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terça-feira, abril 12, 2011

Nobre contra portagens, no PSD

foto: AAlmeida

Fernando Nobre, que tem feito da cidadania a sua bandeira política, será o cabeça de lista do PSD por Lisboa (link). A mim nunca me convenceu. Mais ainda quando, em conjunto com o meu amigo Almeida o questionámos sobre a sua posição quanto às portagens na Via do Infante. Na altura, no mercado de Faro, em campanha eleitoral, o actual candidato à presidência da Assembleia da República (PSD dixit), foi claro: sou a favor da solidariedade nacional e por isso sou a favor das portagens no Algarve. Está tudo dito!

quinta-feira, outubro 21, 2010

Estudantada da treta

Desculpem o desabafo, geracional eu sei, mas ver aquela cambada de estudantes de Viseu a estender tapetes e a pedir "salta Cavaco, olé!", dá-me arrepios na espinha. Nem no tempo do fascismo, quando era puto, me obrigavam a adular escravizadamente Salazares, Caetanos e Tomazes. Bem sei que os tempos são outros, mas porra, o que me dá tesão é ver os estudantes franceses a serem presos por protestarem contra as medidas reacionárias de Sarkozy. Parafraseando o João Martins, aquela carneirada não passa de 'Lupenestudantariado'.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Leituras obrigatórias

Mudar de Vida é um jornal de cariz popular posicionado à esquerda. Publica artigos e ensaios do campo do pensamento marxista e socialista moderno. Uma leitura a acompanhar com regularidade em papel ou em versão online. Ler aqui.

domingo, novembro 01, 2009

Andar à nora

Chamado a atenção num comentário colocado no MAC Loulé, quis fazer como Pessoa: "primeiro estranhar, depois entranhar". Mas não foi possível. O post do vereador eleito (em 2005) pelo PS para a Câmara atribui as responsabilidades da derrota do PS nas eleições de 2009 a... Joaquim Vairinhos! Estranha-se esta conversa, como se Vairinhos não tivesse concorrido sob o símbolo da mãozinha e ainda mais se estranha que os responsáveis do PS concelhio nada digam sobre este assunto, que agora rasga o paradoxo. Afinal, teremos um, ou dois blogues de vereadores eleitos pelo PS, em Loulé?

domingo, outubro 25, 2009

Quem é Abel, quem é Caim?


Os recentes comentários ao meu comentário no blogue do António Almeida fazem-me lembrar a velha (nova) conversa homicida de Abel e Caim. Quando se usa a crítica política recebe-se em troca a ofensa pessoal. O peso da inveja e da culpa anda ainda em muitos corações cristãos. Conselho: ler pois "Caim" de Saramago, para aprender como a liberdade intelectual não tem medo de ameaças e insídias, nem me obriga a mudar de residência.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Alinhamentos

O autor deste blogue "não alinhado" é candidato independente, pelas listas do Bloco de Esquerda, a dois órgãos autárquicos do concelho de Loulé: Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de São Sebastião. Há momentos em que os desalinhados se alinham, por razões de justiça, em primeiro lugar consigo próprios. Apesar de convidado noutras ocasiões, desta vez não pude recusar o convite do meu grande amigo e cabeça de lista à Câmara Municipal de Loulé, Joaquim Mealha Costa. Sobre ele e seu sentido de justiça poderia dizer muito, mas sei que os habitantes de Loulé sabem-no tão bem quanto eu. E, por isso, espero que ele e muitos outros amigos sérios, honestos e trabalhadores - que reencontrei (ou descobri) nestes dias - possam, nas próximas eleições autárquicas, estar nas funções de governação deste município, que daquelas características superiores tanto carece.
Até lá pode visitar-nos no blogue do Bloco de Loulé (link).

sexta-feira, julho 03, 2009

Os chifres da demissão

Ao contrário de muitos, acho que o par de cornos fica bem ao ex-ministro Manuel Pinho. Para quem anunciou o fim da crise quando a mesma lavrava uma tempestade nunca vista, decidiu ser criativo a batizar o antigo Al-Andaluz como Allgarve e aldrabou várias vezes os mineiros de Aljustrel, a auto-máscara de dois belos chifres na sua testa, na bancada do governo no parlamento, foi a indumentária adequada. Lembro que este senhor recebeu a medalha de mérito municipal no Dia do Município de Loulé em 2009. Palavras para quê? É um artista português!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Participação

Por aqui discute-se participação e cidadania. Muito bem, vamos lá. Porque não, talvez, discutir em Loulé o orçamento participativo. Esqueçam. O Partido Socialista (ponho por extenso) e o PSD (coloco apenas o acrónimo) preparam-se para aprovar hoje, na Assembleia da República, a nova lei das autarquias. O que tem ela? Entre outras coisas retira aos presidentes de Junta, presentes na Assembleia Municipal, o direito de voto no Plano e Orçamento do município. Se isto não é participação e cidadania, o que é?

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Leitura de imprensa

É um dos clássicos da colaboração em A Voz de Loulé. O Dom Finório, que ocupa sempre um cantinho na última página do jornal, é uma espécie de coruja/mocho sabichão que opina sobre tudo: estradas, detergentes, política, orçamentos, livros. Tudo o que se possa pensar. E é sempre bem escrito, pela pena de Francisco Inez. Deixo-vos o último para que confirmem:

Já agora, não perca a última coluna de Pacheco Pereira no Público. Pode ler no blogue do autor.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Das esquerdas

O "realismo" político da esquerda tem sido o do cumprimento das regras, sem contrariar o domínio do capitalismo global, cada vez mais selvático. A esquerda tem, somente, tentado salvar a mobília com que ataviou a sua história, aceitando, como mal menor, as imposições do "mercado".
Excerto da excelente coluna de Baptista Bastos, hoje, no Diário de Notícias.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Uma lição armadilhada de jornalismo?

Santana Lopes abandona, a meio, uma entrevista na SicNotícias, depois de ser interrompido por causa de uma ligação em directo ao aeroporto onde chegava José Mourinho. O entrevistado recusa-se a continuar a entrevista porque acha mais importante a política do que o futebol. Discutível, não? Quanto a mim fez bem, mesmo vindo de quem vem.

sábado, setembro 22, 2007

Propaganda

Coitada da jornalista, não faz por culpa, mas a lição está bem aprendida. Em directo da Assembleia da República, a repórter da RTP1 ensinou-nos que a primeira sessão da AR com o novo regimento lá "permitia, mais facilmente, ao primeiro-ministro, desmontar os argumentos da oposição". O problema não foi o facto de o PM nada ter desmontado, mas a propaganda que o canal de serviço público vai fazendo ao governo e à maioria absoluta na Assembleia. Mau serviço!

quinta-feira, setembro 13, 2007

O Sargento

Há algum tempo que não dou notícias, por aqui. Penso que nunca estive tanto tempo sem postar. A verdade é que o ano lectivo anterior (esta é a minha medida de tempo profissional) foi extenuante. Apresentei as minhas provas públicas de mestrado (uff, finalmente), desempenhei cargos profissionais na minha escola, num ano em que se fechou a 1ª fase do processo de adequação do ensino superior ao regime da Declaração de Bolonha, ajudei a relançar a Associação D’Agir, uma entidade educativa destinada à formação e à investigação da educação e do desenvolvimento. Enfim, fui olhando de relance outras tarefas que tenho em mãos como o estudo do Grupo Folclórico de Alte, fui participando em seminários, colóquios, congressos, por aí...
As férias foram tão retemperadoras, que fui perdendo o apetite e o vício de escrever sobre a espuma dos dias. Comer, dormir, ler, nadar e correr foi o meu lema durante o mês de Agosto e se não acordo, já ia com o mesmo balanço nas primícias de Setembro.
*

Miguel Barreira/AP

Mas, olhem, hoje apetece-me falar do Scolari. O homem não merecia que eu escrevesse aqui o seu nome, mas quero antecipar-me à conferência de imprensa que ele prometeu para as 18.30h. Quem me lê sabe (e quem não sabe fica a saber) que eu não morro de amores pelo treinador da selecção portuguesa de futebol. Pelo contrário, já aqui escrevi que o homem é um pequeno ditador disfarçado de sargento disciplinador. Para além de deseducado, falso pedagogo e patrioteiro de meia-tigela. Quem nunca jogou futebol perceberá menos o papel de um treinador de uma equipa e, por isso, acha que ele trouxe alguma competência técnica e moral à equipa ou a Portugal. Mas foram esses saloios da futebolite que o colocaram como seleccionador, treinador, ícone da juventude e empresário da publicidade pátria. Mais dia menos dia o verniz haveria de estalar e como o homem é bronco fê-lo ontem, perante toda a gente, do futebol, da política e do povo que colocou as bandeirinhas à janela, a seu pedido. A partir de hoje já o estão a sacrificar. Quem não o sacrifica? Os émulos do dirigismo desportivo (Vieira incluído), o secretário de estado do desporto, que acha que os factos são apenas do foro desportivo, e o presidente da federação, o único que não ouvi até agora. Às 18.30, espero que aquele que diz que “nem sequer lhe toquei num cabélinho”, tenha um resíduo de acesso de ética que lhe permita demitir-se. De contrário, cabe ao governo fazê-lo e não deixar para a federação o ónus da vergonha.

terça-feira, julho 17, 2007

Povo, essa entidade inóspita

Um dos elementos do júri da minha tese, hoje de manhã (ver aqui), questionou-me sobre o uso da expressão, na p. 46, "povo, essa entidade inóspita". A minha explicação foi sociológica e usou muito da teoria da nova historiografia francesa sobre o assunto. Mas, num sentido mais prosaico, poderia dizer que povo são todos aqueles que de Cabeceiras de Basto a Teixoso vieram apoiar a eleição de António Costa para a Câmara de Lisboa, depois de terem (alguns deles) passado por Fátima. Uma explicação empírica pensada a partir desta leitura.

sábado, julho 07, 2007

A memória reconstruída

Zita Seabra, ex-militante do PCP e actual deputada do PSD, publicou recentemente um livro de memórias sobre o tempo da sua militância no partido de Cunhal. Ainda não o li (espero fazê-lo no verão a que tenho direito), mas na entrevista que deu a Judite de Sousa percebeu-se o óbvio. Zita Seabra narra as suas recordações como se elas tivessem acontecido ontem, com uma descrição e efabulação prodigiosas. Não podemos acreditar. Mesmo entendendo que muitos dos acontecimentos estarão documentados, o que se prova é que Zita Seabra o que faz é interpretar os factos do passado à luz do presente. Aliás, o que os estudos sobre a memória têm vindo a provar. O que ela faz (como qualquer um de nós faria, perceba-se) é elaborar uma interpretação do passado de acordo com os seus quadros político-ideológicos do presente. Por isso, aquela história da caixa de bombons oferecida a Cunhal é tão metafórica e romanesca. Quando penso nas minhas memórias desse período de há 30 anos atrás, o meu discurso mental conduz-me inevitavelmente a uma elucubração de manipulação da memória. Também o que pretendo provar, na minha tese de mestrado sobre a memória social numa aldeia do concelho de Loulé, é que a memória é sempre reconstruída de forma a definir um cariz identitário mais de acordo com a modernidade do presente. O livro de Zita Seabra deveria chamar-se: “Eu penso que foi assim”.

domingo, junho 17, 2007

Um graffitti que não mente

Ver aqui um belo graffitti, de Lisboa, um dos moinhos de vento de Telmo Correia, candidato à Câmara da cidade.

sábado, junho 16, 2007

Interesses

Está, agora, muito em moda dizer-se que não tenho interesses em nada...

Graffitis

Contributo para a campanha populista de Telmo Correia, do CDS/PP, à Câmara de Lisboa.

sexta-feira, junho 15, 2007

Berardo, outra vez

Joe Berardo está em todas as televisões, ao mesmo tempo. Como o homem do common sense não tem o dom da ubiquidade, sabemos que os canais filmaram antes e passam todos no início do jornal das 2oh. As acções do Benfica subiram e bem. Depois da arte, do vinho e do futebol, Berardo reparte-se cada vez mais a fazer sombra a Belmiro, sem interesse nenhum nos estudos do aeroporto em Alcochete, ou nas acções do Benfica. Daqui a uns tempos, vê-lo-emos ( ou veremo-lo, como ele diria) nalguma candidatura a sério.

quarta-feira, junho 13, 2007

Que raio de tradições

Também os candidatos à Câmara de Lisboa desfilaram nas marchas populares, por enquanto, ainda só na de Santo António, "um senhor careca, de bata castanha, com um filho ao colo e um livro...", como disseram as criancinhas entrevistadas. Todos eles manifestaram a certeza de que com eles, a tradição mais genuína de Lisboa não acaba. É verdade que estes homens não são obrigados a saber um pouquinho de antropologia. Mas ficava-lhes bem, uma vez por outra, não se armarem em popularuchos de bairro, a falar a "voz do povo".