quarta-feira, maio 30, 2007

Greve geral



A Greve, Eisenstein, 1925.

terça-feira, maio 29, 2007

Frase do dia

"O senso comum prevaleceu...".
Joe Berardo, na assembleia geral do bcp.

A dança do caranguejo morraceiro

Liocarcinus marmoreus (Leach, 1814)
Praia da Quinta do Lago, Ria Formosa
[foto de Deanna Raimundo]

segunda-feira, maio 28, 2007

A odisseia do Chapim-preto

Caixa-ninho colocada na varanda norte, este ano ocupada,
pela 1ª vez, por um casal de chapim-preto (parus ater):

Chapim-preto com insecto no bico, aguardando a nossa saída da varanda da casa:

Juvenis de chapim-preto, 4 esfomeados e 2 sonolentos:

[fotos de Deanna Raimundo (1-2) e Helder Raimundo (3)]

sábado, maio 26, 2007

Andar à chuva nestes dias

Nuno Crato tem, hoje no Expresso, um texto interessante sobre a técnica de "andar à chuva". A questão é saber se nos molhamos mais andando devagar ou correndo. Crato termina o artigo defendendo que é sempre melhor correr. Esta história lembra-me sempre o Tio Lázaro, que sempre recusava andar mais depressa ou correr quando se dirigia, da fábrica onde trabalhava ou da taberna da Ti Gertrudes, para casa. Quase sempre o invectivava, porque adorava ouvir a sua resposta: "Qual quê, menino. Assim, apanho a chuva de trás e a da frente.". Sempre pensei que ele teria razão. Mas quando chovia, e chove, preferia e prefiro andar depressa ou correr. Como o matemático Nuno Crato prova.

Os génios das ditaduras

Para quem continua a achar que Duarte Pacheco (nasceu em Loulé) foi um visionário engenheiro e genial urbanista, mesmo aqueles que se dizem de esquerda, é obrigatório ler este post de Pacheco Pereira. Para perceber que continuamos todos a mostrar que somos tolerantes com o génio, sem perceber que os génios só existem em ditaduras. Subscrevo na íntegra.

sexta-feira, maio 25, 2007

Novo trabalho musical de Viviane

Amanhã à noite em Tavira:

quinta-feira, maio 24, 2007

quarta-feira, maio 23, 2007

O plágio toca a todos

O plágio dos Gato Fedorento, ou a geração da web?

Eleições na RTA

(...) Embora, eventualmente, com a possibilidade das restrições orçamentais que também os privados vão impondo nas contribuições, quando os negócios lhes correm de feição, à afirmação das marcas individuais, criando um artificial sentimento de que podem prescindir de parcerias de promoção entre eles e com os que os rodeiam, na formação da oferta, o que poderá fazer perigar os esforços públicos do sector por falta de liderança e capacidade de decisão regional dos dois lados do campo, privado e público. (...)

Todo o texto é uma pérola de bem escrever em toda a sela. Divirta-se: aqui.
[adenda]: Porque haverá tanta cobiça?

Leituras de blogs

1. A longa iliteracia da nossa monarquia. A propósito de D. Afonso Henriques e do estudo antropológico do seu túmulo: aqui.
2. Os exames nacionais dos 4º e 6º anos de escolaridade. Gato escondido?: aqui.
3. Quatro anos do Mar Salgado. Leopardices das boas.
4. A provedora dos bons costumes. A propósito da suspensão do autor do "comentário jocoso": aqui.
5. Ute Lemper. Ver e ouvir: aqui.
6. Verdes são os campos, da cor do limão...: aqui.
7. A análise histórico-sociológica do caso Madelleine. Imperdível: aqui.

terça-feira, maio 22, 2007

Entrevista

Luis Carmelo continua a sua odisseia de publicação de opiniões sobre a "blogosfera". A sua série II, de mini-entrevistas, já no episódio 150, contém hoje o meu modesto contributo. A primeira questão foi respondida assim:
- O que é que lhe diz a palavra "blogosfera"?

Já me disse coisas diferentes. Primeiro, uma surpresa de descoberta de um meio tão revolucionário quanto caótico. Depois, uma bola de neve de atracção e perigo relacional. Por fim, um instrumento complementar da informação e da comunicação. Um processo social como todos os outros, aliás.
As questões seguintes podem ser lidas no blogue do autor.

Tintin


Hergé nasceu há 100 anos. O seu Tintin foi publicado em Portugal, em Abril de 1936, e a cores pela primeira vez. Ler no Público a história da relação de Hergé com responsáveis das publicações de "quadradinhos" em Portugal.
Ver aqui post de encómio.

domingo, maio 20, 2007

As papas de milho


Na ria, espuma do dia, pés na maré, sueste nas costas, ameijoas, berbigões, um cesto de cana, uma espátula de pintor, desenhos na borda do prato. Lá dentro, água quente, sal do mar, sêmola de milho, os miolos em azeite, alho e coentro, muito. A cerveja não conta, e o público também não.

A patrulha

Um professor, em serviço na direcção regional de educação do norte do ministério da educação, foi suspenso por ter brincado, em privado, sobre a licenciatura do 1º ministro. A directora regional (Margarida Moreira, o nome, para que não esqueçam) achou que o comentário configurava um insulto a um dignitário da nação. Preparem-se: biquinho calado e nada de brincadeiras com colegas, alunos, cães e gatos. A partir de agora, a patrulha inicia uma delação pidesca. Olhos abertos e boca fechada. Tenham medo, muito medo.

sábado, maio 19, 2007

Os ossos

A ministra da cultura (dá-se pouco por ela), proibiu a abertura do túmulo de Afonso Henriques. O argumento: não há condições para preservar os restos patrimoniais do primeiro rei de Portugal. O despacho baseia-se no parecer do IPPAR. No entanto, sabemos que os restos (os ossos, pois claro) têm apenas um valor simbólico; do ponto de vista bio-fisiológico parece-me que o seu valor é irrisório. Já o estudo dos mesmos permitiria saber quem era este homem.

quinta-feira, maio 17, 2007

Vozes antigas ©

[Vales de Pera, Silves, Agosto de 1985-foto HFR]

quarta-feira, maio 16, 2007

mourinhos de trabalho

Treinador, polícia, cão e futebol. Depois, ainda dizem que os media tradicionais estão em crise.

segunda-feira, maio 14, 2007

Prenúncios

(…) No entanto, não há nada que intrigue mais os sociólogos que se dão ao trabalho de estudar esta charada que é o Brasil: por mais que cariocas, paulistas, mineiros, gaúchos, baianos ou nordestinos sejam diferentes uns dos outros, há qualquer coisa que os identifica em qualquer parte do mundo como brasileiros: a sua alegre rebeldia, o seu espírito de independência, o seu apego à liberdade, que um dia acabarão fazendo realmente do Brasil um grande país. E talvez de maneira inédita, capaz de deixar perplexos os futuros estudiosos da História.
Só não lhe falei na mulher brasileira. Não me arrisco a tanto. Prefiro dar por encerrada esta carta, vestir um calção e ir vê-la na praia. Indescritível. Sugiro a você que tome imediatamente um avião, venha para cá e faça o mesmo.

*
Fernando Sabino, O Brasileiro, se eu fosse Inglês, finais dos anos 50.
Conversa de Burros, Banhos de Mar, Cotovia, 2006.

quinta-feira, maio 10, 2007