terça-feira, janeiro 03, 2006

Acidental

O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Mais saldos do novo ano

Atenção: Ivan Nunes diz que a direita vota Louçã

Saldos do novo ano

Atenção: Zélia Gil Pinheiro apoia Cavaco Silva

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Remate

Estavam os dois em casa, sós, a ceia na mesa e os presentes debaixo da árvore. Tinham passado a noite a beber e estavam já um pouco embriagados. Palavras que começaram por ser gracejos passaram rapidamente a insultos. E das palavras passaram aos actos. Mais tarde arrependeram-se os dois. (...)
Repare-se no balanço galopante das palavras em direcção a um desfecho inevitável. Que o leitor não sabe. Mas que o Luís remata assim: >

Ah, velho Churchill

A coluna de João Pereira Coutinho na Folha de S. Paulo é uma das minhas preferidas. Quem o lê sabe que JPC é um rapazinho (só tem 29 anos) às direitas, mas é um leitor inveterado e um colunista moderníssimo, enquanto crítico inteligente e divulgador culto. Manter os inimigos perto de nós, é um excelente conselho do velho Churchill. Por isso leia a última coluna de Coutinho: "Dicionário 2005".

Amigos

Para ler, com suavidade, a poesia quente do meu amigo Luís Filipe Natal Marques. Ali ao lado, nos Blogues, na Rotação dos tempos.

Condomínios

Na 2ª feira participei na reunião anual do condomínio. É claro que só me lembrei dela no momento em que li o belíssimo texto do Tiago Cavaco sobre a sua própria. Leia aqui.

O Guião

- Sim, claro que Cavaco Silva tem um guião!, respondia, há pouco, Pacheco Pereira a Carlos Duarte na "Quadratura do Círculo". Pacheco Pereira como intelectual competente sabe que esse guião está à mostra, demasiado descoberto, e que dificilmente irá resistir aos ventos frios de Janeiro.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Indispensável

ler os vários balanços na Origem das Espécies.

Últimas chuvas

Para perceber como a ideologia de Cavaco é um monumento de "construções" sucessivas da representação da imagética popular, montada por marketeers da Católica e que se desfaz às primeiras chuvas do Natal, é ler a sua entrevista ao «Jornal de Notícias».

Lusíadas

Vi, há pouco no programa de Jô Soares, o actor brasileiro José Vasconcellos fazer a rábula dos "Lusíadas", um texto em que representa - com aquela voz de trovão, apesar de gaiato - a primeira estrofe do Canto I. Vasconcellos dramatiza a récita de vários personagens representativos da geografia humana da Europa e da América Latina (aqui o velho rival Argentina), que declamam a estrofe perdendo-se em fait-divers e voyeurismos risíveis. E conta a história de quando representou esta rábula na Universidade de Lisboa, antes do 25 de Abril, numa altura em que a mesma estava proibida pela Pide, com a qual ele gozou. De rir às lágrimas.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Obrigatório ler

Os Evangelhos de Boliqueime: a Anunciação. No Franco Atirador.

A rir meus amigos

Excelente a entrevista de Ricardo Araújo Pereira a Ana Sousa Dias, ainda há pouco na 2:. Os dois prometiam um bom argumento e não desmereceram. Divinal, mesmo, foi quando RAP passou de entrevistado a actor e disse para ASD:
-Pois, gosto mais deste seu programa. Porque no outro estão a enganá-la. Tem que falar com a produção. É que põem-lhe o mesmo convidado todas as semanas.
Hilariante! ASD engoliu um pouco em seco e lá respondeu que isso fazia parte do contrato. Estava escrito.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

BI

Sim, sim, aduladores e detractores, o «Bilhete de Identidade» está agora na cabeceira. O primeiro capítulo (o do pai) já lá foi.

.com

Ah, mas os gabinetes jurídicos das candidaturas têm tanto trabalho com as brincadeiras daquela casa de apostas cujo nome não vou escrever! Brincadeira, como diz Louçã.

domingo, dezembro 25, 2005

Contrasenso convida:

Como anteriormente referi esta é (foi) a última coluna “Contrasenso” na Voz de Loulé.
Aqui estive a escrever desde 1 de Maio de 2003, em formatos diferentes e nos últimos tempos com o convite aos amigos Luís Guerreiro, Maria Amália Cabrita, Luís Ene e Joaquim Mealha Costa, os quais asseguraram esta coluna nos últimos meses, por impedimentos académicos da minha parte. A este projecto seguir-se-ia outro, com início no primeiro trimestre de 2006, que envolveria os amigos aqui referidos. Imponderavelmente, A Voz de Loulé vai suspender a publicação a partir do número de 15 de Dezembro 05. Por este motivo resta-me agradecer: em primeiro lugar aos leitores e amigos que são a seiva da imprensa escrita; aos amigos que aqui escreveram de forma brilhante; e ao director do jornal, José Maria da Piedade Barros, sua esposa e administradora da publicação e a toda a restante equipa.
Por agora fica a coluna escrita por Luís Guerreiro. Até qualquer dia.

O Centenário do Carnaval de Loulé


Por força da roda do tempo a edição de 2006 do Carnaval de Loulé corresponde ao seu Centenário. Foi justamente há cem anos que um grupo de louletanos liderados por Ventura Sousa Barbosa, o verdadeiro «pai» do Carnaval de Loulé, decidiu organizar os primeiros festejos carnavalescos desta terra, com a denominação de Carnaval Civilizado e subordinado ao lema Paz, Amor e Caridade.
Estes epítetos têm razão de ser: os festejos do carnaval até 1906 eram extremamente agressivos, sujos, sem graça, monótonos e sensaborões, segundo os relatos da época. Era preciso alterar-lhe a feição, civilizá-lo, torná-lo mais asseado e elegante. Por outro lado, nesta época, existiam muitos pobres, mendigos e miséria por todo o lado. Era preciso conferir uma dimensão humanitária a esta festa de excessos e abusos passíveis de condenação, dando-lhe um ar de alegria e de civismo, onde toda a sociedade louletana participasse e simultaneamente servisse para aliviar o sofrimento e a fome daqueles que efectivamente mais precisavam.
Do programa, amplamente divulgado por todo o concelho, constava nesta primeira edição uma Matinée no “Teatro Louletano”, Batalha de Flores e um Bodo aos Pobres. A primeira Batalha de Flores, que constituiu um êxito assinalável não só pela presença de milhares de pessoas e pela forma ordeira como tudo se passou mas também pela beleza e bom gosto dos carros alegóricos, desenrolou-se na Rua da Praça, entre o Largo dos Inocentes (actual Largo Gago Coutinho) e as Bicas Novas (actual Largo Bernardo Lopes). Abrilhantaram os festejos três filarmónicas: «Artistas de Minerva», «Marçal Pacheco» e «Progresso Louletano».
As primeiras edições do Carnaval de Loulé tiveram mais ou menos este figurino. Batalha de Flores com o percurso por vezes estendido até à Rua dos Grilos (actual Av. Marçal Pacheco), espectáculos teatrais e Bodo aos Pobres. Este Bodo aos Pobres durou pouco tempo, dizem que a sua extinção se terá ficado a dever às cenas tristes que esta cerimónia despertava e também pelo facto de ter surgido em Loulé uma Associação que tinha por objectivo principal a assistência à mendicidade.
A partir de 1926 o Carnaval de Loulé assume uma nova fase, passando a Santa Casa de Misericórdia a organizar os festejos e as receitas a serem orientadas integralmente para o funcionamento e melhoramento do Hospital de Loulé.
Foram tempos áureos do nosso Hospital, ao ponto de ser um dos melhores equipamentos de saúde do Algarve, em grande medida devido às avultadas receitas que os festejos, cada vez mais populares por esse país fora, iam gerando, mas também ao profissionalismo e competência do seu corpo clínico, com destaque para o Dr. Bernardo Lopes. Cada vez há mais gente de outras terras a querer ver o nosso Carnaval, pela fama que vai adquirindo, o que naturalmente acarreta problemas logísticos variados. Desde logo carência de alojamentos, transportes e pouca restauração. Depois é a própria natureza dos festejos que se começa a aperfeiçoar, conferindo maior profissionalismo à organização através das Comissões criadas para o efeito, o aumento dos carros alegóricos com a presença das freguesias, instituições e carros-reclame. É evidente que no meio de tudo isto, também houve problemas de crescimento, crises insuperáveis e transtornos inesperados. Sem querer entrar muito por esta área, recordo o célebre ano de 1941, em que só por um triz e influência de gente importante é que houve Carnaval de Loulé. O mundo estava em guerra, Portugal apesar do seu estatuto neutral, sofria as consequências do conflito, adoptando o racionamento de muitos bens essenciais e para cúmulo do azar, em Fevereiro desse ano, dá-se em Portugal um violento ciclone que provocou mais de uma centena de mortes e avultados prejuízos. Salazar proibiu os festejos de rua. Sem entrar em grandes pormenores o Carnaval de Loulé foi excepcionalmente autorizado, atendendo a fins de beneficência que tinha.
Até a Câmara de Loulé começar a organizar o Carnaval em 1977, os festejos assumiram sempre esta característica dupla: o aspecto artístico aliado aos fins de beneficência.
A partir desta data o Carnaval passou a ser um cartaz turístico de época baixa, um espectáculo de cor e alegria a que milhares de pessoas assistem através de um ingresso na Av. José da Costa Mealha e, supostamente, um motor da economia local e regional.
Perdeu-se com este figurino a participação activa da população que a pouco e pouco deixou de estar envolvida na sua organização pois todos os serviços passaram a ser profissionalizados (entenda-se remunerados) e deixou de haver o tal objectivo filantrópico que mercê de acções bem concertadas desse tempo apelavam à generosidade e à participação voluntária de centenas de pessoas. Os tempos não param, passaram cem anos sobre a festa memorável que foi o primeiro Carnaval Civilizado de Loulé, muita coisa mudou na nossa terra, no país e no mundo e quer queiramos quer não, as coisas evoluíram e não podemos mais voltar atrás numa lógica de saudosismo ou revivalismo. Podemos melhorar, aperfeiçoar, fazer diferente e nesse sentido penso que este Centenário, para além das comemorações inevitáveis, até porque é a festividade mais conhecida além-fronteiras de Loulé, deve servir também para reflectirmos e debatermos o futuro deste valioso património que nos foi legado por uma geração de louletanos ilustres.

[Luís Guerreiro]

sexta-feira, dezembro 23, 2005

A ética do jornalista

O caso da jornalista do DN no Algarve, Paula Martinheira, relatado hoje no jornal barlavento, recorda-me o que escrevi sobre o assunto aqui.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

As razões do espia de balneário

Nunca escondi que alguma vez achasse este homem competente. Escrevi várias vezes sobre o perfil militarista e patridiota (como lhe chama Vale de Almeida) que ele impôs à selecção de futebol e sobre o populismo nacionalista das bandeirinhas chinesas que levou a pátria dos outros a erguer nas janelas. É claro que em tempo de vacas magras e valores enlameados há sempre lugar para o messianismo do “rigor, da competência e da autoridade”. A presente campanha presidencial é disso excelente paradigma.
Agora vir dizer que Baía e João Pinto não são convocados por “razões de balneário”, prova o que sempre dissémos. E não adianta pensar que estas reacções, de quem acha que Scolari deveria deixar o cargo de seleccionador, é xenófoba, só porque é brasileiro (a propósito experimentem propor Mourinho para o lugar de Parreira). Muita gente que andava satisfeita com os resultados do Euro/04 já deu a mão à palmatória e já percebeu que o homem não tem qualquer cultura democrática. A sua presença na selecção portuguesa é de mero interesse comercial. Agora também era bom que os responsáveis pela sua presença deixassem o lugar de meros amanuenses.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Os poemas da "Máquina"

A RIA FORMOSA

Na tarde, notavam-se as ausências no lago.
Onde estavam os flamingos rosa,
dormindo o dia nos aquilinos bicos?
E as correrias dos velhos galeirões,
mostrando quão perene é o nosso tempo?
Patos reais, porfírios azuis, nem as garças brancas
denunciam a vida, junto das sapeiras e das dunas,
nas águas salobras.
Talvez um apelo longínquo das gaivotas,
atentas ao desenrolar das estações,
ou o incómodo da primavera dos homens,
sempre dispostos a perturbar a serenidade
dos belos mundos
que desconhece.
*
Este e outros dois poemas meus podem ser lidos na Máquina do Mundo, revista brasileira de poesia, no número de Dezembro 05.

sábado, dezembro 17, 2005

Novidades

Muitas alterações no template: para marear a navegação dos leitores; para corresponder aos desígnios das minhas leituras.
Ora vejam ali no lado direito:
1. Abri uma secção para as minhas crónicas no jornal "barlavento" (as que estão online; as outras podem ser encontradas no arquivo do Lobo das Estepes);
2. Coloquei online o conto que publiquei na revista "bestiário";
3. Abri outra secção, com os livros que estou a ler neste momento, a qual será actualizada de acordo com as leituras (os livros do mestrado não contam);
4. Outra nova secção contém a imprensa que leio online;
5. Ainda outra secção contém as revistas que leio online;
6. Finalmente, actualizei a lista de blogues que leio desde sempre (ainda faltam alguns, claro).
*
Até já!