quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gente verdadeiramente singular

Um amigo - grande amigo - e alguns conhecidos lançaram a editora Gente Singular. Paradoxo da história, pronunciei-me eu, em tempos aqui no blogue, sobre o autor da minha terra, Teixeira Gomes e a sua ausência nas missões da Faro, Capital da Cultura (FCNC). Tudo isto a propósito do facto do antigo chefe de missão da FCNC, Rosa Mendes, meu colega na Universidade do Algarve, ser agora editor e autor da/na Gente Singular.

sábado, dezembro 08, 2007

Safei-me de boa

Relação do abastecimento que transportei de Ayamonte, no passado dia 1 de Dezembro:
Peixe: camarão, biqueirão, conservas, patés, lulas;
Carne: vaca, porco;
Bebidas: sumo, águas, refrigerantes, leite, iogurtes, vinho, cervejas muitas;
Pequeno-almoço: flocos, pão, queijo, fiambre, capuccino;
Diversos: chocolates, papel higiénico, etc.
Não me lembro de muito mais e não me apetece ir buscar a factura.
Bom, atestei o depósito de gasolina e comprei umas roupas baratas, nas lojas.
Tive pena de não precisar, ainda, de botijas de gás.
Não me cruzei com a ASAE, a governadora civil de Faro ou a polícia. Talvez um dia.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Apontar, apontar...


Depois de muitos blogues no éter, depois de muitas dinâmicas na poesia, nos microcontos, na edição e em tantas coisas mais, Luís Ene está, de novo, em força no seu blog d'apontamentos. Queria destacá-lo esta semana.

Livros de Casimiro de Brito

Casimiro de Brito, poeta louletano, apresenta na Casa Fernando Pessoa, no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 18h, quatro dos nove livros que publicou este ano: Arte de Bem Morrer, Fragmentos de Babel (também apresentado em Loulé), Música Mundi e Através do Ar. Os livros serão apresentados por Fernando J. B. Martinho, Álvaro Manuel Machado, Maria João Cantinho e pelo próprio autor, que nos envia o seguinte poema:

de canto em canto
vou caindo
no charco do silêncio



terça-feira, dezembro 04, 2007

Crónica em «A Voz de Loulé»


A Voz de Loulé entre o papel e a rede

A Voz de Loulé faz hoje 55 anos. O que dizer de um jornal que atravessa a 2ª metade do século XX e já se espraia por um novo? Bom, em primeiro lugar reconhecer que é muito tempo e motivo de satisfação. Devo reconhecer que, ao escrever estas linhas, eu também estou a escrever sobre mim, sobre o meu tempo, pois as nossas idades andam bem mais próximas do que se pensa. É o momento de endereçar os parabéns, a altura em que toda a gente diz que a Voz de Loulé é um marco da terra, um emblema do concelho. Pois é. Mas o jornal é também um daqueles produtos do século passado, uma construção cultural da escrita e da produção de conhecimento literário. Uma tribuna para dar a conhecer a política do estado novo, os melhoramentos da terra, as novas estradas e avenidas, o carnaval, o ciclismo, as remessas de emigrantes, a necrologia dos parentes, os anúncios e editais. Mas, também já o disse aqui, a poesia, a história, o conto. Mais tarde o futebol, a popularização das arengas da bola e dos novos estádios. A Voz de Loulé é isso tudo e, como todas as construções culturais, um produto em trânsito e dilema. Hoje, é um jornal que se constrói a si próprio, com a participação de amigos e colaboradores, página a página. Se carece de reportagem e de notícias, ele enche-se de crónicas e de comentários, colunas sociais, políticas e fiscais. Se necessita de tratamento de notícia, ele permeia-se de opinião e de entrevista. É o resultado do seu tempo e do seu lugar.

Passaram 55 anos. E, na verdade, se exceptuarmos a cor e uma maior parafernália fotográfica, ou mesmo as máquinas de processamento e de impressão, pouco mudou. Meio século é pouco, convenhamos. Mas é verdade que a imprensa escrita está, cada vez mais, numa encruzilhada. Grande parte dos seus leitores está, hoje, sentado em frente ao monitor e a ler as notícias em linha, de forma mais rápida e eficaz; e económica, talvez. A possibilidade de participação, dos leitores, nos sítios on-line dos jornais é notória, através de comentários e fóruns de interactividade, à medida de um simples clic. Uma participação cidadã, mais activa e mobilizadora dos leitores, é procurada, cada vez mais, pelos gestores dos media actuais. Os exemplos do canal televisivo de Al Gore e do jornal “Público”, de Espanha, são casos paradigmáticos do que afirmo. Também a vulgarização do filme digital e do vídeo, e a sua concomitante divulgação na rede, permitem possibilidades jornalísticas incomensuráveis, como sabemos.

O que fazer, então? Dizem-me que ninguém, nem nada, pode retirar o prazer da leitura de um jornal sopesado entre as mãos. É verdade. Nós próprios, mesmo lendo (ou ouvindo) em linha diversas publicações, entre revistas, jornais, blogues, podcasts, vídeos e o demais que a Web proporciona, também compramos e lemos jornais e revistas, portugueses ou espanhóis, às vezes brasileiros ou americanos. Então, onde está o problema? Bom, o problema é que os jornais, como qualquer produto cultural, estão sujeitos a mudanças, a reposicionamentos enquanto objectos de consumo cultural. E precisam de encontrar novos caminhos. Se olharmos para o Algarve isso é notório, com a procura de novos formatos para a imprensa escrita. No concelho de Loulé, pelo menos três jornais têm sítios on-line e que conste, o facto não lhes retirou leitores para o formato papel. Quando isso acontece, é claro que a contrapartida é sempre mais vantajosa, através da presença dos leitores nos espaços participados da rede. E já agora poderia falar da publicidade, mas isso é outra história.

Pois bem, os novos caminhos da imprensa já estão escritos, e trilhados, por agora e por muita gente. Pois, no futuro, também já o sabemos: a imprensa escrita tal como a conhecemos hoje desaparecerá, envolta num misto de rede conexa de vários formatos tecnológicos. Para bem do leitor, claro.

A Voz de Loulé, 1 Dezembro 07

quinta-feira, novembro 29, 2007

Beemovie

Com os cumprimentos do NunoMarkl, que faz de abelha na versão portuguesa.
Clicar na imagem para look at the trailer

sexta-feira, novembro 23, 2007

Uma nova estrela

Pois é, banco é Caixa. Burro é que ele não é, não.


quinta-feira, novembro 22, 2007

Uma vida

O Causa Nossa faz 4 anos. É obra e eu dou os parabéns.

Este burro sempre aprende

E eu é que sou burro, eu é que sou burro?- afirmou Scolari, abespinhado com os jornalistas, após o miserável jogo com a Finlândia, que acabou no zero a zero. Há anos que andámos a dizê-lo: é burro e mal educado e só ele para deixar os jornalistas a falar sózinhos. E ninguém percebeu que o homem nos chamou pacóvios? Eu explico: não fez no país dele o que anda a fazer no nosso. Pois não! E vêm agora dizer-me que o público, no Dragão, portou-se bem. Uma ova! Deviam era ter-lhe atirado um trapo à cara. Uma bandeira do pagode encharcada em vinho do Porto. Vintage.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Prestar contas

Há uns dias que não venho aqui. Agora que estou a ouvir o podcast de um dos programas de Francisco José Viegas na Antena 1, "Escrita em dia", devo dizer-vos que o meu tempo tem andado por aí: estudando podcasts, vídeos e outros multimedia que conto usar no meu trabalho de pesquisa e de docência (o raio do teclado é lento e tenho que esperar para ver). Deixo aqui alguns exemplos do trabalho das últimas semanas: 1 e 2.
Entretanto, estou a criar um catálogo de música tradicional, de registos pessoais que tenho em diversos suportes magnéticos, do qual darei breve informação. Já que a Câmara de Loulé não os disponibiliza online, fá-lo-ei, como autor da pesquisa/espólio. A propósito, aproveito para vos dar a conhecer um registo de 1962, de Adolfo Contreiras, em plena guerra colonial, a partir de um monocórdico de trabalhadores africanos nas roças. Imperdível, ainda se pensarmos que, nesse ano, Giacometti, o corso romântico, andava pelo Algarve a gravar romances e instrumentais de flauta de cana (ouvir aqui).
Também a investigação para o Grupo Folclórico de Alte me tem ocupado muitos dias. Nas últimas semanas, à volta do jornal Folha de Alte (1922-1934), aparecem-me verdadeiras pérolas que conto mostrar-vos nos próximos dias. Se houver tempo.
Contas prestadas, até já.

terça-feira, novembro 20, 2007

ZinKar

O destaque desta semana vai para o blogue (site) de Rui Zink, "Ser como um livro aberto" (ou com o nome actual, tanto faz). Vocês lembram-se de A Noite da Má Língua, na Sic, agora um dos programas de televisão apontados como dos melhores de sempre? Ou vêem Rui Zink a protestar contra os assassínios nas estradas, em nome da ACAM? Pois vão passando pelo blogue, pelo menos uma vez por semana.

sábado, novembro 10, 2007

País banana

Diogo Mainardi sobre a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Podcast da Veja, aqui.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Tudo simples

A balada é simples, mas a rapariga toca com destreza e canta bem. E tem uma carinha laroca, que na web é quase tudo. Mas o que este exemplo nos mostra é a potencialidade dos vídeos na net. Ora veja:

quinta-feira, novembro 08, 2007

Desenhos de viagem (C)


A ver, os desenhos ("fotografias de viagem") de José Carlos Barros.

quarta-feira, novembro 07, 2007

José Carlos Fernandes

José Carlos Fernandes - nosso conterrâneo e amigo -, voltou a ganhar prémios no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA, 18ª edição).
O álbum Tratado de Umbrografia (que aqui já tínhamos referido), com argumento seu e desenho de Luís Henriques, arrecadou quatro prémios: melhor álbum, melhor argumento, melhor desenho português e ainda o Prémio Juventude.
O livro é o primeiro de seis volumes da colecção Black box stories, com argumentos de José Carlos Fernandes e desenho de vários autores.


Ah, ah, a Finlândia, enfim!

Como sabemos, não há modelos inexpugnáveis de educação e cidadania. A globalização não deixa e o you tube é a prova disso. A Finlândia, país de brandos costumes e paradigma educacional, tem destas coisas: um aluno mata 11 colegas e tenta suicidar-se. Conhecemos o padrão. Ler aqui.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Destaque

Bruno Sena Martins escreve com um pensamento tanto independente quanto crítico. Uma escrita antropológica arejada que dá sempre prazer ler, quer seja sobre futebol ou discriminação positiva. Avatares de um desejo é o nosso destaque da semana.

terça-feira, outubro 30, 2007

Sob escuta

Sim, declaro que não tenho qualquer problema em que o meu telefone seja escutado.

Axioma musical

"Não há soluções geográficas para problemas psicológicos" - [Tony Soprano, ainda há pouco, na 2.]

segunda-feira, outubro 29, 2007

Quem sabe de fair play?

A equipa de futebol do Porto já tinha dito que não iria atirar a bola para fora, quando os adversários simulassem lesões no relvado. Falta de fair play, dizem eles, os maganos. No último jogo, Fusilli mostrou que raio de coisa é essa do fair play, atirando-se para o chão e simulando uma falta que o jogador do Leixões não fez. Pinto da Costa sabe o que faz.