sábado, junho 24, 2006

quinta-feira, maio 11, 2006

Outras escritas



Nos próximos tempos - espero que breves - a escrita neste blogue transfere-se para outro suporte. A mesma sala, as mesmas máquinas, muitos livros e fotocópias, o computador portátil. Tudo isto dará uma tese. Finalmente. Depois regressarei. Entretanto a sobrevivência e o vício permite-me estar aqui.

Vozes



Todos os amores são imperfeitos

Amanhã, às 21.30h, no CineTeatro de S. Brás de Alportel

?

Pedro Ferraz da Costa é um dos convidados habituais do "frente a frente" da SicNotícias. Ninguém percebe porquê. Talvez por ter um nome neocons.

quarta-feira, maio 10, 2006

O silêncio dos inocentes

Depois da baleia anã nas malhas das redes da armação de atum em Tavira caminhavam, hoje, para lá, um cardume de roazes corvineiros. Vi-os, hoje, a 20 metros da costa, na Praia de Quarteira.

Uma frágil voz

Confesso que não me entusiasma nada a escrita (melhor, a leitura) de João Aguiar em «A Voz dos Deuses». Talvez o autor tenha querido escrever à maneira de Viriato?

terça-feira, maio 09, 2006

Divórcios

Em 2050 ainda seremos os últimos na Europa em rendimento. Provavelmente nesse ano ainda seremos os primeiros em divórcios. Um divórcio tipicamente português.

Um conto na VL

A VL de 1 de Maio traz um conto do António Baeta Oliveira.
Todos os dias 1, mais um conto, por mim escolhido.
*
Um 1º de Maio em Silves

Era tarde na véspera do 1º de Maio. Passaria já mesmo da meia-noite. Ali, no Largo dos Bombeiros, sob as arcadas dos Paços do Concelho, um grupo de rapazes conversava. Trocavam sonhos e falavam de um tempo em que era possível desejar um mundo melhor sem ter que se refugiar de ouvidos indiscretos ou ler livremente o livro que agora passavam, escondido, de mão em mão, sem pôr em risco a sua segurança e a dos outros.
*
O conto integral pode ser lido aqui.

segunda-feira, maio 08, 2006

Selvagem

«Gansos do Canadá? E será que eles têm uma política de emigração definida para koalas?». É por causa destas piadas políticas que eu adoro ver filmes com os meus filhos.

sexta-feira, maio 05, 2006

Em directo

A minha "rua" está numa agitação tremenda. São as directas do PSD que provocam tamanha motivação, dizem-me.

quinta-feira, maio 04, 2006

FMI

FMI, quer dizer Fundo Monetário Internacional. Uma transcrição segura de Ivan Nunes. E a música para ouvir, lá em cima.

quarta-feira, maio 03, 2006

24: Tudo o que é mau faz bem

A série de culto "24", há muito tempo nos serões de 4ª feira da 2:, é citada como exemplo de leitmotiv para o desenvolvimento cognitivo do espectador no campo da percepção das relações sociais. Quem o diz é Steven Johnson, o mais recente guru digital e autor do livro «Tudo o que é mau faz bem», em entrevista à revista "Dia D", do Público. Há muito tempo seguidor compulsivo de 24, e também acompanhante das descobertas da cognição tecnológica, é mais que certo que no fim de semana a obra esteja na minha cabeceira.

terça-feira, maio 02, 2006

Os calos sociológicos

A série documental "Os emigrantes" - de que já aqui falei -, e que passa nas noites de terça na RTP1, tem destas coisas: podemos ficar a saber, através da excelente investigação do jornalista Jacinto Godinho, que a emigração para o Canadá obrigou o governo de Salazar a criar uma Comissão de Inspecção de selecção dos emigrantes. O principal critério de escolha era baseado na observação e tacto das mãos. Quantos mais calos melhor. Os emigrantes escolhidos, em geral, iam cair nos trabalhos de construção das linhas férreas do país de destino. Outros tempos, no Canadá.

segunda-feira, maio 01, 2006

Letratura

A arte de bem escrever; e de bem falar. Assim mesmo.

quinta-feira, abril 27, 2006

Scolibras, queria dizer Scolari

Acham que vale a pena perder tempo a falar do pacóvio do Scolari (eu que já escrevi umas coisas sobre o militarista e começo a parecer xenófobo), ou é preferível preocupar-me com os saloios que andaram a hastear bandeirinhas (literalmente, e chinesas!) no último europeu de futebol? Se o homem quer ganhar muitas libras à conta do zé povinho que o faça. Por mim desde sempre que lhe descobri a careca. O Rui Santos ali ao lado na SicNotícias (ah! e tantos outros por esse Portugalinho fora) só agora é que perceberam o logro. Mas mais vale tarde do que nunca, verdade?
Nota: viram o homem a pensar como é que haveria de negar, em inglês, ao jornalista de Sua Majestade, que tinha acabado de reunir com o director executivo da federação inglesa de futebol?

quarta-feira, abril 26, 2006

Água, para que vos quero?


Idálio Revez, jornalista algarvio do Público, tem um texto no suplemento "Local" do jornal de ontem onde mostra que dos 31 campos de golfe do Algarve apenas um (o dos Salgados) utiliza, na rega, água residual reciclada. Como eu já tinha afirmado, a AHETA, não devia estar a falar verdade quando afirmava que a maioria dos campos não consumia água destinada ao consumo doméstico. Sabendo que estão previstos mais 19 campos de golfe “que estão em fase avançada de processo de licenciamento”, podemos imaginar o consumo nos próximos meses de verão. O jornalista dá um dado que pode responder a isto: o campo de golfe da Quinta do Lago gasta 2.500 metros cúbicos de água, só num dia, no mês de Agosto. Entretanto, a AMAL (Associação de Municípios do Algarve) discute um tarifário para consumo doméstico de água que prevê aumentos à volta dos 100 por cento.

Media

O FCP já ganhou o campeonato. Assim, o interesse dos media anda agora de olhos postos nas eleições do Sporting. Todos os dias, nas TVs com canal específico de notícias, lá estão os três aristocratas candidatos. Sempre são mais do que os candidatos à liderança do PSD.

terça-feira, abril 25, 2006

Abril [2]


Há 32, como há dois anos. Cultivar a memória individual no âmago da memória social. Reler os escritos que levaram 30 anos a construir-se em palavras.

segunda-feira, abril 24, 2006

Prás urtigas

A ICAR esquece-se que o tempo do cardeal Cerejeira e da promiscuidade deste com Salazar já lá vai. Lá por existir aquilo a que os promotores da alienação chamam de Concordata, não quer dizer que a igreja esteja sempre a interferir nos campos da política. Mas hoje, fê-lo mais uma vez: pela voz do bispo do Porto, que teve as televisões ao seu serviço para aconselhar os políticos e os médicos a “defenderem o bem contra o mal, a vida contra a morte…”. O homem falava da interrupção voluntária da gravidez, claro, ele que é tão sabedor das matérias do corpo e da gestação da vida; e sobretudo dos problemas sociais e económicos das mulheres e dos homens do país, em especial das periferias da sua cidade. Talvez fosse tempo dos políticos e dos médicos terem também direito de antena para dar uns conselhos ao bispo. E de mostrarem à igreja que deve cuidar do seu rebanho cada vez mais tresmalhado em vez de se preocupar com os rebanhos dos outros.

domingo, abril 23, 2006

Abril [1]



Uma constatação: hoje, quem fala de Abril não são os que o viveram. Como Abril foi uma construção social - como qualquer realidade -, a apropriação de Abril é hoje feita pela incorporação dos valores objectivados em novos porta-vozes.