O médico e artista plástico Vicente de Brito foi um dos pintores convidados para a iniciativa que estou a recordar há uns dias [ver este post]. No fim da manhã, depois de pintores, escultores e performers terem desenvolvido os seus trabalhos - de que se dará conta em próximas entradas - fomos todos almoçar ao restaurante Flor da Praça, local habitual de comida e tertúlias do pessoal da Câmara. Aliás, julgo que foi a autarquia que custeou as refeições, pois claro. Durante o almoço o Vicente de Brito desenhou-me de perfil, ainda com o boné vermelho da CIN, a empresa que nos ofereceu todas as tintas e pincéis, necessários ao evento.terça-feira, abril 10, 2007
Tempo de Timor V
O médico e artista plástico Vicente de Brito foi um dos pintores convidados para a iniciativa que estou a recordar há uns dias [ver este post]. No fim da manhã, depois de pintores, escultores e performers terem desenvolvido os seus trabalhos - de que se dará conta em próximas entradas - fomos todos almoçar ao restaurante Flor da Praça, local habitual de comida e tertúlias do pessoal da Câmara. Aliás, julgo que foi a autarquia que custeou as refeições, pois claro. Durante o almoço o Vicente de Brito desenhou-me de perfil, ainda com o boné vermelho da CIN, a empresa que nos ofereceu todas as tintas e pincéis, necessários ao evento.Um possível retrato de Portugal
Hoje, no terceiro episódio, o problema colocou-se de novo. A certa altura diz o autor, em voz off: "Será difícil para nós pensarmos o tempo dos nossos avós, de candeeiro a petróleo...". Para muitos de nós, para mim também, apenas preciso de retornar à geração dos meus pais, à minha infância, para lembrar a luz que me alumiava quando lia. Para o autor, esse tempo foi há muito mais tempo. Um ponto de vista de classe, portanto, a fazer de estudo sociológico.
segunda-feira, abril 09, 2007
Tempo de Timor IV
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[nota às 9.49h de 3ª: parece que Ramos Horta lidera a contagem de votos nas eleições para a presidência de Timor]
domingo, abril 08, 2007
Tempo de Timor III
Lembro-me de ter reunido com o Vitor Picanço, o Adão Contreiras e o Hermínio Pinto da Silva, na Galeria Margem, já um prestigiado espaço cultural de Faro, dirigido pelo meu amigo Adão. A conversa girou mais à volta dos materiais a utilizar, porque eu queria materiais diferentes (madeira, pedra, ferro), mas eles foram mais do que solidários comigo. Quanto ao Afonso Matos, fui encontrar-me com ele no bar de um amigo meu, o Morbidus, ali na rua do crime, em Faro, ainda nessa noite e com umas cervejas a ajudar. A história das instalações, muito activas, destes meus amigos será contada em breve. Sei que o Adão pode começar por dar o pontapé de saída.
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[Adenda: o Adão deu início à sua história]
sábado, abril 07, 2007
Tempo de Timor II
Onde vou, muitas vezes

Esta história lembra-me o que aconteceu na Ria de Alvor, no concelho de Portimão, o ano passado. A mesma devastação feita por patos bravos do turismo, a ausência de controlo das autarquias, o silêncio demorado dos responsáveis do ambiente. No caso da imagem acima, o Público, de hoje, referia a contra-ordenação que o ICN (Instituto de Conservação da Natureza) já tinha accionado. Mas multas é o que menos custa a esta gentinha. As plantas e os arbustos endémicos da região é que se foram, provavelmente, de vez.
sexta-feira, abril 06, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
Ramos Rosa premiado

Poema dum Funcionário Cansado
A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só
domingo, abril 01, 2007
sábado, março 31, 2007
Rali sobre a Rede Natura
Depois do acidente do primeiro dia da prova, o Rali de Portugal soma mais um problema. Desta vez é o ICN (Instituto de Conservação da Natureza) que vem dizer que não emitiu parecer sobre a prova, que atravessa muitas áreas da Rede Natura 2000, na Serra do Caldeirão. O que se estranha é que o ICN só agora o faça, depois de várias denúncias, sobretudo das organizações ambientalistas. Outra novidade é o facto de a Câmara de Faro dizer que desconhecia a necessidade deste parecer, que é obrigatório. Incompetências nos dois lados. Mas como disse ali em baixo, é assim que a marca Allgarve se vende.




