sábado, abril 22, 2006

Como eu gosto de ti



Eu agora só falo de deputados algarvios. Ele são as faltas às sessões parlamentares. Ele são as poesias e os cantos de intervenção. Anda Pacheco.

As faltas dos deputados (isto é só para chamar a atenção)

Percorrendo a imprensa online algarvia farto-me das justificações facetas dos deputados algarvios, a propósito da sua presença ou ausência da sessão parlamentar de há uns dias. Ele é o Miguel Freitas, em reuniões partidárias...; até o deputado de Loulé, Hugo Nunes, me envia mail. Não devo ter sido o único felizardo a receber a missiva-ataque (desculpem, estou a lembrar-me dos Massive Atacck, bela música), a provar que estava presente nesse dia. Mas que raio tenho eu a ver com isso? Nem votei neles. Não votei em nenhum eleito. Quem votou deve protestar e obrigá-los a fazer trabalho comunitário em vez de "trabalho político" (nome pomposo, hem?). Bem, mas eu queria era falar-vos de Muhammad Yunus, o fundador do conceito de microcrédito no mundo, que iniciou a caminhada no Bangladesh natal, com as mulheres pobres de meios rurais. Vem isto a propósito da minha aula com o 4º ano de Educação Comunitária para a qual convidei um amigo - agente de microcrédito - da Associação Nacional de Direito ao Crédito. A obra de Muhammad Yunus é um paradigma do verdadeiro trabalho político junto das comunidades desfavorecidas, dos pobres do mundo, e a sua outra obra «Banker to the Poor», traduzido em Portugal pela Difel ("O Banqueiro dos Pobres") um portento de ideias económicas de justiça social. O Grameen Bank é um bom exemplo do velho axioma de Schumpeter "small is beautiful".

quinta-feira, abril 20, 2006

A ler II

A "Fauna das Caixas dos Comentários" no Abrupto. Percebe-se porque está a minha caixa fechada.

A ler

Método científico: Mal acordo, procedo às habituais rotinas quotidianas. Antes da higiene oral, banho e mata-bicho, despacho a primeira urina matinal (termo médico). Ou quase. Explico: estranhos fenómenos pélvicos apoquentam-me a consciência e impossibilitam a drenagem. No bom e velho espírito do senhor Karl Popper, adopto uma perspectiva puramente científica.
[Tiago Galvão no Diário]

Ontem

Notícias das velas acesas nos 500 anos do Massacre de Lisboa: aqui; aqui; aqui; e aqui.

Somos todos judeus?

Antes de ler este post do Luís tinha estado a consultar uns dados sobre o Massacre de Lisboa e por sequência escritos sobre a genealogia judaica em comunidades portuguesas, brasileiras e americanas. Quando li o extracto da entrevista do empresário de turismo - um bom observador e intuidor - mas falho de conhecimento sobre a onomástica dos marranos, lembrei-me de vos deixar dois links para estudos importantes sobre o tema. Ficam aqui e aqui.
[como se adivinhava, pelo meu nome, nada me liga a antecedentes judaicos]

Ante-Pós

Santos Cabral. Alguém conhecia este nome antes da sua demissão de Director Nacional da Polícia Judiciária?

quarta-feira, abril 19, 2006

Hoje:

Ei-los que partem!


A acompanhar com atenção, muita atenção, o trabalho liderado pelo jornalista Jacinto Godinho que passa nas terças da RTP1, sobre os Emigrantes. O primeiro episódio, sobre "Os Primeiros Emigrantes" - nos EUA e no Brasil - deu um panorama da qualidade e cuidado da investigação. Apesar das desoras. Apesar dos concursos prévios.

terça-feira, abril 18, 2006

A ler

Tiago Barbosa Ribeiro começou a publicar os primeiros contributos sobre o SERVIÇO PÚBLICO (V1.0). Aqui está uma primeira versão dos contributos recebidos para a desburocratização de processos na administração pública, partindo de casos concretos de todos os dias.

segunda-feira, abril 17, 2006

Os "Judas" de Roma


Hoje à noite, na 2: (onde deveria de ser?), passa o último episódio da série, - fora de série - Rome. Vamos assistir às facadas de Brutus sobre Julius, segundo a narrativa de Cícero: assim se conjugam os desejos de Servília, mãe de Bruto, e de Átia, sobrinha de César e mãe de Octaviano, que há muito espera na sombra, como todos os poetas. Depois, bom, talvez pensemos no evangelho segundo Judas Escariote, dito gnóstico, mas que eu reputo de agnóstico.

domingo, abril 16, 2006

O difícil primeiro.

Apesar de um interregno longo, o Luís fez ontem um ano de postagens. Parabéns a quem resiste.

Marketing

É verdade que já se esperava: encontrar o livro de João Pedro George «Couves e Alforrecas...» num amarelo bem hirto, de pé na prateleira sobre os livros alinhados da marca registada* ali deitados por baixo. Tudo na FNAC do AlgarveShopping, na Guia. Assim vende-se tudo, percebem?

* Margarida Rebelo Pinto

sábado, abril 15, 2006

Como vamos de choque tecnológico?

A propósito das simplificações administrativas, sugeridas pelo Tiago Barbosa Ribeiro no seu blogue Kontratempos, o meu contributo foi este:
Há dias tentei inscrever-me no serviço de acesso directo da Segurança Social (SS), para obter diversas informações online. Como tinha um nº antigo (de 9 dígitos) necessitei de solicitar o actual (de 11 dígitos). Rápido e fácil, por Email; mais rápido e fácil, ainda, porque o site disponibiliza uma alteração imediata. Com estes dados tentei inscrever-me de novo. Só que desta vez a morada constante era uma das minhas antigas residências; e por isso tive de cancelar a operação. Procurando no site da SS não encontrei nenhum formulário/janela/serviço que me permita alterar a morada e inscrever-me. Conclusão: o mais fácil é, para o site da SS, o mais complexo.
Entretanto, acabei por enviar um mail ao serviço da SS Directa, a solicitar alteração da morada. A resposta do serviço foi esta:
Em resposta ao mail enviado, vimos por este meio informar que, para proceder à actualização de morada poderá dirigir-se ao Centro de Segurança Social com o respectivo Bilhete de Identidade e um comprovativo de morada. Para mais informações sobre o Serviço Segurança Social Directa , poderá contactar-nos através do telefone: 21.4230101.
Com os melhores cumprimentos,
Serviço Segurança Social Directa
Instituto de Informática e Estatística da Segurança Social, I. P.
*
Um verdadeiro choque (tecnológico)!

sexta-feira, abril 14, 2006

A ressureição

À nossa volta um céu plúmbeo, uma névoa de chumbo que cobre a vista. Tempo fresco a combinar com os dias. Ali ao lado na ribeira, malmequeres, borragens, cardos ainda húmidos do orvalho da noite, à espera que o calor os torne em gás e a fotossíntese faça o que lhe compete. Olhando o sul, a mesma névoa da manhã de Abril paira sobre o mar. No norte, as serras não escondem o mesmo manto.
Mas algo perturba este universo idílico mas tão ‘real’. Sei que por trás de cada janela, nesta manhã que dizem ser santa, está um turista, zangado e triste à espera da ressureição solar. Esse deus que não chega, quando nele se apostou o fim-de-semana: roupa fresca, euros, hotéis a 90% da capacidade turística, lagosta no vapor. Se o deus não cumpre o seu papel, eles sabem como mistificá-lo: vestem os seus calçanitos e a curta tshirt, põem os chinelos e vão “para a praia da Quarteira”. Mesmo com a água fria e o vento agreste de nordeste, os acólitos ficam lá todo o fim-de-semana, a tiritar de frio, aguardando a rotina de segunda. E assim justificam a adesão do seu martírio em nome da apropriação de deus.

Do serviço

Muitas alterações na lista de blogues, ali ao lado.

Ronaldo

O pênalti perdido passa a representar ou confirmar um conceito muito aceito no futebol: o da fase ruim. Porque "quando a fase é ruim", nada dá certo. A bola bate na trave e sai, o zagueiro salva em cima da linha, o juiz anula gol legítimo. Tudo acontece, inclusive o craque perder um pênalti (muito mal batido, é evidente; não foi uma questão de azar). Mesmo um jogador "velho e gordo" é capaz de fazer melhor do que isso...
Última coluna da Soninha na Folha de S. Paulo.

Onde é que eu já ouvi isto?

Diz Vitalino Canas - vice-presidente da bancada parlamentar do PS - que os deputados são cidadãos como outros quaisquer. E que por isso também podem apresentar atestados médicos para justificar a sua ausência da sessão parlamentar de anteontem. No caso de Vitalino, vai ter de apreciar 55 atestados. Foi esse o número de deputados do partido do governo, ausente das votações parlamentares.

quinta-feira, abril 13, 2006

Reforma administrativa

A acompanhar, com atenção, o serviço público do Kontratempos. O meu contributo estará aqui em breve (sobre a Segurança Social).

Pecadilhos

Verdadeiro choque tecnológico são os pecados inventados nesta páscoa pela ICAR. Sócrates que aprenda!