terça-feira, abril 12, 2011
Nobre contra portagens, no PSD
quinta-feira, outubro 21, 2010
Estudantada da treta
sexta-feira, novembro 20, 2009
Leituras obrigatórias
Mudar de Vida é um jornal de cariz popular posicionado à esquerda. Publica artigos e ensaios do campo do pensamento marxista e socialista moderno. Uma leitura a acompanhar com regularidade em papel ou em versão online. Ler aqui.domingo, novembro 01, 2009
Andar à nora
domingo, outubro 25, 2009
Quem é Abel, quem é Caim?

quinta-feira, agosto 20, 2009
Alinhamentos
Até lá pode visitar-nos no blogue do Bloco de Loulé (link).
sexta-feira, julho 03, 2009
Os chifres da demissão
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Participação
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Leitura de imprensa
Já agora, não perca a última coluna de Pacheco Pereira no Público. Pode ler no blogue do autor.
quarta-feira, outubro 24, 2007
Das esquerdas
O "realismo" político da esquerda tem sido o do cumprimento das regras, sem contrariar o domínio do capitalismo global, cada vez mais selvático. A esquerda tem, somente, tentado salvar a mobília com que ataviou a sua história, aceitando, como mal menor, as imposições do "mercado".
Excerto da excelente coluna de Baptista Bastos, hoje, no Diário de Notícias.
sexta-feira, setembro 28, 2007
Uma lição armadilhada de jornalismo?
sábado, setembro 22, 2007
Propaganda
quinta-feira, setembro 13, 2007
O Sargento
Há algum tempo que não dou notícias, por aqui. Penso que nunca estive tanto tempo sem postar. A verdade é que o ano lectivo anterior (esta é a minha medida de tempo profissional) foi extenuante. Apresentei as minhas provas públicas de mestrado (uff, finalmente), desempenhei cargos profissionais na minha escola, num ano em que se fechou a 1ª fase do processo de adequação do ensino superior ao regime da Declaração de Bolonha, ajudei a relançar a Associação D’Agir, uma entidade educativa destinada à formação e à investigação da educação e do desenvolvimento. Enfim, fui olhando de relance outras tarefas que tenho em mãos como o estudo do Grupo Folclórico de Alte, fui participando em seminários, colóquios, congressos, por aí...
As férias foram tão retemperadoras, que fui perdendo o apetite e o vício de escrever sobre a espuma dos dias. Comer, dormir, ler, nadar e correr foi o meu lema durante o mês de Agosto e se não acordo, já ia com o mesmo balanço nas primícias de Setembro.
*
Mas, olhem, hoje apetece-me falar do Scolari. O homem não merecia que eu escrevesse aqui o seu nome, mas quero antecipar-me à conferência de imprensa que ele prometeu para as 18.30h. Quem me lê sabe (e quem não sabe fica a saber) que eu não morro de amores pelo treinador da selecção portuguesa de futebol. Pelo contrário, já aqui escrevi que o homem é um pequeno ditador disfarçado de sargento disciplinador. Para além de deseducado, falso pedagogo e patrioteiro de meia-tigela. Quem nunca jogou futebol perceberá menos o papel de um treinador de uma equipa e, por isso, acha que ele trouxe alguma competência técnica e moral à equipa ou a Portugal. Mas foram esses saloios da futebolite que o colocaram como seleccionador, treinador, ícone da juventude e empresário da publicidade pátria. Mais dia menos dia o verniz haveria de estalar e como o homem é bronco fê-lo ontem, perante toda a gente, do futebol, da política e do povo que colocou as bandeirinhas à janela, a seu pedido. A partir de hoje já o estão a sacrificar. Quem não o sacrifica? Os émulos do dirigismo desportivo (Vieira incluído), o secretário de estado do desporto, que acha que os factos são apenas do foro desportivo, e o presidente da federação, o único que não ouvi até agora. Às 18.30, espero que aquele que diz que “nem sequer lhe toquei num cabélinho”, tenha um resíduo de acesso de ética que lhe permita demitir-se. De contrário, cabe ao governo fazê-lo e não deixar para a federação o ónus da vergonha.
terça-feira, julho 17, 2007
Povo, essa entidade inóspita
sábado, julho 07, 2007
A memória reconstruída
Zita Seabra, ex-militante do PCP e actual deputada do PSD, publicou recentemente um livro de memórias sobre o tempo da sua militância no partido de Cunhal. Ainda não o li (espero fazê-lo no verão a que tenho direito), mas na entrevista que deu a Judite de Sousa percebeu-se o óbvio. Zita Seabra narra as suas recordações como se elas tivessem acontecido ontem, com uma descrição e efabulação prodigiosas. Não podemos acreditar. Mesmo entendendo que muitos dos acontecimentos estarão documentados, o que se prova é que Zita Seabra o que faz é interpretar os factos do passado à luz do presente. Aliás, o que os estudos sobre a memória têm vindo a provar. O que ela faz (como qualquer um de nós faria, perceba-se) é elaborar uma interpretação do passado de acordo com os seus quadros político-ideológicos do presente. Por isso, aquela história da caixa de bombons oferecida a Cunhal é tão metafórica e romanesca. Quando penso nas minhas memórias desse período de há 30 anos atrás, o meu discurso mental conduz-me inevitavelmente a uma elucubração de manipulação da memória. Também o que pretendo provar, na minha tese de mestrado sobre a memória social numa aldeia do concelho de Loulé, é que a memória é sempre reconstruída de forma a definir um cariz identitário mais de acordo com a modernidade do presente. O livro de Zita Seabra deveria chamar-se: “Eu penso que foi assim”.


