quinta-feira, abril 13, 2006
Pecadilhos
Verdadeiro choque tecnológico são os pecados inventados nesta páscoa pela ICAR. Sócrates que aprenda!
Aristograças
«Sérgio Abrantes Mendes assumiu ontem que pode avançar com uma candidatura às eleições do Sporting, por considerar que "Filipe Soares Franco não faz fractura ...».
Sempre disse que o Sporting só vivia da aristocracia.
E eu, sou um carapau de corrida?
«Os homens da blogosfera, os que escrevem mais ou menos, embora pensem todos mal, sem excepção, mas, pronto, aqueles que conseguem, por via dos bons compadres políticos, umas colunas num pasquim qualquer que não interessa a ninguém... que trambolhos! Mas que grandes trambolhos! Feioooooooooooosss! Parecem uns peixes (...)»
Tudo na Sociedade Anónima.
Tudo na Sociedade Anónima.
quarta-feira, abril 12, 2006
O massacre do Rossio
terça-feira, abril 11, 2006
Bons sinais para a Ria de Alvor
Depois da vergonha que foi o comportamento político da Câmara de Portimão (CMP) destaca-se, aqui, a posição da Assembleia Municipal de Portimão que aprovou, por unanimidade, uma moção – apresentada pelo Bloco de Esquerda - em defesa da reposição dos habitats destruídos na Ria de Alvor. Lembro que mais de 10 hectares de coberto vegetal do sapal da Ria foram destruídos pelo grupo Imoholding do presidente do Naval 1º de Maio, Aprígio dos Santos, com a conivência da CMP que antes visitara os terrenos da Quinta da Rocha em sinal de reconhecimento e legitimação do proprietário. Espera-se agora que as autoridades cumpram os devidos procedimentos administrativos referentes ao crime ambiental.
O silêncio é de ouro
É verdade que Cavaco Silva ganhou as presidenciais pelo silêncio. Também é verdade que preside, sem se ouvir a sua voz.
Sim,
reparei no sotaque italiano do cardeal Saraiva, ainda há pouco no programa Prós e Contras. Na verdade é aquele linguajar que atribui a legitimação da verdade religiosa ao Vaticano. Desta vez sobre a "crise" da Europa.
segunda-feira, abril 10, 2006
Comentários
Há meses atrás resolvi fechar a caixa de comentários deste blogue. Tal como na minha casa não entra gente que não seja convidada também aqui se evita a boçalidade que por aí vegeta, rasteira e ignorante.
Adeus CPE
O governo francês cedeu na tentativa de impor a CPE (Contrato de Primeiro Emprego), que defendia a precaridade contratual e profissional dos jovens empregados franceses. O argumento é de que não se encontram reunidas as condições para a lei. Nada mais certo. E agora digam que os protestos massives em França não dariam qualquer resultado.
O Principezinho
Entre outras lembranças clássicas cognitivas, recordo o desenho da gibóia que tinha comido um elefante, mas que poderia ser um simples chapéu. Entre a abstracção de um adulto e o raciocínio operativo simples de uma criança, está todo o campo de análise do «Principezinho» de Antoine de Saint-Exupéry, que por estes dias faz 60 anos. Eu por mim tenho duas edições diferentes e li-o noutras tantas que não estão em casa. domingo, abril 09, 2006
Um referendo
Na selecção alemã de futebol, o mesmo dilema das balizas portuguesas. O seleccionador Jurgen Klinsman acabou por escolher Lehman em detrimento de Oliver Kahn depois de 22 meses de experiências e hesitações. Os fãs de Khan – muitos artistas entre eles – chegaram a representá-lo como o destinário da evolução dos primatas. Belo trabalho! Em Portugal, há muito, o ditador Scolari optou por Ricardo (que também tem camiões de fãs) em desfavor de Baía. Como Scolari não é democrata e se arma em militarista aconselho um referendo para escolher o guarda-redes das camisolas de Portugal.
quinta-feira, abril 06, 2006
Microtextos [3]
Berardo. Finalmente, a colecção Berardo fica em Portugal, no Centro Cultural de Belém. Berardo diz que tem 2000 peças, Mega Ferreira (presidente do CCB) diz que só interessam 850; e destas expor talvez 200. A colecção está avaliada em 34 milhões de euros; mas há também quem a avalie em 100 milhões. Berardo quer fazer da colecção um trampolim para que o CCB seja o museu mais visitado do mundo. Mega Ferreira diz que tá bem tá, belo objectivo (deve estar a pensar que Berardo não conhece o Guggenheim ou o MoMA). E Sócrates? Bom, Sócrates – como um adolescente que descobre o poder – lá vai dizendo: quando vi pela primeira vez a colecção pensei logo que o lugar dela seria em Portugal.
Microtextos [2]
Mário Viegas. O Beckett português – porque “não há nada mais cómico do que a desgraça” – morreu há 10 anos. Um diseur de poesia que afirmava que “os poemas não se explicam, ouvem-se”. Viveu sempre no gume da navalha: no teatro como na vida, a assunção de um espírito tão livre quanto libertário. Lembro-me sempre de quando, ainda adolescente, ouvi o «Poema do Ódio» de Almada Negreiros dito por ele. Estava junto da Ria Formosa e foi como se uma luz marítima entrasse adentro de mim. Apetece-me relembrar, como Almada sobre Júlio: morra o Dantas, pim!
Microtextos [1]
ETA e Zapatero. Os protestos do Partido Popular espanhol (PP), sobre as negociações do governo espanhol com a ETA para uma declaração de paz, não se remetem à aludida negociação sem entrega de armas e assunção de arrependimento. O que o PP não esperaria é que o governo espanhol conseguisse um cessar-fogo sem mortes, que prossegue a ausência de mortandade que dura há três anos. E que é o primeiro passo para uma negociação concertada sobre a presença identitária das muitas nações de Espanha, em regime de reciprocidade. Talvez o PP quisesse desenvolver uma política à administração americana: primeiro faz-se a guerra preenptiva; porque com os terroristas não se negoceia.
quarta-feira, abril 05, 2006
O Arade ali em Silves
A ler, com muita atenção, o texto do António Baeta Oliveira sobre o rio Arade. Para perceber para que é que o rio tem servido nos últimos cinco anos. E para assinar a petição online que se divulga aqui (não esqueça de, em vez de País/Cidade, escrever BI, data e arquivo).
segunda-feira, abril 03, 2006
Pode o rio Arade ser um deserto que doa a alma?
Senhores(as):
O Rio Arade, no Algarve, tem sido nos últimos anos largamente referido nos órgãos de comunicação social, não só pelos seus atributos ambientais e turísticos, como pelo importante papel que sempre desempenhou no desenvolvimento local, ao longo da história. A sua revitalização e desassoreamento são velhos sonhos e reivindicação das populações ribeirinhas, de Silves a Portimão. De há dez anos para cá que se multiplicam os esforços para que o desassoreamento, despoluição e revitalização das margens do Arade sejam uma realidade. Visitas e declarações públicas favoráveis de membros do governo (de todos os partidos, assinale-se), presidentes da república, e outros, pouco ou nada adiantaram. Projectos (2), estudos de impacte ambiental,verbas consignadas em sede de PIDDAC, de tudo já houve. Numa altura em que se discute e se pretende a revisão do novo PROT para a região algarvia, sobre o Arade nada fica claro no referido documento.Os algarvios, sobretudo os que habitam nos concelhos ribeirinhos (Silves, Lagoa, Monchique e Portimão), começam a estar fartos de tantas promessas e dispêndio de dinheiros públicos, até agora inconsequentes. Por isso, os abaixo-assinados, endereçam esta petição pública ao Governo, Assembleia e Presidente da República, IPTM e CCDRAlgarve para que, de uma vez por todas, assumam as suas responsabilidades e posições públicas levando por diante aquilo que é, por todos, considerado um importante projecto de desenvolvimento regional.
Sincerely,
*
153 assinaturas! É pouco, muito pouco para um rio que fez tanto por nós! Assine aqui.
Por este rio acima [6]
«É o que o rio Arade é hoje em dia: um reles fio de água, silvas, lodos, porcaria. Matar o Arade é matar a cultura árabe. Exagero? Sem o Arade o que cantariam os poetas de Silves? Não foi o deserto que os encantou! O deserto é o destino dos desterros de Silves, terra do rio e das águas santas que nunca se esquecem.Pode o rio Arade ser um deserto que doa a alma?»
*
(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")
domingo, abril 02, 2006
Por este rio acima [5]
«Muito, muito mais tarde desci o rio, de canoa. Foi ele que me levou rio abaixo até às velhas fontes de Estômbar. E no dia seguinte me transportou rio acima até à cidade de Silves. Depois, passei debaixo da ponte e terminei no pego fundo, onde em tempos idos tinha mergulhado de cima duma velha nogueira marginal. Para lá dela a canoa não passava: um reles fio de água, silvas, lodos». Campanha pelo Desassoreamento e Despoluição do Rio Arade - Algarve
(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")
(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")
sábado, abril 01, 2006
Por este rio acima [4]
«Com esta brincadeira fiquei dois anos em Silves e se escolhi jogar futebol no Silves Futebol Clube foi também por culpa do rio. Nos treinos sentia o cheiro das águas, as mesmas que corriam até à minha casa e que me encontravam no dia seguinte, de manhã, quando rumava de novo à cidade. Os meus passeios não ignoravam as ladeiras de calcário ou os pós de grés do castelo, mas os meus passos, inelutavelmente, desciam para aquelas águas curiosas e secretas». *
(quando assinar coloque o nº do BI no campo "País/Cidade")
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