sábado, junho 16, 2007

Ler os outros

Joe Berardo.
Fixem este nome.
Um trinco do caralho.
(Besugo, no blogame mucho)

Interesses

Está, agora, muito em moda dizer-se que não tenho interesses em nada...

Wiki

O suplemento "Digital", do Público, traz um interessante artigo sobre a edição na Wikipedia. Os entrevistados são representativos das visões, mais ou menos liberais, sobre a tipologia e a qualidade da edição. Nenhum deles defende uma ideia peregrina, para a qual também já me inclinei: um conselho de editores que filtrasse e corrigisse as entradas na maior enciclopédia do mundo. Há dois anos que edito, muito irregularmente claro. Mesmo assim sou um dos 1% que o faz. Aguarda-se mais gente, muito mais.

Graffitis

Contributo para a campanha populista de Telmo Correia, do CDS/PP, à Câmara de Lisboa.

sexta-feira, junho 15, 2007

Rivolução

O facto de o Teatro Rivoli do Porto, ter sido reinaugurado com uma estopada pseudo-freak de La Féria, deve ter ofendido os portuenses. Em mim teria o mesmo efeito. Fora com esse interesseiro.

Berardo, outra vez

Joe Berardo está em todas as televisões, ao mesmo tempo. Como o homem do common sense não tem o dom da ubiquidade, sabemos que os canais filmaram antes e passam todos no início do jornal das 2oh. As acções do Benfica subiram e bem. Depois da arte, do vinho e do futebol, Berardo reparte-se cada vez mais a fazer sombra a Belmiro, sem interesse nenhum nos estudos do aeroporto em Alcochete, ou nas acções do Benfica. Daqui a uns tempos, vê-lo-emos ( ou veremo-lo, como ele diria) nalguma candidatura a sério.

Torna-viagem

Al Berto

[via Frenesi]

Uma oportunidade única para conhecer AlBerto, poeta de Coimbra falecido há 10 anos,
dizendo poesia na sua terra natal, cheia de estudantes letrados e amantes da poesia,
"e um caralho a quem faz barulho".
Ouvir

quinta-feira, junho 14, 2007

Sarkozy



Desculpem, mas eu acho que Sarkozy
fez uma conferência de imprensa pós-coital
e não pós etílica.

quarta-feira, junho 13, 2007

Tradições II

Também cá no sul, chovem os cartazes das marchas populares, de Quarteira ou de Salir, agora elegidas em lugares da "grande tradição lisboeta", inventada pelo estado novo. Daqui a uns anos também serão grandes tradições genuínas e marcas da identidade local e regional. Estão aí muitos politiqueiros, da educação, do turismo e das autarquias, para inventar estas tradições. Aguardem.

Adenda de 15 de Junho: ler os poemas "As curiosidades etnográficas" e "Termos em desuso", de José Carlos Barros, que parece terem sido escritos para que o que disse se perceba.

Que raio de tradições

Também os candidatos à Câmara de Lisboa desfilaram nas marchas populares, por enquanto, ainda só na de Santo António, "um senhor careca, de bata castanha, com um filho ao colo e um livro...", como disseram as criancinhas entrevistadas. Todos eles manifestaram a certeza de que com eles, a tradição mais genuína de Lisboa não acaba. É verdade que estes homens não são obrigados a saber um pouquinho de antropologia. Mas ficava-lhes bem, uma vez por outra, não se armarem em popularuchos de bairro, a falar a "voz do povo".

terça-feira, junho 12, 2007

Alarga a rede

Alastra o vício, cá em casa.

segunda-feira, junho 11, 2007

Colecções

Para os que pensavam que eu não tinha qualquer colecção particular: >

sexta-feira, junho 08, 2007

Aqui ao lado

António Almeida, muito mais ao ataque do que à "defesa", na freguesia de S. seBASTIÃO.

Maldade de sexta-feira

Muitos jovens de hoje, nos quais luz algum talento, tentam ser reaccionários. Pobres coitados! Eles bem tentam ser eixosos do Mal, mas de más intenções, lamento informar, está o Paraíso cheio. E são tantos: o Beto Gonçalves, o Pereira Coutinho, a Helena Matos, o Padre Mexia… Infelizmente para eles (mas não para nós), não é reaccionário quem quer. Só quem não pode ser outra coisa. (Rui Zink, com nova imagem)

Palavras

Também as palavras ferem.
Gretas profundas na carne,
Linhas negras marcadas na água,
Um vislumbre do tempo.

quinta-feira, junho 07, 2007

A capital da cultura

Em Julho e Agosto, no Allgarve Edition (expressão que já comentei aqui), Lila Downs, Bryan Ferry, Elvis Costello, Lloyd Cole, Vaya con Dios, Vicente Amigo e outros. Um programa nada despiciendo de cantores e compositores. O que é curioso é que, com excepção de Vaya e Amigo, todos os concertos se realizam no concelho de Loulé. É difícil bater o peso económico e político deste concelho do centro do Algarve. Claro que a Câmara, aqui, tem um papel estratégico fundamental de reversão política. Mas não se pode ignorar que o programa em causa, somado ao IV Festival Med, ao 13º Festival de Jazz de Loulé e a muitos outros eventos, faz de Loulé a capital cultural do Algarve. Algo que já vem de outros tempos, recordam-se?

quarta-feira, junho 06, 2007

Livros da blogosfera


A prova de que a blogosfera não apaga a presença do livro, está aqui. De borla, com a revista Sábado, para ler neste tempo de raios ultra, sem sol. Sopesar nas mãos, abrir ao acaso para ler um post qualquer do autor, ou iniciar em A e terminar, um dia destes, em V.

terça-feira, junho 05, 2007

O carreirista

Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa, seu pai admoestou-o.
Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina, seu pai pô-lo na rua.
Voltou passados vinte e dois anos, com chófer fardado.
Era Director Geral das Polícias. Seu pai teve o enfarte.

Mário-Henrique Leiria, Contos do Gin-Tonic, carreirismo.

segunda-feira, junho 04, 2007

Calma de Junho

Um pouco longe do fresquinho deste teclado: nestes últimos dias, conversas, praias, desporto dos filhos, trabalho académico de fim de ano, à espera do júri da tese de mestrado, manhãs cedo e fins de tarde na varanda, com cheiro a restolho pisado das últimas cabras e ovelhas da mãe soberana. Sem vontade de comentar os critérios de correcção das provas de português do 4º (o meu filho também a fez) e 9º anos.
Calor, muito calor, só o gin gelado refresca. Encomendo os "Contos do Gin-Tónico", do Mário-Henrique Leiria, à Fnac, que cedo responde e mos envia. Leio, refrescado, como se estivesse à sombra do Peter a beber gin sem álcool.
À noite, só a beleza estonteante do vermelho-sangue de Roma me satisfaz.