domingo, julho 31, 2005
João de Deus, o Ramos
«[O poeta] João de Deus, sempre ávido de convívios interessantes, fez várias tentativas para entrar nessa curiosa tertúlia. Em vão... Os estatutos, muito apertados... exigiam ao candidato uma prova insofismável de falta de limpeza.Inspiração era com João de Deus. Um dia, julgou encontrar a chave da impenetrável porta. No melhor papel de carta que pôde arranjar, redigiu a pretensão, esmerando-se na caligrafia e no estilo. No fim, limpou o rabo ao papel, dobrou-o como mandam as regras e meteu-o num envelope da melhor qualidade.». Ler tudo aqui.
sábado, julho 30, 2005
No comments
Diz-me o que comes, dir-te-ei o que pesquiso. Melhor: diz-me o que pesquisas, dir-te-ei o que como.
quinta-feira, julho 28, 2005
Rua João de Deus, em Alte
«Perguntei-lhe por que razão João de Deus não era reconhecido em Alte, não tinha o seu nome numa rua da aldeia, por exemplo, e a senhora disse-me que ele era muito crítico, falava mal de todos. Compreendo que a ausência de consensualidade não ajudou João de Deus a obter, na sua terra, a devida recompensa por ter ajudado a fundar um Centro Escolar e Republicano que foi uma verdadeira escola política e cultural da aldeia.».
On the road
Duas estradas. Feitas de palavras ao mesmo tempo doces e azedas, sérias e brincalhonas. Ao nosso dispor: uma vai para Damasco. A outra é apenas uma estrada: a.estrada:
Cadeia post-alimentar
Sei, agora, que a única saída digna de um não-alinhado é marear contra-a-corrente. Só assim ascende na maré, mesmo descendo na cadeia alimentar.
quarta-feira, julho 27, 2005
Geografia descendente
Luis Figo continua a carreira descendente: depois de Barcelona, Madrid. Depois de Madrid, Milão. Os euromilhões também descem.
A chuva?
Sim, a chuva,
breve mas séria,
caiu fria sobre o corpo quente,
anunciando o próximo Outono,
antes do antigo Inverno.
caiu fria sobre o corpo quente,
anunciando o próximo Outono,
antes do antigo Inverno.
Empatia blogastronómica
Empatias blogosféricas é o que isto é. Esfomeado de sanduiche depois das micro histórias em macro lançamento do livro do Luis Ene, encontro sanduiche à minha espera. E como-a olhando espantado a outra que me perpassa nos olhos, como uma autêntica empatia blogastronómica. Melhor será exorcizar o bombyx e colocá-lo ali entre o 2º abnóxio e a casa de cacela. mori lá!
terça-feira, julho 26, 2005
Mil e uma pequenas histórias
O Luís Ene terminou, a 14 deste mês, o seu projecto das mil e uma pequenas histórias. Um trabalho de escrita de quase três anos. Em livro, já podemos ler as primeiras duzentas. Esse mesmo, o livro das primeiras duzentas das mil e uma pequenas histórias vai ser lançado hoje, pelas 21.30, nos Artistas em Faro.
Reciprocidade à Clash
Hoje acordei a ouvir London Calling dos Clash. Agora, madrugada dentro, oiço-a na casa do Afonso Bivar. Olha, agradecido pelo link aí entre o contra-indicado e a controversa maresia. Devo-te essa!
Aceitam-se apostas
O jornalista pergunta: O que aconteceu neste caso, pode voltar a acontecer?
O responsável da polícia de investigação britânica, responde: Sim, claro! Esperemos é que da próxima vez não seja o sujeito errado!
O responsável da polícia de investigação britânica, responde: Sim, claro! Esperemos é que da próxima vez não seja o sujeito errado!
Os populares
Gostava de entender qual é a teoria sociológica que suporta a definição de populares para todos os cidadãos que combatem os fogos que ameaçam as suas vidas e os seus bens?
Suspensões, várias
«certo poeta só era capaz de escrever em estado de suspensão: lá em cima, a dez mil metros de altitude, por cima das nuvens, entre dois continentes. os críticos, rendidos, gabavam-lhe a leveza dos versos.»
José Mário Silva no letra minúscula.
José Mário Silva no letra minúscula.
segunda-feira, julho 25, 2005
«Algarve, sem o mar» II
POR AGOSTO À TARDE FORTE
Em tudo de súbito há ápices de festa
Agosto cresce em luz e céu e vento e cor
E o sol dormita pela tarde a doce sesta
Por entre as sombras onde se abriga do calor.
Fernando Cabrita, O Sul, poemas algarvios.
Em tudo de súbito há ápices de festa
Agosto cresce em luz e céu e vento e cor
E o sol dormita pela tarde a doce sesta
Por entre as sombras onde se abriga do calor.
Fernando Cabrita, O Sul, poemas algarvios.
Subscrever:
Mensagens (Atom)