Mais um interessante projecto a acompanhar. Desta vez sobre as problemáticas da memória social, algo que me é caro na investigação. Com direcção de Rui Bebiano, precursor de revistas culturais na Net, este projecto aborda questões como a tradição, a memória, a folclorização e a patrimonialização, numa perspectiva da história e da antropologia. Clicar na imagem para ver.terça-feira, outubro 03, 2006
Passado-Presente
Mais um interessante projecto a acompanhar. Desta vez sobre as problemáticas da memória social, algo que me é caro na investigação. Com direcção de Rui Bebiano, precursor de revistas culturais na Net, este projecto aborda questões como a tradição, a memória, a folclorização e a patrimonialização, numa perspectiva da história e da antropologia. Clicar na imagem para ver.quarta-feira, setembro 27, 2006
Livros na cabeceira
Acabei de olhar aqui para o lado direito do ecrã e lá vi os livros na cabeceira, ali parados há tanto tempo. Pensei que andava a ler mais depressa do que os substituía no template. Pois lá estão o Castelo do Kafka e o Coração... do Camilo. O certo é que ainda não os acabei. E pus-me a pensar o que tenho lido nos últimos meses, para além das muitas dezenas sobre o tema da tese (chiça, este pesadelo está quase). Ora aqui vão as leituras que deveriam ter passado pela cabeceira:
1. Sexo na cabeça, de Luís Fernando Veríssimo
2. As mentiras que os homens contam... do mesmo autor
3. Laços de Família, de Clarice Lispector
4. Crime na exposição, de Francisco José Viegas
5. O mestre de Esgrima, de Arturo Perez-Reverte
6. Sentimentos e sentimentais, de Javier Marías
7. Paixão em Florença, de Somerset Maugham
8. Onze contos de futebol, de Camilo José Cela
E o que estou a ler ao mesmo tempo?
1. O físico prodigioso, de Jorge de Sena
2. Histórias de mulheres, de Rosa Montero
3. O meu Michael, de Amoz Oz.
Esqueci-me de alguém? Ah, comecei O crime do Padre Amaro, mas decididamente não tenho pachorra para o burguês do Eça.
Turismo?
Hoje é o Dia Mundial do Turismo. Este ano a OM da dita resolveu escolher Portugal para anfitrião das comemorações. O governo decide fazê-las em Lisboa, o que chateia o presidente da Região de Turismo do Algarve. [Somos mouros, pois claro, deixem o turismo lá pra Lisboa]. Não contente o presidente da RTA manda carta ao secretário do turismo, que “esqueceu a principal região turística do país”. Olhem, descontente estou eu, que tenho que dar hoje ao estado uma bela nota de IRS. Nine, twenty e seven, esta é a merda de data que não esqueço.
Já agora: O presidente da AHETA, Elidérico Viegas, está-se maribando para isso. O que o preocupa é a necessária mudança de legislação do licenciamento dos empreendimentos turísticos. Ou seja, de acordo com as propostas do governo, abrir os empreendimentos mesmo antes das vistorias e da emissão de licenças. Estão a ver no que isto vai dar, não?
Já agora: O presidente da AHETA, Elidérico Viegas, está-se maribando para isso. O que o preocupa é a necessária mudança de legislação do licenciamento dos empreendimentos turísticos. Ou seja, de acordo com as propostas do governo, abrir os empreendimentos mesmo antes das vistorias e da emissão de licenças. Estão a ver no que isto vai dar, não?
sexta-feira, setembro 22, 2006
Benfica
Para dizer a verdade eu nem dormi esta noite. Sabia que ele ia falar hoje, desvendar um mistério guardado a sete chaves ou pneus, como quiserem. Nem o meu benfiquismo me consolou. E tive que esperar toda o dia sofrendo as maleitas do Gordon, chuva e vento e eu sem luz nenhuma ao fundo do túnel. Mas ainda há momentos, porra, aquilo é que foi. Vieira lá estava engravatado a dar a sua conferência de imprensa (É verdade, já viram que agora a Grande Entrevista é um catálogo de oferta de conferências de imprensa gratuitas, desde o Bill Gates?). O homem finalmente revelou que iria ser candidato da família benfiquista. Fui-me embora de seguida. Não sei se falou de Veiga, ou não. Não me perguntem nada, nem façam comentários do género: «o homem é um nababo!». Eu não respondo por mim.
quarta-feira, setembro 20, 2006
terça-feira, setembro 19, 2006
Problema de saúde pública (intelectual)
Pois é, Pacheco Pereira. Mas também ninguém explicou como é que as torres caem daquela maneira, como se fossem implodidas, porque um avião não faz aquilo. E já agora se foi possível aos terroristas sequestrar aviões, depois de aprender a voar nos EUA, porque não seria possível colocar umas bombas no WTC? E até agora ninguém respondeu às "provocações" dos cães e dos polícias que foram retirados, dos negócios das vendas e dos seguros dos edifícios, do avião que desapareceu de frente do pentágono, etc., etc.. Também os EUA inventaram armas de destruição maciça no Iraque, o Colin Powell apresentou provas falseadas do mesmo, perante a ONU, afinal havia muitos voos da CIA sobre a Europa e muitas prisões de alta segurança com presos para Guantánamo.
Afinal quem é que é parvo e deve usar um badge, uma porra de um emblema na lapela do casaco?
Debate V
10. Pois é, a lei de autonomia é do governo PS e de 1998. O primeiro contrato de autonomia foi assinado pelo governo de David Justino (educação) com a Escola da Ponte (olá Ademar!).
11. A ministra afirma querer constituir um conselho coordenador dos conselhos executivos.
12. O ex-secretário quer abrir a porta à gestão privada das escolas. Sabia que ele não aguentaria.
13. Já viram que há professores que falam, falam e não dizem nada?
14....
...
[Meus amigos, vou mas é ler o Sena].
11. A ministra afirma querer constituir um conselho coordenador dos conselhos executivos.
12. O ex-secretário quer abrir a porta à gestão privada das escolas. Sabia que ele não aguentaria.
13. Já viram que há professores que falam, falam e não dizem nada?
14....
...
[Meus amigos, vou mas é ler o Sena].
segunda-feira, setembro 18, 2006
Debate IV
8. A ministra marca pontos quando diz que prefere falar das questões pedagógicas do ensino com os seus agentes directos nas escolas e não com os sindicatos. O sindicalista prefere a prática de negociar com os sindicatos a política educativa. O ex-secretário de estado acha que não é obrigação nem prática; e agora não deixa ninguém falar.
9. Ficámos a saber que esta equipa ministerial foi a 1ª a reunir com todos os conselhos executivos das escolas do país. O que andaram os outros a fazer?
9. Ficámos a saber que esta equipa ministerial foi a 1ª a reunir com todos os conselhos executivos das escolas do país. O que andaram os outros a fazer?
Debate sobre Educação III
6. A apresentadora já está a falar como mãe, pedindo aos alunos que tragam achas para a fogueira (dos professores?): «Mas eu quero é que tu digas o que é que achas...»
7. Enquanto falam alunos e pais, a ministra olha complacente; o tempo passa e a reunião vai servindo para ouvir. O debate onde está?
7. Enquanto falam alunos e pais, a ministra olha complacente; o tempo passa e a reunião vai servindo para ouvir. O debate onde está?
Debate sobre Educação II
Acompanhando o Prós e Contras:
4. Avelãs Nunes da Fenprof diz que os professores estão desmotivados, ofendidos e preocupados. Palmas na plateia. Fátima Campos Ferreira - a apresentadora - diz que é melhor evitar as palmas para não perder o ritmo do programa.
5. Fala um professor reformado. Não sabemos porque está ali. Terá sido um convite da produção para quebar o conflito?
4. Avelãs Nunes da Fenprof diz que os professores estão desmotivados, ofendidos e preocupados. Palmas na plateia. Fátima Campos Ferreira - a apresentadora - diz que é melhor evitar as palmas para não perder o ritmo do programa.
5. Fala um professor reformado. Não sabemos porque está ali. Terá sido um convite da produção para quebar o conflito?
Debate sobre Educação I
A acompanhar em simultâneo no Prós e Contras:
1. A ministra entra com pézinhos de lã, como é seu apanágio; aceita e compreende os protestos das populações que contestam o encerramento das escolas; reconhece continuidade de alguns projectos da anterior governo.
2. O ex-secretário de estado da educação olha de forma profissional para a câmara para dizer que os professores são o garante de tudo; à espera de palmas dos professores, mas ninguém se mexeu. Os professores sabem quem ele é.
3. O mesmo ex-secretário diz que não concorda com a escola a tempo inteiro, preferindo a aprendizagem a tempo inteiro: questões de semântica. Não concorda que os alunos estejam 10 h diárias na escola. Os professores abanam a cabeça discordando.
1. A ministra entra com pézinhos de lã, como é seu apanágio; aceita e compreende os protestos das populações que contestam o encerramento das escolas; reconhece continuidade de alguns projectos da anterior governo.
2. O ex-secretário de estado da educação olha de forma profissional para a câmara para dizer que os professores são o garante de tudo; à espera de palmas dos professores, mas ninguém se mexeu. Os professores sabem quem ele é.
3. O mesmo ex-secretário diz que não concorda com a escola a tempo inteiro, preferindo a aprendizagem a tempo inteiro: questões de semântica. Não concorda que os alunos estejam 10 h diárias na escola. Os professores abanam a cabeça discordando.
O conúbio Estado-Igreja
Lembram-se dos tempos do cardeal Cerejeira? O homem estava em todas as iniciativas do estado salazarista. Benzia carros, edifícios e tratava das almas que iam para o céu. O estado democrático continua a confundir laicidade e religião. Por questões de interesse político, mais votos dos católicos, a maioria da população portuguesa, dizem. Há dias viram Sócrates, o primeiro-ministro, numa escola de Faro a benzer-se como um crente fiel do rebanho da pastoral da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana - é assim que a devemos chamar para não nos confundirmos). Há menos dias, na inauguração de uma nova escola do 1º ciclo do ensino básico, em Loulé, lá estavam eles: o estado, representado pela Direcção Regional de Educação; a administração local com toda a Câmara; e o padre local claro, para benzer as casas de banho onde o meu filho foi mijar. O problema é que eu não quero água benta sobre a cabeça. O problema é que nem todos somos carneiros do rebanho da ICAR. Ateus, ortodoxos, agnósticos, baptistas, adventistas, etc, provavelmente todos aqueles que cagaram para estar no meio do conúbio. O governo que quis retirar os crucifixos das escolas (e bem), que retirou a Igreja do protocolo do estado (e bem) está agora a benzer todas as novas escolas. Com Sócrates a fazer o sinal da cruz. Uma vergonha, confundir o estado, que é laico, com a igreja.
quarta-feira, setembro 06, 2006
sexta-feira, setembro 01, 2006
sexta-feira, agosto 25, 2006
Visões sobre a poluição nas praias de Loulé
Noticiaram os jornais que as praias entre Quarteira e Quinta do Lago, no concelho de Loulé, estiveram interditas a banhos devido a uma larga mancha de poluição, acompanhada de mau cheiro. A interdição foi desencadeada pela Comissão de Coordenação da Região do Algarve, cujas análises detectaram valores poluidores acima da média estabelecida. Revolta nas praias. Nem a bandeira vermelha impede os banhistas de experimentarem caniços e água de esgoto, mesmo que isso implique a urticária do costume. Com um azul daqueles, mesmo que por ora mais escuro do que o costume, quem é que resiste a banhos?Em pleno verão, numa área de competição pelos fluxos turísticos, as respostas querem-se prontas e sobretudo a descarregar água do capote. Se a alguém ocorre justificar o sucedido pela ineficácia do funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vale do Lobo, apressadamente alguém diz logo que não: a estação é nova e não é culpada duma maldade destas. Quem é que paga então as favas? A ribeira de Carcavai, que deve desaguar ali, entre a praia do Trafal (e não Tarrafal – chiça – como lhe chamaram o DN e o JN; lá esteve o jornalista do Público para salvar a situação e repor a localização geográfica que os dois anteriores periódicos também mal informaram) e a de Vale do Lobo, há uns bons milhares de anos. Só que, agora, não tem caudal para ir ter ao mar. Fica-se por ali, durante o calor, a estarrecer água pantanosa e caniçal de junco, como quase todas as ribeiras do litoral sul do Algarve. O problema é que autarcas, governantes e gestores só se lembram delas no pico do verão, quando decidem mostrar os seus valores em coliformes, no meio dos corpos bronzeados dos banhistas.
Eu, que conheço aquelas águas há muito tempo, lembro-me de que nas semanas anteriores – entre 7 e 14 de Agosto, por exemplo –, havia comentado que elas mereciam uma análise séria. Porquê? As águas cheiravam mal e tinham uma mancha de poluição evidente. E que me lembre não tinha chovido, de modo a arrastar águas estagnadas da ribeira. Lembro-me ainda que nessa semana, em Vale de Lobo, aconteceu o Grands Champoins de Ténis* que levou milhares de turistas suplementares ao local, durante quatro dias. E o que é que o cú tem a ver com as calças, perguntam vocês. Talvez nada. Ou talvez tudo. Por isso, parece-me de bom-tom investigar como é que a ETAR de Vale de Lobo trata o que entra lá dentro. E o que é que manda, realmente, cá para fora.
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* Por lapso surge "Open de Golfe" no texto que publiquei no Público do passado dia 24 de Agosto (ler aqui). As minhas desculpas.
sábado, agosto 12, 2006
sexta-feira, julho 28, 2006
Tristes, os porta-vozes!
Quem não admira aqueles actores que parece que fizeram o método Stanislawski, mas depois se engravataram rendidos à diplomacia evangélica? São admiráveis quando aparecem com a Casa Branca ao fundo, porta-vozes de uma peça que quase todo o mundo já viu. Falam como os antigos "pontos" que - escondidos na água-furtada da boca do palco - debitavam as deixas quando o cowboy se enganava. Tristes, vi um deles ontem falar em nome de Israel, por causa de umas bombitas de carnaval que caíram sobre uns desatentos observadores que brincavam às guerras no Líbano.
quarta-feira, julho 26, 2006
Hoje, somos todos anti-semitas!
Interrompo o silêncio – que já dói – para manifestar o meu protesto. A aviação israelita acaba de bombardear o posto de observação das Nações Unidas. Morrem 4 observadores internacionais e o governo de Israel diz que não houve premeditação e que nunca o faria. Mas fê-lo e ninguém acredita que eles não soubessem o que estavam a bombardear. Erros desses não se cometem. Os EUA fizeram muitos desses erros no Iraque e todos nós sabemos porquê. Aliás, quer dizer alguma coisa o facto de Condoleeza Rice, secretária de estado norte-americana, andar por aquelas bandas por estes dias? Chega de paninhos quentes sobre os coitadinhos de Israel, que já disseram apoiar o seu governo. Que se foda o anti-semitismo que serve de panaceia para ocultar todas as atrocidades do outro lado!
segunda-feira, julho 10, 2006
quarta-feira, julho 05, 2006
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