segunda-feira, março 13, 2006

Desertos?

A acreditar no que o António diz - sobre o facto de em Silves a ACTA e a Orquestra do Algarve nunca terem realizado qualquer actuação - estamos perante uma gestão autárquica de autêntico desprezo cultural. De pobreza política, portanto!

Emplastros

Agora que acabei as memórias do Brás Cubas, faço o quê? Um emplasto OPA hostil?

Espuma

É mais fácil acabar o espectro do que o circunspecto!

Qualquer módico de coerência sai caro

«(...) Um Estado ao serviço de todos, como se exige em democracia, deve ser servido pelos melhores e, por isso, a escolha dos altos responsáveis não eleitos não pode senão nortear-se exclusivamente por critérios de mérito, onde as considerações político-partidárias não podem contar(...)» (Extracto do discurso da tomada de posse de Cavaco Silva como presidente da república. Ler na íntegra aqui).
Para os efeitos acima considerados, se declara que Nunes Liberato, chefe da Casa Civil, Jorge Moreira da Silva, assessor para o Ambiente e David Justino, assessor para os Assuntos Sociais, do Gabinete da Presidência da República escolhidos por Cavaco Silva, nada têm a ver com o PSD.

sexta-feira, março 10, 2006

Blog da Soninha

O Brasil tem dos melhores escritores da língua de Camões; já se sabia. Na blogosfera o país também dá cartas. Nos meus links lá está um dos seus lídimos representantes (ASS). Mas queria falar-vos do blogue de uma vereadora do PT na cidade de SamPa (São Paulo). A Sónia faz do seu cargo político uma lição de democracia partilhada. E o jornal onde escreve (a Folha de S. Paulo) ainda lhe dá um blogue. Para além disto tudo - que não é pouco - ela é lindíssima.

Curb your Enthusiasm



Não houve explicação da mudança. Mas a 2: passa hoje Calma Larry às 00.00h.

A 4ª república do PSD

O PSD tomou, ontem, posse do palácio cor-de-rosa. Cavaco inicia, assim, na assessoria da presidência a quarta república. Lá estão na Educação e Juventude, Suzana Toscano e nos Assuntos Sociais, David Justino. Ambos escrevem no blogue "4ª República". Para que se perceba.

quinta-feira, março 09, 2006

Concurso

Repararam que Manuel Alegre andou sempre colado atrás de Cavaco Silva? Porquê? Dou-vos três hipóteses de escolha múltipla:

1. Por ser vice-presidente da AR?
2. Por ter sido o 2º candidato mais votado?
3. Porque Sócrates não tinha canadianas?

Respostas para o Email: comunitario@sapo.pt
No fim de semana um prémio para o vencedor!

Inteiro

Cavaco Silva inaugurou um novo conceito nas tomadas de posse presidenciais: serei o presidente de Portugal inteiro.

Ósculo

O que retive do vislumbre televisivo da tomada de posse do presidente da república foi a sessão de cumprimentos. Vi que a primeira pessoa a cumprimentar o nóvel presidente foi a senhora Cavaco Silva. E vi que ela não o beijou na boca, mas sim na cara. Desculpem lá, mas antes de continuar tenho que ir ler o protocolo da Assembleia da República.

Bernardo de Passos


A minha crónica no barlavento de hoje:
(Para ler online clicar na imagem)



Bernardo de Passos, poeta da bandeira e da alimentação saudável

É um facto que os poetas portugueses estão esquecidos. Explicando, tirando Pedro Mexia, que aparece em tudo o que são jornais, editoras, blogs e colóquios, quem se lembra dos outros? Na verdade só quando fenecem e o coro do país entristece-se.
Mas se há dias poéticos, hoje foi um deles. E tudo por causa de um poeta algarvio, de S. Brás de Alportel, Bernardo de Passos. Não sei se direi que o poeta é de S. Brás natural! Parece que o governo quer acabar com as freguesias que correspondem a concelhos; e nesse caso...

Bom, mas vamos ao que interessa. Antes de separar a “Notícias de Sábado” - revista do DN do dia - para o contentor do ecoponto, entretenho-me a recortar uma ou outra crónica para leituras dos meus alunos. E lá aproveito para ler a crónica do Francisco José Viegas sobre restauração. Mas eis que dou com uma pequena notícia no fundo da página sobre o ensino do estômago. Leram bem! Trata-se de um projecto do Gabinete de Nutrição do Centro Regional de Saúde Pública que avalia a qualidade da alimentação nas escolas públicas. O que interessa aqui, e que tem a ver com o poeta de «Ecos da Serra», é que é justamente a Escola do Poeta Bernardo de Passos, de S. Brás de Alportel, que merece a distinção do Diário de Notícias. Tudo porque a cozinheira da Escola promove o peixe grelhado, o arrozinho de polvo e – manjar dos deuses – a massada de tamboril. Da sopa já eu tinha ouvido falar, muito e bem. De parabéns está a D. Maria Otília Neto e o poeta Bernardo de Passos, um bom garfo neste caso.
Mas esta história cruza-se com outra. Deram pelos novos equipamentos da selecção de futebol para o mundial 2006? Camisolas marrons e calçanitos verde tropa?! E equipamento alternativo preto? Não é que eu me perca de amores pela bandeira verde-rubra, cheia da coloração dos países pós-coloniais e já gasta de tantos anos de dinastias republicanas. O caso que me trouxe aqui, é que o poeta Bernardo de Passos também foi um defensor acerado desta bandeira, no seu tempo de arrojo patriótico. E esgaravatando nas simbologias da república encontro-o a versejar assim:
[...] Ela é tão nossa já, a guiar-nos os passos...
De tal forma diz Pátria, essa bandeira bela,
Que ou esta Pátria vive erguendo-a bem nos braços

Ou esta Pátria morre amortalhada nela! *

Vejam lá se a bandeira também não nos alimenta, de forma saudável?

* esta quadra devo-a ao trabalho de Teixeira, N.S. (1991). A Memória da Nação.

quarta-feira, março 08, 2006

Gaivotas

Uma voz pouco conhecida, mas exímia e cuidadosa na arte das frases lapidares. Gregório Salvaterra com dois anos na blogosfera, a contar gaivotas.

Solista

De saudar as palavras a solo de Tiago Barbosa Ribeiro, depois dos colectivos LaPlage e a.estrada. Esperam-se muitos Kontratempos.

A morte do CDS

Paulo Portas trouxe, segundo ele próprio, a voz da direita para a televisão. Depois de Rebelo de Sousa, na TVI e agora na RTP e de António Vitorino também na RTP, a televisão privada equilibra o espectro político com o ex-líder do PP. Realmente a TV andava infestada de esquerdistas!

Munique

Qualquer boa reportagem sobre os acontecimentos dos Jogos Olímpicos de Munique seria melhor que o filme. Fui ver “Munique”, de Spielberg, para tirar umas dúvidas. É claro que é uma ficção e pensar-se que o filme desmascara alguma coisa da política israelita dos anos 70 é não perceber que o filme não tem nada, mas mesmo nada, de anti-semitismo. E que as opacas organizações internacionais (CIA, Mossad, o “Papá” francês?) também não são nada de novo para quem anda no cinema em 2006. No fim, só resta a competência fílmica de Spielberg que, mesmo com pergaminhos afirmados, se deixa cair na tentação de terminar o filme sobrepondo o orgasmo do principal personagem às memórias dos crimes da retaliação contra os árabes. Um pouco ridículo.

O milagre da PT

Digam lá se não deu pena ver Horta e Costa, dono da PT, enfatado, enfatuado e enfastiado, enfaticamente acentuando que a PT era o melhor dos mundos da comunicação e que iria distribuir dividendos aos seus accionistas que nunca, mas nunca deveriam alinhar na OPA da Sonaecom. Temos a PT que merecemos!

terça-feira, março 07, 2006

Nada como as prisões

Toda a gente sabe que há muito tempo que o CDS pretende mexer na legislação penal para os adolescentes. A propósito dos acontecimentos que originaram a morte da transexual Gisberta, acorrem ligeiros a propor alterações à lei penal para criminalizar os actos de menores a partir dos 14 anos. Se o Direito se caracteriza pela universalidade e intemporalidade, mudar a lei a reboque da prática social nunca deu muitos nem bons resultados. Mas sabemos que ao CDS o que o preocupa é a criminalização pura e simples.

Falta de entusiasmo

Mas a 2: não explica por que é que tira da emissão o episódio de Curb your Enthusiasm, de Larry David e o troca pelos lamas dos Andes?

segunda-feira, março 06, 2006

Agenda da noite


Depois, Rome, da HBO

Periferias cá dentro

Depois do nada angélico Rui Ângelo Araújo, mais um dos periféricos entra no centro da blogosfera: Fernando Gouveia com o “Não Tenho Vida Para Isto”. Aguardemos o José Ferreira Borges, nosso antigo colaborador no a cultura é para se comer.