quarta-feira, outubro 19, 2005

Olhó Jardel!

E eu pensava que esta gente tinha o sentido da decência. Ou um maior "sentido de estado". Primeiro foi o Soares é fixe! Agora é o Super-Mário.

Desorientação

Afinal o sono levou-me a outras paragens. E o melhor é falar de sociedades anónimas, aquelas em que não se conhecem os ricos que são sete vezes mais ricos que os pobres, isto no dizer de gente rica insuspeita. Ricos como aqueles que agora andam tão assustados com os seus escritórios e bancos vasculhados pela devassa da polícia, os homens que são tão importantes para a sobrevivência económica do país, Salgado dixit. Mas a sociedade anónima de que eu quero falar é outra: jovem, irreverente, femina sapiens, ai as mulheres quando se juntam, Francisco. Beleza pura! Vão mas é ler aqui.

Pré-post

Não sei se escreva sobre a comoção de Dias da Cunha, entre os seus dois despedidos, sobre o plano radical do governo para a erradicação das aves infectadas, sobre o minuto 29 do Vilarreal-Benfica, sobre a OTA e o TGV no OE de 2006, sobre os scones da reunião da comissão política de Mário Soares, sobre... Desculpem lá, vou dormir e amanhã decido.

terça-feira, outubro 18, 2005

Ataíde Oliveira

O texto de Luís Guerreiro, na coluna "Contrasenso" da Voz de Loulé, vertido mesmo num post aqui por baixo, - sobre o monografista Ataíde Oliveira - suscitou uma réplica do António Baeta Oliveira, do mesmo nível de qualidade que aconselho vivamente a lerem. É só clicar no nome sublinhado.

segunda-feira, outubro 17, 2005

A ler

«Aves: truz truz
Erguem-se barreiras nos céus às aladas arribações. Por causa da gripe. Dizem. Sabemos de ciência escrita que se não puserem cá os ovos os filhos morrem à nascença. As que não dão sinais de fome e pobreza seguem pela via verde.»

Paciência de Job

Em final de trabalho, a edição do 3º CD do catálogo "Tradição Musical de Loulé", desta feita sobre Outras Músicas: paciência, muita paciência para ouvir e seleccionar as nossas gravações de há mais de 20 anos no barrocal do concelho. Agora é ouvir com muita atenção, rever o estudo para o booklet e esperar, para todos ouvirmos.

Co

Adrianse só viu lenços brancos nas mãos de benfiquistas. Mentiu. Mas os adeptos do Benfica também podem dizer adeus a um treinador que também disse que quando os visse iria embora. Não foi e depois diz que nunca o disse. O FCP merece-o.

domingo, outubro 16, 2005

CONTRASENSO convida

Amanhã deve estar nas bancas A Voz de Loulé de 15 de Outubro. Neste número, a coluna "Contrasenso" conta com a participação de Luís Guerreiro, com um trabalho sobre Ataíde Oliveira, que pode ler aqui:
*
Ataíde de Oliveira, Benemérito do Algarve
Quem o assim apelidou, entre outros encómios, foi o grande Mestre e sábio Leite de Vasconcelos nos primeiros anos do séc. XX. Francisco Xavier de Ataíde Oliveira morreu em Loulé, em 20 de Novembro de 1915, portanto, há exactamente noventa anos. Foi um notável investigador, escritor, jornalista e sobretudo um grande monografista. Pode-se discutir o estilo, se era ou não um bom prosador, se as suas obras têm muitos ou poucos erros, mas ninguém pode pôr em causa a valia do seu trabalho, a dimensão do seu legado e o pioneirismo no Algarve de muitas áreas que aflorou. É evidente que as Monografias posteriores passaram a ser mais perfeitas, tendo presente que quem cultivou o género tinha outra preparação, outros domínios do saber e outras facilidades de investigação. Por exemplo Estanco Louro que escreveu uma excelente Monografia de S. Brás de Alportel tinha formação académica adequada com conhecimentos de arqueologia, etnografia e epigrafia. Ataíde Oliveira era Bacharel, formado em Teologia e Direito pela Universidade de Coimbra. Julgo que depois de receber as Ordens de Diácono e Presbítero, nunca exerceu o sacerdócio, embora fosse carinhosamente tratado por muitos louletanos por Padre Ataíde ou simplesmente por Padre pelos adversários políticos. Ataíde de Oliveira era do Partido Regenerador e um grande amigo e correligionário do grande Louletano Dr. Marçal Pacheco, político de grande prestígio, Deputado e Par do Reino . Aliás, diz-se que foi graças a esta amizade que Ataíde Oliveira ficou devendo a sua nomeação para Conservador do Registo Predial de Loulé, porque como era padre estavam-lhe interditos a ocupação de certos cargos públicos.
Ataíde Oliveira fundou o primeiro jornal que Loulé teve, em 31 de Março de 1889, “O Algarvio” e colaborou com dezenas de periódicos.
Da sua obra publicada em livro deixou-nos os Contos Infantis, Mouras Encantadas, Contos Tradicionais, Romanceiro do Algarve, Biografia de D. Francisco Gomes de Avelar e Memória do Bispado do Algarve e Monografias de Loulé, Algoz, Olhão, Alvor, Vila Real de Santo António, S. Bartolomeu de Messines, Paderne, Estombar, Porches, Luz de Tavira e Estói. Temos que admitir que perante uma tão vasta bibliografia, aliada à permanente actividade jornalística, numa época em que o Algarve estava praticamente isolado do resto do País, com dificuldades de acesso à Torre do Tombo, aos Arquivos Públicos e à inexistência de boas Bibliotecas, o seu labor deve ter sido extremamente difícil e extenuante. O que lhe valeu foi uma boa rede de conhecimentos pessoais, em particular os Padres das freguesias e muito especialmente o povo, guardião de tradições e saberes que não estão escritos em nenhum lado. Conta o Dr. Guerreiro Murta, que o conheceu pessoalmente, que Ataíde Oliveira convidava as pessoas mais idosas das freguesias a virem ao seu gabinete de Conservador do Registo Predial, onde mercê da sua simpatia e trato fácil, registava estórias, contos e velhas recordações, pagando aos mais pobres um pataco (40 réis) por cada lenda e conto ou por cada feixe de quadras. Foram estas pessoas a principal fonte do seu trabalho. Quando Ataíde Oliveira morreu em 1915, na terra que ele escolheu para viver ( ele era natural de Algoz- Concelho de Silves), Manuel Viegas d´Olival escreveu num jornal de Loulé, “O Primeiro de Maio”: “ O que o Algarve lhe deve, desculpai-me a franqueza é quase ignorado no Algarve. As suas obras literárias sobre o Passado e os encantos do Algarve elevaram-no à categoria mais alta dos homens de Letras do nosso País. Ataíde Oliveira trabalhou pela sua Província e por esta terra como um fanático trabalha pelo seu ideal”.
Quando em 2005, se assinalam noventa anos sobre a sua morte e no Algarve se comemora uma Capital da Cultura, com um Programa diversificado em vários domínios, entre os quais um conjunto de conferências sobre Ilustres Personalidades das Letras do Algarve, é pena que ninguém se tenha lembrado do maior Monografista do Algarve e um dos maiores regionalistas de sempre, com todo o significado que isso possa ter. É certo que uma Editora privada nos últimos anos tem vindo a reeditar a sua obra, que o Dr. Mário Lyster Franco tenha proposto em 1930 uma grande homenagem ao insigne investigador com a colocação do seu busto no Largo de S. Francisco em Loulé, mas neste ano especial nem uma palavra sobre Ataíde Oliveira, nem um Colóquio, um folhetozinho, um Workshop, uma medalha evocativa. Tenho esperança que ainda se faça qualquer coisa.

[Luís Guerreiro]
*
nota: a coluna em papel é acompanhada de uma foto de Ataíde Oliveira.

Benfica

O erro de Baía - ao contrário de Koeman - foi ter convidado Nuno Gomes para o seu aniversário.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Os golos

Os embevecidos com os recordes, não sabem fazer contas. Dizem que Pauleta ultrapassou o recorde de golos de Eusébio. Fez mais um golo, em treze jogos a mais. Onde é que está o recorde?
Entretanto Medeiros Ferreira acha que tudo isto é por ter caído um mito do salazarismo. Afinal, salazarismo é fazer deste fait-divers, um mito.

Harold Pinter

O homem dos "diálogos banais", que escrevia as peças para si e falava publicamente para os outros, venceu o prémio nobel da literatura. Não foi o primeiro dramaturgo a receber o prémio. Antes, já Dario Fo, o autor de Um homem é um homem, o havia recebido.

quinta-feira, outubro 13, 2005

a ler

eleições

sim, eu sei que devia falar das eleições na minha terra. mas dizer o quê? talvez a expressão "é a cultura, estúpido!".

Reflexão

Compreendo que a reflexão seja necessária. Mas uma reflexão nunca poderá ser eterna, sob pena de se tornar a confissão eterna do pecador. Ora, uma reflexão exige uma evidente flexão, uma descida terrena aos crentes que precisam de ler para crer. Mesmo que tenha acontecido um desastre.

terça-feira, outubro 11, 2005

Mais leituras

Uma das minhas revistas de leitura na Net: Semana 3. Este mês com uma entrevista a Paulo Francis, sempre divino, feita pelo seu melhor colunista. Claro, Alexandre Soares Silva.

Leituras castas

Jeitinho
Sou proselitista. Creio que o cristianismo é a única religião verdadeira e que toda a pessoa deve converter-se ao Senhor Jesus. Mas sou um proselitista gentil. Não meto conversa com ninguém para lhe falar das coisas espirituais. É pouco educado e de estilo tem zero (o cristianismo converte com estilo).O apelo dos evangélicos à conversão dos outros chega a ser abjecto. Uma extrema-unção a meio da vida. Parecem desesperados para que todos emitam a mesma prática litúrgica, mastiguem a mesma hóstia, sincronizem o mesmo aleluia. A vantagem de um proselitista gentil é que sendo calvinista e descrendo do livre-arbítrio, como eu, concede que nem todos nascemos para o mesmo. Que é como quem diz, posso sentir-me bem mas tu podes sentir-te bem sem te sentires bem do modo como eu me sinto bem. Não é relativismo moral. É tratar a vontade das pessoas com jeitinho.

Regressos

É bem sabida a dificuldade de encontrar jaquinzinhos no mercado blasfemo do Porto...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Sim, a chuva caiu

lavou o pó do chão e reverdeceu as árvores. estava fria no dorso. mas ainda não lavou tudo. faltam as almas penadas.

sábado, outubro 08, 2005

Leitura de fim de semana

Para ler neste fim de semana de reflexão e eleição, nada melhor que a obra completa de Margarida Rebelo Pinto, com a arguência pachequiana de João Pedro George.

Trabalhos de Hércules

1. O arquivo do Lobo foi acrescentado de mais três crónicas antigas: sobre Maria Rosa Colaço, pedagoga; as mulheres no sistema político; e democracia, futebol e apito dourado (tudo publicado em A Voz de Loulé).
2. O estudo sobre o folclore em Alte foi acrescentado com as pequenas biografias dos três homenageados nas comemorações do 67º aniversário do Grupo Folclórico de Alte.
3. O meu blogue académico mudou de nome.