quarta-feira, abril 26, 2006
Media
O FCP já ganhou o campeonato. Assim, o interesse dos media anda agora de olhos postos nas eleições do Sporting. Todos os dias, nas TVs com canal específico de notícias, lá estão os três aristocratas candidatos. Sempre são mais do que os candidatos à liderança do PSD.
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Prás urtigas
A ICAR esquece-se que o tempo do cardeal Cerejeira e da promiscuidade deste com Salazar já lá vai. Lá por existir aquilo a que os promotores da alienação chamam de Concordata, não quer dizer que a igreja esteja sempre a interferir nos campos da política. Mas hoje, fê-lo mais uma vez: pela voz do bispo do Porto, que teve as televisões ao seu serviço para aconselhar os políticos e os médicos a “defenderem o bem contra o mal, a vida contra a morte…”. O homem falava da interrupção voluntária da gravidez, claro, ele que é tão sabedor das matérias do corpo e da gestação da vida; e sobretudo dos problemas sociais e económicos das mulheres e dos homens do país, em especial das periferias da sua cidade. Talvez fosse tempo dos políticos e dos médicos terem também direito de antena para dar uns conselhos ao bispo. E de mostrarem à igreja que deve cuidar do seu rebanho cada vez mais tresmalhado em vez de se preocupar com os rebanhos dos outros.
domingo, abril 23, 2006
Abril [1]
sábado, abril 22, 2006
Como eu gosto de ti

Eu agora só falo de deputados algarvios. Ele são as faltas às sessões parlamentares. Ele são as poesias e os cantos de intervenção. Anda Pacheco.
As faltas dos deputados (isto é só para chamar a atenção)
Percorrendo a imprensa online algarvia farto-me das justificações facetas dos deputados algarvios, a propósito da sua presença ou ausência da sessão parlamentar de há uns dias. Ele é o Miguel Freitas, em reuniões partidárias...; até o deputado de Loulé, Hugo Nunes, me envia mail. Não devo ter sido o único felizardo a receber a missiva-ataque (desculpem, estou a lembrar-me dos Massive Atacck, bela música), a provar que estava presente nesse dia. Mas que raio tenho eu a ver com isso? Nem votei neles. Não votei em nenhum eleito. Quem votou deve protestar e obrigá-los a fazer trabalho comunitário em vez de "trabalho político" (nome pomposo, hem?). Bem, mas eu queria era falar-vos de Muhammad Yunus, o fundador do conceito de microcrédito no mundo, que iniciou a caminhada no Bangladesh natal, com as mulheres pobres de meios rurais. Vem isto a propósito da minha aula com o 4º ano de Educação Comunitária para a qual convidei um amigo - agente de microcrédito - da Associação Nacional de Direito ao Crédito. A obra de Muhammad Yunus é um paradigma do verdadeiro trabalho político junto das comunidades desfavorecidas, dos pobres do mundo, e a sua outra obra «Banker to the Poor», traduzido em Portugal pela Difel ("O Banqueiro dos Pobres") um portento de ideias económicas de justiça social. O Grameen Bank é um bom exemplo do velho axioma de Schumpeter "small is beautiful".
quinta-feira, abril 20, 2006
A ler
Método científico: Mal acordo, procedo às habituais rotinas quotidianas. Antes da higiene oral, banho e mata-bicho, despacho a primeira urina matinal (termo médico). Ou quase. Explico: estranhos fenómenos pélvicos apoquentam-me a consciência e impossibilitam a drenagem. No bom e velho espírito do senhor Karl Popper, adopto uma perspectiva puramente científica.
[Tiago Galvão no Diário]
Somos todos judeus?
Antes de ler este post do Luís tinha estado a consultar uns dados sobre o Massacre de Lisboa e por sequência escritos sobre a genealogia judaica em comunidades portuguesas, brasileiras e americanas. Quando li o extracto da entrevista do empresário de turismo - um bom observador e intuidor - mas falho de conhecimento sobre a onomástica dos marranos, lembrei-me de vos deixar dois links para estudos importantes sobre o tema. Ficam aqui e aqui.
[como se adivinhava, pelo meu nome, nada me liga a antecedentes judaicos]
Ante-Pós
Santos Cabral. Alguém conhecia este nome antes da sua demissão de Director Nacional da Polícia Judiciária?
quarta-feira, abril 19, 2006
Ei-los que partem!

A acompanhar com atenção, muita atenção, o trabalho liderado pelo jornalista Jacinto Godinho que passa nas terças da RTP1, sobre os Emigrantes. O primeiro episódio, sobre "Os Primeiros Emigrantes" - nos EUA e no Brasil - deu um panorama da qualidade e cuidado da investigação. Apesar das desoras. Apesar dos concursos prévios.
terça-feira, abril 18, 2006
A ler
Tiago Barbosa Ribeiro começou a publicar os primeiros contributos sobre o SERVIÇO PÚBLICO (V1.0). Aqui está uma primeira versão dos contributos recebidos para a desburocratização de processos na administração pública, partindo de casos concretos de todos os dias.
segunda-feira, abril 17, 2006
Os "Judas" de Roma

Hoje à noite, na 2: (onde deveria de ser?), passa o último episódio da série, - fora de série - Rome. Vamos assistir às facadas de Brutus sobre Julius, segundo a narrativa de Cícero: assim se conjugam os desejos de Servília, mãe de Bruto, e de Átia, sobrinha de César e mãe de Octaviano, que há muito espera na sombra, como todos os poetas. Depois, bom, talvez pensemos no evangelho segundo Judas Escariote, dito gnóstico, mas que eu reputo de agnóstico.
domingo, abril 16, 2006
O difícil primeiro.
Apesar de um interregno longo, o Luís fez ontem um ano de postagens. Parabéns a quem resiste.
Marketing
É verdade que já se esperava: encontrar o livro de João Pedro George «Couves e Alforrecas...» num amarelo bem hirto, de pé na prateleira sobre os livros alinhados da marca registada* ali deitados por baixo. Tudo na FNAC do AlgarveShopping, na Guia. Assim vende-se tudo, percebem?
* Margarida Rebelo Pinto
sábado, abril 15, 2006
Como vamos de choque tecnológico?
A propósito das simplificações administrativas, sugeridas pelo Tiago Barbosa Ribeiro no seu blogue Kontratempos, o meu contributo foi este:
Há dias tentei inscrever-me no serviço de acesso directo da Segurança Social (SS), para obter diversas informações online. Como tinha um nº antigo (de 9 dígitos) necessitei de solicitar o actual (de 11 dígitos). Rápido e fácil, por Email; mais rápido e fácil, ainda, porque o site disponibiliza uma alteração imediata. Com estes dados tentei inscrever-me de novo. Só que desta vez a morada constante era uma das minhas antigas residências; e por isso tive de cancelar a operação. Procurando no site da SS não encontrei nenhum formulário/janela/serviço que me permita alterar a morada e inscrever-me. Conclusão: o mais fácil é, para o site da SS, o mais complexo.
Entretanto, acabei por enviar um mail ao serviço da SS Directa, a solicitar alteração da morada. A resposta do serviço foi esta:
Em resposta ao mail enviado, vimos por este meio informar que, para proceder à actualização de morada poderá dirigir-se ao Centro de Segurança Social com o respectivo Bilhete de Identidade e um comprovativo de morada. Para mais informações sobre o Serviço Segurança Social Directa , poderá contactar-nos através do telefone: 21.4230101.
Com os melhores cumprimentos,
Serviço Segurança Social Directa
Instituto de Informática e Estatística da Segurança Social, I. P.
*
Um verdadeiro choque (tecnológico)!
sexta-feira, abril 14, 2006
A ressureição
À nossa volta um céu plúmbeo, uma névoa de chumbo que cobre a vista. Tempo fresco a combinar com os dias. Ali ao lado na ribeira, malmequeres, borragens, cardos ainda húmidos do orvalho da noite, à espera que o calor os torne em gás e a fotossíntese faça o que lhe compete. Olhando o sul, a mesma névoa da manhã de Abril paira sobre o mar. No norte, as serras não escondem o mesmo manto.
Mas algo perturba este universo idílico mas tão ‘real’. Sei que por trás de cada janela, nesta manhã que dizem ser santa, está um turista, zangado e triste à espera da ressureição solar. Esse deus que não chega, quando nele se apostou o fim-de-semana: roupa fresca, euros, hotéis a 90% da capacidade turística, lagosta no vapor. Se o deus não cumpre o seu papel, eles sabem como mistificá-lo: vestem os seus calçanitos e a curta tshirt, põem os chinelos e vão “para a praia da Quarteira”. Mesmo com a água fria e o vento agreste de nordeste, os acólitos ficam lá todo o fim-de-semana, a tiritar de frio, aguardando a rotina de segunda. E assim justificam a adesão do seu martírio em nome da apropriação de deus.
Mas algo perturba este universo idílico mas tão ‘real’. Sei que por trás de cada janela, nesta manhã que dizem ser santa, está um turista, zangado e triste à espera da ressureição solar. Esse deus que não chega, quando nele se apostou o fim-de-semana: roupa fresca, euros, hotéis a 90% da capacidade turística, lagosta no vapor. Se o deus não cumpre o seu papel, eles sabem como mistificá-lo: vestem os seus calçanitos e a curta tshirt, põem os chinelos e vão “para a praia da Quarteira”. Mesmo com a água fria e o vento agreste de nordeste, os acólitos ficam lá todo o fim-de-semana, a tiritar de frio, aguardando a rotina de segunda. E assim justificam a adesão do seu martírio em nome da apropriação de deus.
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