terça-feira, agosto 16, 2005

Regressos

Fátima Rolo Duarte regressa, provisoriamente, às páginas do DNA, suplemento do DN. Ainda não posso lê-la como Camila Coelho, um pseudónimo que esconde uma jornalista que sabe escrever sobre as ruas de Lisboa, os belos cafés e as estéticas humanistas das cidades. Quando regressar, avisem.

Uma história mal contada

Numa biografia de Fidel Castro, no DN, a autora resume a luta dos revolucionários cubanos a uma noite do ano de 1958 e a um dia do ano de 1959: na noite de fim de ano Fulgêncio Batista foge de Cuba; no dia de ano-novo Fidel entra em Havana. Está contada a história.

Lula

Lula, no Brasil, está a ser pescado com uma toneira?

quinta-feira, agosto 11, 2005

BES

Não há dúvida: o Banco Espírito Santo honra o pai e o filho.

quarta-feira, agosto 10, 2005

O Direito à Preguiça

Este é o meu manifesto durante todo o mês de Agosto. Mas não se fie nele. O melhor é copiá-lo e guardá-lo a sete chaves dentro da sua máquina. E todos os santos dias ler um parágrafo, de modo a saboreá-lo com felicidade. E no fim do mês não receba salário nem regresse ao trabalho.
[E obrigado pela casmurrice]

Deve e haver

Esta tornou-se uma moda irritante e estúpida. Não são só os divinos locutores das Tv's. São os colegas professores e os alunos a debitar miseravelmente "não tem a haver" ou "tem a haver" referindo-se à relação entre qualquer coisa. Explicar-lhes que o deve e o haver são conceitos da contabilidade e não da interrelação semântica, é o esforço. Mas a culpa é dos media que tudo atropelam e tudo contagiam.

terça-feira, agosto 09, 2005

Estatísticas

Sabes que aquilo que gosto mais de ler são as tuas entradas sobre a tese: desmistifica-a, torna-a vulgar, embrulha-a em histórias de vinhos, mulheres bonitas, neve, inureses que batem à porta. É isso que torna bela qualquer entrada sobre a tese. E eu quero lá saber se o sitemeter declina.

Proximidades selectivas

Pois. Lá estavam eles, branquelos, a esfregar creme, suavemente, sobre os ombros e sobre as costas. Sentadinhos à sombra das palhotas de esparto, liam os jornais do dia. Um, que já foi líder do partido que agora se opõe, talvez lesse um suplemento do Notícias, um daqueles que falam das férias, das praias do Algarve onde se brozeiam os próximos candidatos presidenciais. O outro, uma espécie de dom Sebastião do mesmo partido, homem de finanças que sabe o que quer para a nação, lia o Público, a última página, talvez a coluna do Vasco Pulido Valente a cascar no Sócrates, mais ou menos a única coisa que ele sabe fazer. Estavam ali os dois na proximidade geográfica das dunas. Mas nunca uma proximidade foi tão longínqua.

A ler

um manifesto de leitura do Comércio do Porto. De como se amou um primeiro ardina.

Tolerâncias

«(...) É um balanço difícil de ser alcançado, reconheço: entre tolerância real, e secreta, e intolerância fingida e ostensiva. Mas leitores inteligentes deveriam ser capazes de perceber isso, nossa secreta tolerância charmosa, em qualquer bom texto – sem que tenhamos que cometer a grosseria espantosa de afirmá-la com clareza.». Todos os tipos de tolerância na coluna de Soares Silva na revista Semana 3. Leia tudo aqui.

domingo, agosto 07, 2005

Palha seca

É verdade que o sueste acalmou em terra e no mar. Mas em terra continuam os fogos e a endémica auto-comiseração sobre os meios e a prevenção. Apenas os pobres trabalham, ao sol dos 40 graus, limpando terras e apagando fogos, quase num dever de sobrevivência. Se não morrem à fome, morrem do fogo. E o governo? O primeiro-ministro passa férias no Quénia, o ministro dos incêndios calado que nem um rato. Certo, certo é que se percebe que o partido socialista não dá conta do recado, não percebe o mundo rural e portanto as verdadeiras causas dos fogos. Sobre isto não vale a pena dizer mais nada. A intelectualidade e os bem pensantes do PS querem o campo para mostrar o folclore dos ranchos e das compotas, andar a cavalo e dar uns tiros nas perdizes. O resto é conversa seca, palha que arde nos incêndios que nos queimam a alma.

Levante

Inevitavelmente ele chega, trazendo a calma nocturna: as árvores ficam estáticas de vento, as aves descansam o voo rasante do dia, apenas os grilos saltitam assustados nas canoiras. O ferrado do levante marca o fim das aragens dunares do Magrebe. E nós já podemos descansar.

Sueste

Lá fora continua o sueste, o levante, a bezaranha. E nós, aqui, continuamos à espera que ele passe. Sem mexer um músculo que seja, apenas ouvindo o seu rugido de sete em sete vagas.

sábado, agosto 06, 2005

A redescoberta do Brasil

Cabral descobriu o Brasil, Carmen de Miranda conquistou os Brasileiros, mas é o Mensalão que vai descobrir a careca a alguns empresários e políticos portugueses.

Comunidades

«...sempre discordei com a ideia de uma "comunidade bloguística", em particular com os componentes que lhe querem afirmar, declarados - uma "ética" própria (modus blogante), uma "amizade" comum construída num convívio - ou não - estes mais os tiques e maneirismos que se assumem.». JPT, a comunitariar na Ma-Schamba. Ler o resto, aqui.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Parabéns!

Isto de oferecer livros no aniversário da esposa, tem sempre o velho truque: oferecem-se os livros que nós queremos ler. Desta vez a Maitena, uma escritora de humor a sério.

As políticas de cultura

Fujo dos blogues para a tese. Mas é nos blogues que encontro inspiração para ela. Este texto do Pacheco Pereira é a prova cabal de que muito do que se lê e se deve discutir anda pela blogosfera. A minha tese pretende discutir isso mesmo: as representações sobre a cultura de quem faz a política cultural, nas autarquias por exemplo.

Jaquinzinhos: the last day

João Caetano Dias tinha um magnífico blogue: inteligente, cruel, cheio de humor culto. Conservador, quase sempre, era mesmo assim um prazer lê-lo pela sua qualidade de escrita. Jaquinzinhos, agora só no prato.

Concerto de Viviane em Tavira

Depois da apresentação do seu primeiro álbum a solo nas FNACs do país, a Viviane dá o seu primeiro concerto a sério, hoje à noite em Tavira: no bonito Convento do Carmo, às 21.30 horas. Não perca os Amores Imperfeitos!

quinta-feira, agosto 04, 2005

CGD II

O editor de economia do Público, a propósito da alteração da administração da Caixa Geral de Depósitos, diz que não entende como é que os partidos dizem uma coisa na oposição e depois quando chegados ao governo fazem outra. Mais um que não leu Maquiavel.