sábado, fevereiro 27, 2010
Mais um ano por aqui: o sétimo
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Madeira: um colapso do desenvolvimentismo saloio
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Poema lá fora
Entrúdios
Os cogumelos já se foram,
Diz o senhor Fausto, olhando o renque de pinheiros húmidos.
Dois burros tristes olhando a praça do povo,
Água da natureza derramando folhas na rua 1º de Maio.
Viviane na rua da Saudade, na noite fria da Ursa Menor.
Carnaval confrangedor, de turistas encafuados,
Longe do Entrudo chocalheiro.
São Miguel, Baiona, Odeceixe…
Tempos modernos e românticos,
Lado a lado,
Disputando o futuro.
*
Alentejo, 16 Fevereiro 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
IKEA: Um case study do capitalismo global
Os interesses da empresa sueca IKEA em instalar um empreendimento comercial no concelho de Loulé estão a desenvolver-se claramente como um ‘case study’. Não tanto pela sua propaganda de capital liberal e moderno mas, sobretudo, pelos interesses monopolistas que faz girar à sua volta e pelo séquito capitalista que mobiliza.
Do que se sabe, do plano do gigante do capital sueco, é que pretende instalar um conjunto de centros comerciais em Espanha e Portugal (com o qual não vou perder aqui muito tempo), entre as quais um deles projectado para o concelho de Loulé. Este, segundo os dados e números da empresa, seria uma loja Ikea e um centro comercial InterIkea.
O investimento atingiria entre 200 a 300 milhões de euros e criaria cerca de 3000 postos de trabalho. Não havendo mais nada de concreto – pelo menos na opinião pública – nada se sabe da verdade destes números, designadamente que tipo de emprego criaria.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Os ilícitos jornalistas
Foram meus alunos de Ciências da Comunicação. Não param quietos um segundo. Devoram livros e jornais, escrevem por todo o lado, fazem rádio, curtas, publicam livros. Há tempos andaram pelos blogues e marcaram presença, no Sapo, pela qualidade. Hoje são quase todos jornalistas da imprensa regional. Agora meteram-se numa nova aventura que só podia ter este nome: "Ilícito". Leiam-nos. É só clicar na imagem acima.terça-feira, janeiro 12, 2010
Bensaid

Ler artigo inédito (em português) de Bensaid "Marx e as crises" (link)
sábado, dezembro 05, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
Conto infantil
Era uma vez dois gatos. Um era azul e o outro era cor de laranja. Naquele dia encontraram-se e ficaram muito espantados, por se descobrirem de cores diferentes. Pensavam que todos os gatos eram pretos, ou brancos, ou cinzentos, ou castanhos, mas nunca da cor de cada um deles. Ou mesmo de cor diferente.
Quando se encontraram ficaram amigos, por serem diferentes de todos os outros gatos. E assim combinaram ir para sítios onde pudessem mostrar a todos a sua cor. O gato azul subiu para cima de um telhado muito alto, tão alto que a sua cor se projectava contra o azul do céu, lá ao longe. O gato cor de laranja foi deitar-se sobre uma frondosa laranjeira, carregada de laranjas.
As pessoas que passavam nas ruas e olhavam para o céu azul, bem no alto, não viam gato nenhum. Às vezes confundiam o gato azul com uma estrela gorda, velha e sem brilho, ou mesmo com um estranho planeta de forma muito esquisita. No pomar de laranjeiras as mulheres, que apanhavam laranjas à pressa para vender na beira da estrada ou no mercado de sábado, costumavam agarrar a cabeça ou o rabo do gato cor de laranja, pensando que ele era uma sumarenta laranja. Os meninos da rua, com fome, ou sede, ou fome de brincadeira, agarravam o coitado do gato e levavam-no à boca, assustando-se de seguida, quando o gato miava ou os arranhava.
Foi por tudo isto, que tornava a vida dos dois amigos gatos num inferno, que eles resolveram trocar de lugar. E no outro dia o gato azul foi para cima da laranjeira e o gato cor de laranja subiu ao telhado mais alto da rua, recortada no céu. Nunca mais foram confundidos com laranjas ou estrelas. E cada um percebeu o seu lugar num mundo onde os gatos são pretos, ou brancos, ou cinzentos, ou castanhos.
Helder F. Raimundo
25 Novembro 2004
(conto escrito a partir de narrações sucessivas aos filhos)
sexta-feira, novembro 20, 2009
Leituras obrigatórias
Mudar de Vida é um jornal de cariz popular posicionado à esquerda. Publica artigos e ensaios do campo do pensamento marxista e socialista moderno. Uma leitura a acompanhar com regularidade em papel ou em versão online. Ler aqui.terça-feira, novembro 10, 2009
Uma jogada de mestre
segunda-feira, novembro 09, 2009
Abate de árvores em Loulé
Corre uma discussão acesa sobre o abate de árvores no ‘Hospital da Misericórdia’. No blogues 'Sebastião' e 'MAC Loulé' é possível ler como, muitas vezes, estas questões são diálogos de surdos ou ainda neste caso, uma grande confusão entre os valores naturais e patrimoniais. Seria bom que se lesse um pouco, um poucochinho que fosse, de Lévi Strauss, para se perceber o que é a natureza e o que é a cultura, e sobretudo que elas não se opõem, tendo a ‘cultura’ a obrigação de ser mais responsável pela defesa da biodiversidade, em todos os campos. Para mim, um dos aspectos importantes desta discussão é perceber que o debate participado destes temas deve ser feito antes, e nunca depois, de qualquer acto que ponha em causa a vida cultural de qualquer território. Em tempos fui dos primeiros a escrever sobre o assunto e a pôr em causa opiniões escondidas sobre a questão. Ler o que publiquei neste blog (Abril 2007 e Outubro 2007) e em A Voz de Loulé (Março 2005).
domingo, novembro 08, 2009
O capital é sempre igual
O acidente do viaduto, em Andorra, que vitimou trabalhadores portugueses mostra, sobretudo, que o capitalismo é igual em toda a parte. A morte de cinco trabalhadores e os ferimentos de outros seis é reveladora de como o capital internacional e a competitividade neoliberal das empresas os tratam: mais de 12 horas diárias de trabalho, roubo do descanso semanal e condições perigosas de trabalho. Neste caso não há argumentos de segurança que valham. Acresce que, no caso dos imigrantes portugueses, as suas deslocações regulares entre Portugal e Espanha – por ausência de trabalho no seu país – obrigam a condições psicológicas de trabalho muito mais atentas. Por isso, não vale a pena os sindicatos colocarem os trabalhadores espanhóis como estando numa relação de vantagem sobre os portugueses. O capital trata-os da mesma maneira. Só que, neste caso, os portugueses para além de operários são também emigrantes. Alguns deles não o serão mais.
sábado, novembro 07, 2009
Leitura de blogs
A igreja pode ter os crucifixos nas escolas e até se pode pôr ao lado o emblema do benfica e, em contrapartida as igrejas passam a ostentar em lugar de destaque uma figura do Zé Povinho do Bordalo e, se não for pedir muito, um daqueles objectos decorativos da cerâmica tradicional das Caldas. Isso sim, é que era liberdade e tolerância religiosa [JJS no Contador de Gaivotas]
É claro que se percebe que Freitas julga que precisa de mostrar aos «papalvos algarvios» que é uma pessoa competente e sabedora; quanto mais não seja, para ver se esses mesmos «papalvos» se esquecem de que os piores resultados do seu partido nos recentes actos eleitorais foram alcançados precisamente na região onde ele é o máximo responsável partidário [Lourenço Anes no Calçadão de Quarteira]
muito provavelmente sócrates queria saber junto de vara como é que este conseguiu uma 'pós-graduação' em 'gestão empresarial'(2004) sem ter tirado primeiro a 'licenciatura'... [António Boronha]
sexta-feira, novembro 06, 2009
A acusação dos intelectuais
Crucifixos laicos?
quinta-feira, novembro 05, 2009
Olá Maestro
quarta-feira, novembro 04, 2009
Morreu o último pensador

