido e realizado por Adão Contreiras e Helder Raimundo, que falarão sobre a obra. No final, os presentes poderão conviver com os actores do filme, o casal Sofia Coelho da Silva e Francisco Cabrita Belchior, que estarão connosco.
No intervalo será proporcionada uma degustação de um lanche tradicional, tendo como base o figo, a amêndoa e as ervas campestres.
Contamos com a vossa presença, que muito nos honrará. Até lá!
Adão e Helder.
terça-feira, novembro 30, 2010
Finalmente uma televisão

Finalmente, é uma televisão online algarvia que fura o boicote dos grandes canais de TV do poder. A Digital Mais TV apresenta uma excelente reportagem, com um excelente discurso do Almeida. Em frente pois!
Adenda às 23h:
Adenda às 23h:
Não é para 'embandeirar em arco', mas a pressão exercida sobre a AMAL, a propósito das portagens na Via do Infante, já deu os seus frutos. Da posição de cedência passou a propor a 'desobediência civil'. Ler no Região Sul.
Portanto, a luta continua, agora mais forte!sábado, novembro 27, 2010
Teatro em Loulé

Grande parte deles e delas são meus amigos: actores, cenógrafos, encenadores. Há anos que dão vida à arte de Talma, sempre de forma crítica e na perspectiva das primeiras experiências experimentais com o Teatro Laboratório de Faro, nos idos anos 80. Hoje, estão com uma peça escrita por cá, que conta algumas das histórias de lá, do Amanhecer na Rotunda de Lisboa, no dia 5 de Outubro de 1910. A não perder esta noite, às 21.30h, no Pavilhão do NERA em Loulé, o TAL da Casa da Cultura de Loulé.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Balanço da marcha contra as portagens
A imagem acima, de Luís Forra, mostra um aspecto da Marcha de Protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante, que se realizou esta tarde em Faro. Apesar da comunicação social não saber fazer contas, diminuindo de cerca de 40 para 20 o número de viaturas presentes, o mais importante de tudo foi a participação de activistas de todo o Algarve, de cidadãos que não se conheciam até há um mês atrás, mostrando a capacidade de iniciativa de protesto, de cidadania e de organização que poucos movimentos mostraram, até hoje, no Algarve.Lá estiveram as televisões todas, rádios em direto e vários fotógrafos que, espero, possam furar o boicote que se exerce sobre os movimentos sociais de protesto. Até agora apenas a Lusa mostrou o seu trabalho, que pode ser lido por exemplo aqui. Por ora, apenas a cotovelada em Obama, a presença de Moutinho no jogo em Alvalade e o casamento do príncipe William fazem as notícias do ópio que o povo gosta.
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Adenda da madrugada: reportagem TSF sobre a marcha pode ser ouvida aqui.
Ver fotos no Blog do Almeida.
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Adenda da madrugada: reportagem TSF sobre a marcha pode ser ouvida aqui.
Ver fotos no Blog do Almeida.
Hoje marcho na 125 contra as portagens
Depois da acção-surpresa realizada em Loulé, no Dia da Memória 2010, que obteve o total apoio dos clubes motards do Algarve e a solidariedade de autarcas e dirigentes sindicais (ver manifesto e imagens no blog da Comissão de Utentes), vamos hoje marchar e buzinar contra a introdução de portagens na Via do Infante e contra mais mortes na 125. O que estamos todos e todas a fazer é apenas assumir a nossa cidadania, e por isso a dar a cara pelo nosso protesto contra as injustiças. Sem este movimento social nada poderemos construir, pois é certo que os dirigentes políticos que nos governam país, região e autarquias, não falam a verdade e apenas lhes interessa a submissão dos fracos e dos pobres. Contra isso:A Comissão de Utentes da Via do Infante apela a todos os automobilistas, utentes, associações, empresas e a todos os cidadãos, que estejam contra a introdução de portagens no Algarve, independentemente da requalificação da EN 125, que se manifestem publicamente no próximo dia 26 de Novembro incorporando-se na Marcha da Indignação. O ponto de concentração será na EN 125, Sítio do Arneiro – Faro (em frente à fábrica da Sumol), pelas 17.30 h, com partida marcada para as 18.00 h a caminho da rotunda do Hospital Distrital, nesta cidade.
P'lA Comissão de Utentes da Via do InfanteAntónio Almeida – Loulé, Duarte Santos – Albufeira, Helder Raimundo - Loulé, Inácio Machado – Boliqueime, José Manuel Estevens – Monte Gordo, João Gonçalves Caetano - Portimão, João Nogueira – Almancil, João Vasconcelos – Portimão, Jorge Ramos - Lagoa, José Domingos – Castro Marim, José Ramos – Portimão, Mariette Martinho - Loulé, Mário Matos – Vila Nova de Cacela, Nuno Viana – Tavira, Paula Sotero - Boliqueime, Paulo Aguiar – Luz de Tavira, Regina Casimiro – Loulé, Richard Farr – Albufeira, Rogério Romão – Loulé, Sílvia Portal – Portimão, Tommy – Boliqueime
sábado, novembro 20, 2010
sexta-feira, novembro 19, 2010
Acção-surpresa contra as portagens na Via do Infante

A Comissão de Utentes da Via do Infante vai realizar a sua 1ª 'acção-surpresa' contra as portagens na Via do Infante, amanhã, sábado, dia 20, em Loulé, com concentração pelas 11h00, junto do Convento de S. António (na base da Igreja da Mãe Soberana).
A acção de protesto insere-se nas comemorações do Dia da Memória, organizado pelo Governo Civil de Faro e que pretende homenagear as vítimas de sinistralidade rodoviária.
Para não acrescentar mais mortes à morte na EN125, com a introdução de portagens injustas e penalizadoras na Via do Infante, o protesto será feito junto da senhora governadora civil e da comitiva que se deslocará de Faro a Loulé (Igreja da Mãe Soberana).
Contamos com o contributo de todos/as.
A acção de protesto insere-se nas comemorações do Dia da Memória, organizado pelo Governo Civil de Faro e que pretende homenagear as vítimas de sinistralidade rodoviária.
Para não acrescentar mais mortes à morte na EN125, com a introdução de portagens injustas e penalizadoras na Via do Infante, o protesto será feito junto da senhora governadora civil e da comitiva que se deslocará de Faro a Loulé (Igreja da Mãe Soberana).
domingo, novembro 14, 2010
Luta contra as portagens na Via do Infante continua
A assembleia de utentes da Via do Infante, realizada ontem em Loulé, mostrou que a cidadania dos algarvios não está apagada e que se a luta é difícil, há uma motivação crescente para fazer ceder o governo PS, com o apoio tácito do PSD, e retirar a medida de taxar a utilização da Via do Infante. Em breve falarei mais em pormenor desta luta mas, para já, chamo a atenção para esta imagem no blogue do António Almeida. Como a memória é curta, para os governantes!
Adenda (15 novembro):
Adenda (15 novembro):
Ler notícia no Observatório do Algarve que refere algumas das acções previstas de continuidade da luta.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Lição de Massaii a Pássaro
Quando agora se discute a futura lei dos solos, e numa perspectiva crítica para evitar o processo de apropriação e especulação fundiária que rege os diversos solos em Portugal (talvez seja bom dizer que o caso IKEA, em Loulé, é bem exemplo disso), interessa recensear aqui o engenheiro Alexandre Massaii que, nas suas Diligências de 1617, defendia o aproveitamento das terras incultas como forma de produzir riqueza e dinheiro. E mais ainda propunha o humanista, vindo de Itália:
se obriguem os donos das terras a cultivá-las, e quando eles não tenham posse, se lhes preste dinheiro, que se tornará a cobrar em arrendamento das mesmas terras, e, quando os tais donos o não queiram fazer, que as larguem (1)
terça-feira, novembro 02, 2010
Azenhas do Mar
Também no Alentejo, as Azenhas do Mar são local de pescadores, que quando o mar se revolta e enche de vagas os xistos da costa limitam-se a esperar: que o mar se acalme, que as redes se limpem de 'porqueira', que as batatas e os tomates cresçam nas hortas arenosas. Depois, logo se verá como está a lua e as estrelas...
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