sexta-feira, setembro 16, 2005

Vendemos tudo

A avaliar pelo despacho sobre a venda de medicamentos fora das farmácias, talvez se encontre uma boa solução. Depois de vender o Paulo Coelho, talvez os CTT passem a vender medicamentos sem receita médica. Eu aposto!

Nascimentos

A Sic informou: Britney Spears foi mãe, de cesariana. E já agora, o Público também: João Pinto e Mariza Cruz tiveram um filho.

Ó pra eles

Dois dias. Dois atentados: no primeiro 150; no segundo 15. Mortos, claro. E assim prossegue a pacificação e a implantação da democracia no Iraque. Só falta mesmo a Constituição.

f.

Fernanda Câncio (f.) voltou ao Glória Fácil. E desta vez com oito postas de seguida. Leiam esta: «bem me parecia que aquilo que o manuel alegre disse em viseu foi que não dizia nada sobre o que tinha a dizer. ainda ontem voltou aliás a dizer o mesmo».

quinta-feira, setembro 15, 2005

A ler:

sobre Macário e outros candidatos de Tavira no "Dolo Eventual".

Silêncio

Pronto, está bem, já que ninguém fala falo eu. Custa muito dizer que o Benfica venceu?

É por estas e por outras que sou não-alinhado

Confesso que também não percebi as perplexidades de Paulo Sucena, dirigente da FenProf (a federação sindical na qual se integra o sindicato em que estou filiado), ao referir-se à degradação dos professores por via do alargamento do horário escolar. Sabemos que os horários lectivos dos professores são longos, mas são só para alguns. Muitos fazem da profissão um descanso. E o mais importante: estar mais tempo na escola significa estar mais tempo com os alunos. A avaliar pelo estado do nosso ensino, será melhor reflectir antes de declarações do tipo das que são reproduzidas aqui (li-as também no Público de ontem). Talvez os professores pudessem aprender com os seus colegas das escolas profissionais, que passam 35 horas semanais nas suas escolas e, como se sabe, obtêm excelentes resultados. A prova é que todos os anos muitos alunos esvaziam as salas de muitas escolas públicas para enveredar por este tipo de ensino. E se o digo, é porque sei do que estou a falar.
*
Ler também aqui.

Para as contas do Tribunal

O PS perde-se em explicações sobre a competência técnica e a seriedade de Oliveira Martins, para justificar a sua nomeação para o cargo de presidente do Tribunal de Contas. Quanto a mim não lhe reconheci grande competência aquando da sua passagem pelo ministério das finanças. Como ministro da educação também não deixou marca que se visse. Talvez como presidente do Centro Nacional de Cultura seja mais reconhecido. Mas dando o benefício da dúvida, relativamente a competências e seriedades, o que se põe em causa são apenas motivos políticos: o facto de o indigitado ser deputado do PS, membro de comissões do parlamento e portanto detentor de informação decisiva, que será afecta a um cargo que se pretende fiscalizador, não só de interesses privados como se julga. Ora o governo, regendo-se pela fiscalização de si próprio, põe em causa a independência de poderes e a separação política dos mesmos. O caso do tribunal de contas não seria tão importante se fosse casuístico. Mas não é. O caso Vitorino acresce-lhe mais umas preocupações, perante a odisseia de ocupação do estado pelo partido do governo. O que, reconheça-se, não é bom para qualquer democracia.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Em defesa dos animais

Recebi no Email um vídeo da associação Animal sobre maus tratos a animais com vista à utilização das suas peles no vestuário da moda. A "estilista" Fátima Lopes é uma das visadas no filme já que, como se sabe, é uma pateta defensora das "peles naturais". Aviso que o vídeo é susceptível de criar constrangimentos. Para o ver clique na palavra sublinhada.

Leituras

Uma prosa deliciosa:
«O 11 de Setembro de 2001 marcou o início de uma guerra prolongada contra o terrorismo e provocou enormes fracturas no chamado mundo ocidental, civilizado, que se gabava de viver em paz, mesmo com a ameaça soviética bem presente, desde o fim da II Guerra Mundial». O autor domina como ninguém as relações de política internacional.
«A vida, na Europa, na América, na Ásia, em África e na Oceânia, alterou-se radicalmente a partir do 11 de Setembro». É um conhecedor profundo da geografia política.
«E na campanha presidencial o mais certo é não haver nenhum candidato de direita. Soares, Cavaco, Jerónimo, Louçã e Alegre serão todos de esquerda, com medo de Alá». E nada lhe escapa dos verdadeiros meandros dos candidatos presidenciais.
Também há quem diga que este autor bebe muitos cafés. Ele é um ex-subdirector do Diário de Notícias com direito a página online e às vezes convidado pelas televisões. Aprendamos com o mestre.

Dicionário do crente

Mudança para o futuro
honestidade para todos
coração com rumo
trabalho feliz
obra competência
dinamismo alegre
renovação a sério
tem solução.

O léxico do 9 de Outubro.

terça-feira, setembro 13, 2005

Populismo

Evito circular de carro pelas velhas artérias de Loulé. Por isso já há muito tempo que não passava junto do jardim do Bonnet, hoje parque de estacionamento provisório da Câmara. Quando dei por mim ia em sentido contrário. E tudo porque não há nenhuma perpendicular à Gil Vicente que não esteja em obras. Conheço aquelas ruelas há muitos anos, a degradarem-se quotidianamente num dos miolos mais interessantes da urbe. Hoje, parecia que perante os meus olhos desfilavam todos os dias dos últimos 12 anos, tudo concentrado nos poucos dias que faltam para as eleições autárquicas. E lembro-me que há tempos o António Almeida denunciou – e bem – esta pequena miséria escondida, sugerindo obras na área. Ninguém esperava é que o populismo fosse tão longe. A conclusão é que as obras não são do presidente da Junta mas do candidato independente do PS a presidente da mesma.
Almeida não queres fazer mais fotografias da freguesia? Vais ver que até 9 de Outubro é um ver se te avias.

Aulas

Há um ano atrás, quando se iniciou o ano lectivo, nem o primeiro ministro (Santana Lopes) nem o ministro da educação (David Justino) compareceram na abertura. Uma vergonha que muita gente denunciou. Apesar de algumas sombras a pairar, é de destacar o contrário, este ano. E lembrar que a Sic (o único canal que vi) falava da abertura a meio gás, hoje, quando a data para abertura do ano lectivo decorre até 16 deste mês. Um enviesamento jornalístico manipulador.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Post artístico

Só hoje, em Quarteira, é que descobri que o topónimo emerge do conceito de arte. Ai, se não fossem os marketeers das campanhas, que ignorantes que nós éramos.

domingo, setembro 11, 2005

Pós-colonialismo

O Expresso, deste sábado, na sua análise às previsões das eleições autárquicas refere-se ao distrito de Faro como sendo o Algarve, ao contrário da forma que utiliza para designar todas as outras regiões. Pós-colonialismo, é como se chama este conceito de legitimar as bajulações dos que vendem o Algarve todos os dias.

Pelos caminhos de Portugal...

Para não dizer que nada sabe das autárquicas tem uma oportunidade no Dolo Eventual. Então a rubrica Pelos caminhos de Portugal vale bem a pena. Dê uma vista de olhos clicando na palavra sublinhada.

Dique, dique

«Para José Pacheco Pereira (Historiador*, Público de ontem , link não disponível) há culpados para o desastre de New Orleans. A natureza e a os anti americanos primários. A natureza e os herdeiros do Cominform e do gaullismo. E os jornalistas claro...». Ler com atenção n'A Natureza do mal.

sábado, setembro 10, 2005

Esplanar

Para saudar o regresso de João Pedro George ao "Esplanar": críticas aceradas ao Equador de Miguel Sousa Tavares e muito mais. E não deixe de ler a excelente (e grande) entrevista com o nosso maior libertário (ou libertino, como queiram) Luiz Pacheco. Mesmo que o faça em vários dias.

Há quanto tempo não ouvia isto?

Água lita,
pirolita,
bacalhau,
sardinha frita.

Anda o meu filho mais novo a cantarolar a toda a hora.

sexta-feira, setembro 09, 2005

De volta ao anti-americanismo

A chamada “cruzada anti-americana” continua a ser alvo de textos sociológicos. Pacheco Pereira escreve no Público sobre a metáfora religiosa da condenação americana. Quase sempre se atropela confundindo conceitos importantes, como o de povo e de poder. Talvez porque a tragédia de New Orleans mostra a verdadeira face de uns Estados Unidos dilacerados por um fosso cada vez mais extremo entre pobres e ricos. O último relatório do PNUD mostra isso (link uns posts abaixo). É evidente que disso já se sabia. Mas a tragédia tem sempre este efeito, sobretudo se ampliada pelo furação dos media. Mas o mais interessante é verificar a clivagem interna nos EUA. E mesmo aí, insuspeitos e conservadores analistas vêm defendendo a mesma opinião (ver The Economist). A de que a administração Bush foi incapaz, e está a sê-lo, de atacar o problema (vê-lo aqui a tocar guitarra no dia do furação). Por que se trata de um problema de classe: de um problema de pobreza no seu país.
[Agradecido às minhas fontes: Causa Nossa e Bicho Carpinteiro.]